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Programas e Ações de Cultura da PBH impactam milhões de pessoas na cidade

Entre os projetos, destaca-se o “Circuito Municipal de Cultura”, que ofereceu uma programação artística e contínua, em diversos formatos e linguagens, a partir de ações descentralizadas nas nove regionais da PBH, em parceria com o Instituto Odeon

A Prefeitura de Belo Horizonte, em 2023, não só deu continuidade, como avançou na implementação das Políticas Públicas para a Cultura na capital mineira, impactando toda a cadeia produtiva do setor e milhões de pessoas. Políticas de Formação, Acesso, Descentralização e Democratização permearam todos os programas, projetos e ações desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Fundação Municipal de Cultura, a partir dos seus 32 equipamentos, como Centros Culturais, Centros de Referência, Museus, Teatros, Cinema, Bibliotecas, Escola Livre de Artes Arena da Cultura e Arquivo Público, e também Festivais, Circuitos de Cultura, Editais de Fomento, atividades de Patrimônio Material e Imaterial, Ações Colegiadas e Participação Popular. Durante o ano, foram milhares de entregas para a cidade, ofertando programação cultural ampla, contínua e descentralizada, em sua maioria gratuita, que abarcou todas as áreas e linguagens artísticas e voltadas para todos os públicos. Projetos Estratégicos de Circulação e Ações de Potencialização de Territórios também ocuparam e fomentaram todas as regionais da cidade. Várias atividades integraram o Programa de Requalificação da Prefeitura, “Centro de Todo Mundo”.

A Secretária Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, destaca a importância da Cultura para o desenvolvimento local e a atuação estratégica de Belo Horizonte. “A partir da orientação e apoio do Prefeito Fuad Noman estamos atuando em cinco eixos principais: Geração de Oportunidades, Acesso, Participação, Cooperação e Descentralização. É dessa maneira que buscamos contemplar todos os setores e movimentos artísticos da cidade e impactamos a vida de milhões de pessoas por meio das ações culturais da Prefeitura e pelos projetos contemplados nos editais do Fundo e Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Belo Horizonte hoje ocupa a Presidência do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados e se afirma nacionalmente como uma cidade de vocação e atuação cultural”, afirma Eliane Parreiras.

Para Luciana Féres, Presidente da Fundação Municipal de Cultura, o ano de 2023 marcou um avanço significativo nas políticas culturais de Belo Horizonte, evidenciando o compromisso da Prefeitura com a promoção da cultura. “As iniciativas e as milhares de atividades entregues refletem um compromisso com as Políticas Públicas implementadas em Belo Horizonte. Destacamos a atuação do prefeito Fuad Noman e a contribuição da gestão municipal para a diversificação e descentralização das atividades culturais, promovendo inclusão e participação popular. É gratificante ver a cidade pulsando culturalmente, com projetos como o 'Centro de Todo Mundo' e a valorização do patrimônio histórico e imaterial. A Prefeitura está cumprindo papel fundamental na construção de uma cidade mais inclusiva, que abraça uma enorme variedade de práticas artísticas em todos os territórios da capital."

As Políticas de Fomento são fundamentais para que a Cultura atue de forma ampla, eficiente e participativa e estão sempre em processo de aperfeiçoamento para atendimento às demandas contemporâneas. Em 2023, com a ampliação dos recursos destinados ao Fomento, foi lançado o Calendário de Editais, facilitando a organização dos gestores e ampliando a transparência no acompanhamento. Os Editais de 2023 destinarão cerca de R$ 50 milhões para mais de 550 projetos, gerando trabalho e atividades econômicas, além de mais de 120 prêmios. Foram lançados 4 editais da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da categoria Fundo. Os Editais “Multilinguagens” e “BH nas Telas” destinaram R$13 milhões a 182 projetos contemplados. Serão gerados cerca de 6 mil postos de trabalhos diretos e indiretos, impactando mais de 2,5 milhões de pessoas. E ainda os editais “Descentra 2023”, com investimento de R$1,7 milhão, e o “Zona Cultural Praça da Estação”, de R$ 550 mil, que contemplarão cerca de 60 projetos. Outro destaque é a aplicação dos recursos da Lei Paulo Gustavo na cidade, com 3 editais que somam R$18 milhões que serão distribuídos para 318 proponentes, entre prêmios e projetos. Ainda neste ano, está previsto o lançamento do edital Incentivo Fiscal 2023, que prevê a aplicação de mais de R$15 milhões.

