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Exposições do Palácio das Artes que encerram temporada em janeiro e fevereiro têm catálogos lançados ainda em dezembro
Evento contará também com a publicação de PQNA ANO DOIS, que reúne as exposições que ocuparam a PQNA Galeria Pedro Moraleida em 2018
A Fundação Clóvis Salgado realiza, na próxima semana, o lançamento dos catálogos das exposições que ocupam as galerias do Palácio das Artes até os meses de janeiro e fevereiro de 2019. Na próxima sexta-feira (28), serão distribuídos ao público o catálogo da exposição Transarte, da artista mineira Aretuza Moura, que ocupa a Galeria Genesco Murta; 100 anos de Celso Renato e Siron, Franco, que ocupam a Grande Galeria Guignard e a Galeria Arlinda Corrêa Lima, respectivamente; e Sombras e Mistérios, inédita do artista anglo-americano Mac Adams que ocupa a Galeria Mari’Stella Tristão.
Além dos catálogos das exposições que ocupam o Palácio das Artes atualmente, a distribuição contará com a publicação PQNA ANO DOIS, catálogo que reúne todas as exposições da PQNA Galeria Pedro Moraleida no ano de 2018 – Delikatessen, da artista Verônica Alkimim; Traço Explícito, do ilustrador Marcelo Xavier; Sob o céu que nos protege, do fotógrafo Daniel Moreira em parceria com o escultor Leandro Gabriel; Arte Popular Brasileira, que reuniu obras de diversos artistas expoentes da arte popular; e Terra Prometida, do fotógrafo e escultor Rodrigo Albert.
Os catálogos, que terão distribuição gratuita para o público presente no Foyer do Palácio das Artes, reúnem fotografias das obras, textos autorais e institucionais, biografia dos artistas e outros detalhes sobre as exposições.
SOBRE AS EXPOSIÇÕES
Transarte/Transtempo – Artetuza Moura
Galeria Genesco Murta
Toda a sensibilidade da mineira Aretuza Moura está reunida na exposição dedicada à artista, que ocupa a Galeria Genesco Murta. Com obras em diversos suportes – pinturas, esculturas, gravuras e assemblages – a mostra não configura uma retrospectiva, mas reúne trabalhos marcantes da artista realizados durante as quatro últimas décadas, além de peças inéditas. A curadoria é do crítico e professor de artes plásticas Marcos Hill. Segundo ele, o objetivo principal da exposição é compartilhar e avisar à sociedade mineira que essa artista existe, que acabou de completar 90 anos, e sempre trabalhou independentemente de qualquer limitação.
100 Anos de Celso Renato
Grande Galeria Guignard
Pintor expoente no abstrato geométrico brasileiro, Celso Renato de Lima foi um dos mais singulares artistas no diálogo com o construtivismo em Minas Gerais. Toda a multiplicidade de sua obra compõe a exposição 100 anos de Celso Renato, que contempla a fase do abstracionismo informal, encontrada no início da carreira do artista, até as pinturas-assemblages, datadas do final do século passado. Os trabalhos da mostra abrangem todo o período de criação do artista (1960-1990), representando a maior individual já dedicada à Celso Renato. Estão expostas na Grande Galeria Guignard mais de 80 obras pertencentes a importantes museus e coleções particulares brasileiras, selecionadas pela artista plástica, professora, galerista e curadoraClaudia Renault.
Siron, Franco
Galeria Arlinda Corrêa Lima
A Fundação Clóvis Salgado inaugura exposição do pintor, desenhista e escultor goiano Siron Franco. A exposição Siron, Francoconta com 36 quadros do artista, que foi premiado na 12ª Bienal de São Paulo, em 1974, como melhor pintor do ano. A curadoria é de Augusto Nunes-Filho, Presidente da FCS. As obras de Siron estão presentes nos mais importantes museus do Brasil, como MNBA (Rio de Janeiro), MON (Curitiba), MASP (São Paulo) e MAC (São Paulo). Com um olhar sutil sobre o cotidiano, Siron retrata situações de violência, por meio de figuras quase monstruosas, mesclando humanos e animais.
