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Grupo Galpão na Campanha de Popularização do Teatro 2019_BH

O espetáculo reúne 25 canções do repertório do grupo e apresenta textos sobre a passagem do tempo e o processo de criação artística; A venda antecipada de ingressos já começou no site www.vaaoteatromg.com.br e no dia 3/01 começará nos postos Sinparc

Integrante da programação da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Belo Horizonte desde o seu início, faltando apenas em algumas ocasiões, o Grupo Galpão se apresenta na 45ª edição do evento com o sarau literário musical De Tempo Somos. Uma cantoria de atores à beira do rio, em noite de lua cheia, durante uma das inúmeras turnês da companhia pelo Vale do Jequitinhonha, foi inspiração para a criação do espetáculo, que tem direção de Lydia Del Picchia e Simone Ordones. De Tempo Somos celebra o encontro da música com o teatro, que se tornou marca do grupo em seus mais de 35 anos de história e é a primeira trilha sonora do grupo a estar disponível em plataformas musicais como o Spotify. A curta temporada dentro da programação da Campanha acontece nos dias 19 e 20 de janeiro, no Grande Teatro do Sesc Palladium. Sábado, às 21h e domingo, às 19h. Ingressos antecipados a R$18,00, já à venda pelo site www.vaaoteatromg.com.br e a partir de 3 de janeiro também estarão disponíveis nos postos Sinparc. Na bilheteria do teatro, uma hora antes do espetáculo, também haverá venda de ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Com direção musical e arranjos de Luiz Rocha, os atores cantam e executam, ao vivo, 25 canções de trabalhos mais antigos como “Corra enquanto é tempo” (1988) e “Álbum de Família” (1990); passando também por “Romeu e Julieta” (1992), “Um Moliére Imaginário” (1997) e “Partido” (1999), chegando até a espetáculos mais recentes como “Tio Vânia” e “Eclipse” (ambos de 2011), além de músicas que surgiram em workshops internos e que chegam a público pela primeira vez. “A cantoria é a celebração do encontro, da festa, da disposição para seguir em frente (apesar de tudo que nos faz pender para o chão!), do espírito libertário e contestador inerente a toda reunião festiva”, explica Lydia Del Picchia.

A etimologia da palavra “recordar”, que vem do latim “recordis”, significa passar de novo pelo coração. Segundo Simone Ordones, várias músicas que marcaram o repertório de espetáculos do grupo são revisitadas e recontextualizadas: “o foco desse sarau não é ser nostálgico, mas visar o futuro, o que está por vir; celebrar o que foi feito para apontar possíveis caminhos para o futuro”, explica.

A cantoria vem acompanhada de textos, escolhidos por Eduardo Moreira e Lydia Del Picchia, que falam da passagem do tempo e do estado de embriaguez e liberdade que é inerente à criação artística. Reflexões e poemas de Eduardo Galeano, Anton Tchékhov, Olga Knipper,  Calderón de la Barca, Charles Baudelaire, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Jack Kerouac, Paulo Leminski e José Saramago compõem esse caleidoscópio em que os atores do Galpão compartilham, com o público, suas indagações e vivências artísticas.

CD DE TEMPO SOMOS
Como a música é parte fundamental do Galpão, o sarau do grupo não poderia ficar sem um registro fonográfico. Com treze faixas, o álbum “De Tempo Somos” traz a maioria das canções presentes no espetáculo, com direção musical e arranjos de Luiz Rocha. A produção musical ficou a cargo de Chico Neves, responsável por sucessos do Skank, Arnaldo Antunes entre outros grandes nomes do cenário musical nacional.  O disco traz canções que marcaram o público e a história do Galpão, como as faixas Flor, minha flor, de Romeu e Julieta (1992) e Canção dos atores, de Um Molière Imaginário (1997).  Todas as faixas do disco estão disponíveis no Spotify e demais plataformas musicais da web.

GRUPO GALPÃO
Criado em 1982, o Grupo Galpão tem sua origem ligada à tradição do teatro popular e de rua. Há mais de 35 anos desenvolve um teatro que alia rigor, pesquisa e busca de linguagem, com montagem de peças que possuem grande poder de comunicação com o público. Formado por atores que trabalham com diferentes diretores convidados, como Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes e Marcio Abreu (além dos próprios componentes que também já dirigiram espetáculos do Grupo), o Galpão formou sua linguagem artística a partir desses encontros diversos, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro.

GALPÃO E PETROBRAS
Há quase 20 anos, o Grupo Galpão conta com o patrocínio da Petrobras. Foram muitos espetáculos montados, temporadas nacionais, turnês por todas as regiões do Brasil e presença em festivais proporcionados por essa parceria. Esse ano, a Petrobras continua apostando no compromisso do Galpão: reinventar a vida por meio da arte, possibilitando a vivência do teatro, como alegria e transformação, para um público cada vez maior.

ELENCO
Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Lydia Del Picchia, Luiz Rocha (ator convidado), Júlio Maciel, Paulo André, Simone Ordones.
*Inês Peixoto (atriz curinga)

EQUIPE DE CRIAÇÃO
DIREÇÃO: Lydia Del Picchia e Simone Ordones
DIREÇÃO MUSICAL, ARRANJOS e TRILHA SONORA: Luiz Rocha
PESQUISA DE TEXTO: Eduardo Moreira
FIGURINO: Paulo André
PREPARAÇÃO VOCAL: Babaya
PREPARAÇÃO CORPORAL: Fernanda Vianna
ILUMINAÇÃO: Rodrigo Marçal
DESIGN SONORO: Vinícius Alves
AULAS DE PERCUSSÃO: Sérgio Silva
ASSESSORIA NA CENA “A CARTEIRA”: Diego Bagagal
ASSESSORIA DE ILUMINAÇÃO: Chico Pelúcio
REVISÃO DE TEXTOS: Arildo de Barros
VOZ EM OFF: Teuda Bara

Arranjos baseados em arranjos originais de Babaya, Ernani Maletta e Fernando Muzzi, do repertório musical do Grupo Galpão.

Fragmentos de textos: Eduardo Galeano, Charles Baudelaire, Olga Knipper, Jack Kerouak, Nelson Rodrigues, Anton Tchékhov, José Saramago, Paulo Leminski e Calderón de La Barca.

Foto: Guto Muniz

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