Entre as políticas públicas setoriais destaca-se também a BH nas Telas que atua no fomento, formação, exibição, memória e suporte às produções, com a Belo Horizonte Film Comission, política de articulação para atrair investimentos e fomento de produções audiovisuais na Capital. Até novembro, foram realizadas 139 produções e 192 diárias que geraram investimentos na cidade de R$13,7 milhões, além de mais de 2 mil postos de trabalho.

Celebrações de 80 anos - Destaca-se as celebrações dos 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha, com uma programação especial comemorativa durante todo o ano, com a celebração de 7 anos da conquista do título de Patrimônio Cultural Mundial, conferido pela Unesco, e a inscrição do Conjunto Moderno como Paisagem Cultural. O Prefeito Fuad Noman criou em maio o Comitê de Gestão Integrada do Conjunto Moderno da Pampulha, com todos os setores da Prefeitura atuando conjuntamente para a preservação e difusão do Conjunto, que é um orgulho de BH.

Os museus municipais ofereceram mais de 300 atividades culturais com ampla participação do público e de escolas. Destaca-se o aniversário de 80 anos do Museu Histórico Abílio Barreto - MHAB e de 10 anos do Museu Casa Kubitschek. Programações especiais aconteceram ao longo do ano como o Noturno nos Museus, Museus Pampulha e a exposição Arte Brasileira - a Coleção do MAP na Casa Fiat, um marco na história do Museu de Arte da Pampulha.

Descentralização - Os 17 Centros Culturais descentralizados ofereceram mais de 12 mil atividades e atenderam mais de 380 mil pessoas. Entre as centenas de ações realizadas em cada um dos equipamentos, destacam-se a 3ª Edição da Mostra Periférica de Música dos Centros Culturais, que contribuiu para a profissionalização e protagonismo de cerca de 90 grupos e artistas. As 7ª e 8ª edições da Mostra Descontorno Cultural, com mais de 170 atividades, e o encontro coletivo de matriz africana “Laços da Ancestralidade”. O Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado promoveu o “I Seminário Temático para a Salvaguarda da Capoeira de Belo Horizonte”, em parceria com o Fórum da Capoeira de BH. Destacam-se o Prêmio às Guardas e Irmandades do Rosário de Belo Horizonte, a “Pisada de Caboclo e Povos Indígenas”, e a exposição “Pakaçara BH é Terra Indígena”.

A Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, que comemorou 32 anos, e a rede de 22 Bibliotecas Municipais ofereceram diversas ações: mais de 30 mil empréstimos, 90 mil pesquisas no acervo, contabilizados até o mês de outubro, e aquisição de 779 livros de literatura e informativos e doação do SESC de mais de 10 mil livros. Destaque ainda para o projeto Promoção da Leitura: 671 atividades artísticas, atendendo 22.838 pessoas. Ainda na promoção do Livro e da Literatura, foram realizados os Prêmios de Literatura “João de Barro” e “Cidade de Belo Horizonte”.

A Escola Livre de Artes Arena da Cultura ofertou mais de 250 ações formativas nas nove regionais de Belo Horizonte, com mais de 4 mil vagas. Foram adquiridos e distribuídos mais de 18 mil bilhetes de transporte social para estudantes de baixa renda no Projeto Arena da Cultura, e investimento em qualificação de infraestrutura e modernização do modelo de execução dos projetos Arena da Cultura e Integrarte. Destaca-se também a realização da “Mostra Arena 25 anos”.

Os Teatros públicos municipais - Marília, Francisco Nunes e Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado - promoveram mais de 700 ações artísticas e culturais, atendendo a um público diverso e de todas as faixas etárias de mais de 80 mil pessoas. Já o Centro de Referência da Dança de Belo Horizonte realizou 96 atividades artísticas e atendeu cerca 1.300 pessoas. Destaques para os editais “Novas Dramaturgias” e CRDança “Corpo-Território”, e os projetos Terça da Dança, Música de Domingo, Quinta no Raul, Vitrine do Teatro Marília. O Cine Santa Tereza promoveu mais de 600 ações, público de mais de 22 mil pessoas; 15 mostras retrospectivas e temáticas em 273 exibições. 198 sessões do Projeto Educativo em 5.129 atendimentos, ações de requalificação do cinema.