Sombras e Mistérios
Galeria Mari’Stella Tristão
O público da Fundação Clóvis Salgado recebeu, a partir da segunda semana de novembro, um convite para desvendar as narrativas criminais do artista anglo-americano Mac Adams. Esse conjunto de obras que desperta a curiosidade do observador está reunida na exposição Sombras e Mistérios, com três esculturas e 28 fotografias do artista na Galeria Mari’Stella Tristão. Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, a exposição inédita em Belo Horizonte já passou pelas cidades de São Paulo e Recife, e recebeu mais de 40 mil visitantes. Mac Adams tem uma importância fundamental no cenário de artes visuais norte-americano a partir da segunda metade do século XX. Ao longo de sua carreira, ele se tornou parte de um movimento conhecido como Narrative Art (Arte Narrativa).
PQNA GALERIA – ANO 2
Delikatessen
Doze imagens, um vídeo, uma instalação, e uma placa fizera parte da exposição Delikatessen, da artista mineira Verônica Alkmim França. O recorte, que reuniu uma coleção de imagens de tiragem limitada, numeradas e assinadas pela artista, traz uma reflexão visual sobre o corpo submetido ao mercado consumista, os limites da propaganda, o efêmero vital e o que pode ser considerado arte.
Traço Explícito
Dono de uma intensa produção artística, que vai da literatura às animações em massinha de modelar, Marcelo Xavier ocupou aPQNA Galeria Pedro Moraleida no Palácio das Artes com a exposição inédita Traço Explícito. Nesse trabalho, o artista voltou seu olhar para a arte erótica, apresentando criações completamente diferentes daquelas que o público está acostumado a ver. A mostra foi composta por ilustrações e desenhos, criados em diferentes momentos da carreira do artista, e traçou um paralelo de seu fascínio e entrega à arte erótica, buscando inquietações e questionamentos.
Sob o céu que nos protege
A Fundação Clóvis Salgado promoveu a exposição Sob o céu que nos protege, dos artistas Daniel Moreira e Leandro Gabriel. A mostra retratou, de maneira poética, um recorte sobre a rotina dos moradores do Vale das Ocupações, no Barreiro, em que os sonhos de uma moradia digna se cruzam e se conectam pelo olhar de Daniel e Leandro. Ao longo de 45 dias, Daniel Moreira e Leandro Gabriel conviveram com os moradores das ocupações Eliana Silva, Camilo Torres, Irmã Dorothy, Nelson Mandela eHorta.
Arte Popular Brasileira
A partir de um recorte da produção popular brasileira atual, a mostra Arte Popular Brasileira reuniu 27 obras em madeira e cerâmica que abrangem o que há de mais expressivo e original nesse segmento. A exposição foi composta pelos trabalhos dos artistas mineiros Ananias Elias, Artur Pereira, Geraldo Teles de Oliveira (GTO), José Ricardo Resende, José Valentim Rosa,Placidina Fernandes do Nascimento e Ulisses Pereira Chaves. Somaram ao conjunto obras de João Cosmo Félix, do Ceará,Antônio Alves dos Santos, de Alagoas, Cícero Alves dos Santos, de Sergipe, Francisco Moraes da Silva, do Rio de Janeiro, eLafaete Rocha Ribas, do Paraná.
Terra Prometida
A Fundação Clóvis Salgado inaugurou a exposição Terra Prometida com obras do escultor e fotógrafo mineiro Rodrigo Albert, com curadoria do artista e pesquisador Divino Sobral. Temas como religião, fé e cativeiro estão retratados em fotografias, vídeo e esculturas. A mostra, que foi apresentada pela primeira vez na cidade de Veracruz, no México, é um giro documental em torno de relatos desumanos presentes nos cenários de vigilância, cerceamento e castigo do espaço carcerário. O trabalho do artista retrata a realidade das prisões brasileiras entre 2002 e 2010, e foi sendo completado até 2015 nas prisões mexicanas.
Foto: Paulo Lacerda
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