Entre os projetos, destaca-se o “Circuito Municipal de Cultura”, que ofereceu uma programação artística e contínua, em diversos formatos e linguagens, a partir de ações descentralizadas nas nove regionais da PBH, em parceria com o Instituto Odeon: 120 ações, público de mais de 12 mil pessoas, com destaque para a celebração dos 40 anos do Hip Hop em Belo Horizonte, lançamento de selo e programação extensa. Outro projeto importante foi o “Arte em Cores BH”, realizado em parceria com o Instituto Vivas e o Instituto Odeon, que estimulou a descentralização da arte urbana nas nove regionais, com a produção de murais de 27 artistas.

Festivais - Os grandes eventos também marcaram o ano da Cultura na capital. A Virada Cultural de Belo Horizonte ofertou mais de 300 atrações e reuniu cerca de 328 mil pessoas durante as 24 horas de programação, realizada em parceria com o Instituto João Ayres. O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH realizou a sua 12ª edição, com mais de 100 atrações. Realizado em parceria com o Instituto Lumiar, com público de mais de 25 mil pessoas. Já o Festival Literário Internacional de Belo Horizonte - FLI BH teve sua 5ª edição realizada no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil em parceria com o Instituto Periférico e homenageou a filósofa, antropóloga e política Lélia Gonzalez: público de 25 mil crianças, jovens e adultos, 55 atividades, 88 lançamentos de livros, distribuição de cerca de 11 mil livros para estudantes e educadores da rede municipal de ensino. O FLI BH realizou ainda atividades nas livrarias da Savassi, o bairro das Letras, e nos Centros Culturais da FMC.

Memória - O Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte - APCBH celebrou marcos importantes:30 anos do projeto Novos Registros, o de mais longa duração do Arquivo; 10 anos da Revista Eletrônica do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte; lançamento da exposição “Belo Horizonte ontem e hoje: Poder Legislativo sempre presente 1897-2009”; publicação “Preservação do acervo do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte” e o vídeo “Memória e Cidadania”. Na educação patrimonial, passou a integrar o circuito “Território Negro”, dentro do projeto Circuito de Museus. No campo do Patrimônio Cultural Imaterial, destaca-se a proteção e o lançamento do Comitê de Salvaguarda do Largo do Rosário, o projeto “Expedições do Patrimônio”, a Rota Histórico Patrimonial, o Simpósio do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, o Edital 6º Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte, o lançamento do Livro Jardins do Sagrado na II Jornada Cultaa, apoio para realização do 1º Encontro para Salvaguarda do Teatro com Patrimônio Cultural de Belo Horizonte – Grupo Galpão, estudos para Inventário das manifestações de Congado e Reinado, das Expressões Culturais do Carnaval e Participativo do Samba.

No Patrimônio Cultural Material, destacou-se a recuperação das estátuas dos escritores Henriqueta Lisboa, Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Roberto Drummond e Murilo Rubião, consolidando o Circuito Literário com a criação de roteiros de visitação; a aprovação pelo CDPCM-BH da desapropriação e demolição do anexo que compõe o complexo arquitetônico dos edifícios SULACAP/SULAMÉRICA e a restauração da Praça da Independência que existia no local; e o Projeto de requalificação das Placas de Sinalização Interpretativa do Patrimônio Cultural, dentro do perímetro do “Centro de Todo Mundo”.

Território e Participação - Outro destaque em 2023 foi o fortalecimento da Zona Cultural Praça da Estação #ZCPE, integrado ao projeto “Centro de Todo Mundo”. Destaque para o “Seminário Internacional Cultura, Pensamento e Cidades: Territórios em Transformação”, 1ª edição da Rota Artes #ZCPE com o lançamento do “Caderno Espiralar: Volume Prêmio Leda Maria Martins”; e a “II Jornada CULTAA: Fortalecendo Identidades: Lançamento do Livro Jardins do Sagrado”.

No campo das Políticas Culturais e Participação Popular, foi realizada a 7ª Conferência Municipal de Cultura de Belo Horizonte, a maior da história da cidade, com um público total de mais de 1600, as Caravanas da Cultura, a publicação do adendo contemplando cinco Pontos de Cultura, o 1º Fórum da Rede Municipal de Pontos de Cultura de Belo Horizonte e a 1ª Teia dos Pontos de Cultura, e ainda as Caravanas Cultura Viva.

Foto: Lourenço Veloso

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