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Memorial Vale é opção de passeio nas férias Quatro exposições estão em andamento
Confira a programação
O Memorial Vale está aberto esta semana (exceto nos dias 31 e 1º) e é uma ótima opção para um passeio de férias. Os visitantes encontram surpresas e encantamentos em cada uma de suas salas. São 31 ambientes, entre salas expositivas e espaços de convivência, distribuídos em três pisos. Neles ocorrem as exposições de longa duração, mostras temporárias de arte e as atividades culturais e educacionais da programação regular do museu. O visitante está livre para construir o seu percurso, contando sempre com o suporte dos educadores do Memorial, presentes em todos os andares. Quatro exposições são atrações em andamento: até dia 31 de dezembro, “Mundo Vasto Acaba Mundo – A cidade invade a vila ou a vila invade a cidade?”, do urbanista e arquiteto Rogério Passos; até dia 8 de janeiro, “Para Além das Margens”, com fotografias de fotógrafos renomados, como Pierre Verger, entre outros; até 29 de janeiro, as fotografias de Rafael Freire seguem em cartaz no Café do Memorial, espaço que acaba de ser reinaugurado com o cardápio do Café Grão Maior. E até 5 de fevereiro, na Midiateca, a exposição "Rainhas Negras", do fotógrafo e produtor cultural, Márcio Silva.
Experiências e interatividade
O Memorial é um “museu de experiência”. Faz uso de tecnologias, ambientes sensoriais e atividades educativas para abordar a cultura, a arte e a história. Suas exposições combinam cenários, luzes, sons, vídeos, imagens, algumas obras e objetos de época, a fim de recontar a Minas Gerais dos séculos 18 ao 21. Nas salas, o visitante interage com os elementos formadores da cultura mineira, em um ambiente próprio à experiência e ao aprendizado pessoal.
Inaugurado em 2010, o Memorial Minas Gerais Vale (MMGV) está localizado na Praça da Liberdade, no coração de Belo Horizonte. Sua vocação é valorizar a história e as tradições de Minas Gerais, junto às artes e às expressões do contemporâneo, propondo o intercâmbio entre passado e presente e a reflexão sobre o futuro. O resultado é um centro cultural vivo e dinâmico, para todos os públicos e em constante renovação.
O Memorial Vale é um dos espaços culturais do Instituto Cultural Vale e tem entrada gratuita.
125 anos de Belo Horizonte - Educativo e histórias sobre a fundação de Belo Horizonte – o caso Dona Maria
Para marcar os 125 anos de Belo Horizonte, celebrado em 12 de dezembro, o Educativo do Memorial Vale traz à tona a história de Dona Maria, uma senhora que teve sua casa destruída (assim como as casas dos seus vizinhos) para a construção de Belo Horizonte, sem nenhuma indenização. Dizem as lendas da fundação da capital que, após ser expulsa de sua própria casa e vê-la destruída, haveria rogado uma praga, amaldiçoando os construtores da nova capital e assombrando a cidade até os dias de hoje. O Educativo convida o visitante a pensar sobre essa história, que revela o apagamento da identidade de uma personagem negra e pobre que morava no Curral Del Rey. A ação junto ao visitante é feita por meio de uma fotografia tamanho gigante de Dona Maria, encontrada nos arquivos do Museu Abílio Barreto. Essa foto foi colocada recobrindo o painel da imagem da República, que ocupa o segundo piso do Memorial Vale, e que simboliza os ideais dos donos do poder da época. A iniciativa é uma maneira do Educativo homenagear a personagem e devolver a ela um lugar de destaque. A história de Dona Maria é contada na Sala Belo Horizonte do Memorial Vale, que exibe um vídeo sobre o surgimento da capital mineira e seus personagens.
Ação Educativa - Fluxo Musical
Aos domingos, o Educativo do Memorial Vale convida os visitantes a participarem da ação educativa Fluxo Musical, pensada a partir da exposição Para Além das Margens. Nessa atividade, o visitante pode optar por ver as fotografias com fones de ouvido em que ouvirá música popular brasileira que podem ser relacionadas com as imagens da exposição. Foram selecionadas músicas que remetem às ações apresentadas nas fotografias, levando em conta também a diversidade de cantoras e cantores brasileiros. Foi entrelaçado a narrativa do cotidiano explícita na exposição com a melodia, que pode ter feito parte da vida das pessoas fotografadas.
Exposições:
Até 5/2/2023 - Exposição Rainhas Negras, de Márcio Silva
O artista negro Márcio Silva, fotógrafo e produtor cultural, abre na midiateca do Memorial Vale, no dia 8 de dezembro, sua 2ª edição fotográfica com o tema “Rainhas Negras”. A exposição conta com imagens que retratam a beleza e a força das mulheres negras, celebrando sua história, ancestralidade, diversidade, e contribuindo para a visibilidade das mulheres negras na sociedade. Uma oportunidade de refletir sobre a importância da representatividade negra na sociedade. A exposição segue até o dia 5 de fevereiro de 2023.
A exposição conta com uma série de 22 obras fotográficas artísticas e conceituais produzidas pelo artista Márcio Silva, em parceria com as maquiadoras Camila Sampaio, Lucy Vianini e Nayuri Leandra, e apresenta um olhar inovador sobre a beleza. As imagens abordam temas como a representação da mulher na sociedade, o corpo e a beleza idealizada e a construção da identidade feminina. A série é composta por fotografias que misturam elementos de fantasia e realidade, criando um mundo onde a beleza é celebrada de forma diversa e inclusiva. Todas as 20 obras contam ainda com um áudio descritivo e poético, assinado pelo cantor e compositor Rafael Prates, que em parceria com o artista Márcio Silva, pensou a inclusão participativa de deficientes visuais, além de ampliar a experiência contemplativa do grande público. A Exposição integra o projeto Diversidade Periférica, que tem curadoria de Patrícia Alencar.
Até 30/12 - Exposição “Mundo Vasto Acaba Mundo – A cidade invade a vila ou a vila invade a cidade?”, de Rogério Passos
O Educativo do Memorial Vale apresenta a exposição “Mundo Vasto Acaba Mundo – A cidade invade a vila ou a vila invade a cidade?” que conta a trajetória da Vila Acaba Mundo por meio da história dos mapas, percurso apaixonadamente percorrido pelo urbanista e arquiteto Rogério Passos, que o explorou ao longo da dissertação de mestrado defendida junto ao Departamento de Geografia da UFMG, no ano de 2021. A apresentação integra o Projeto Novos Pesquisadores do Educativo do Memorial Minas Gerais Vale e pode ser vista até 11 de dezembro.
A mostra acontece no Cyber Café e conta com vídeos nos monitores, que abordam questões relativas à Cartografia, produção de mapas e seus usos. Também estão na mostra reproduções físicas de mapas, uma projeção em uma das colunas transversais e uma plotagem no vidro da porta do jardim de inverno, remetendo à Vila Acaba Mundo.
Rogério Passos é urbanista e arquiteto formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre em Geografia e doutorando em Arquitetura e Urbanismo na mesma instituição. Possui Graduação Sanduíche em Fundamentos de Arquitectura pela Universidad del País Vasco – Espanha (UPV/EHU). Atuou em educativos de museus como Espaço do Conhecimento UFMG e Museu das Minas e do Metal (MMGerdau). Desenvolve pesquisas sobre cartografia, urbanismo com perspectiva de gênero e planejamento urbano e regional.
Até 8 de janeiro - Exposição “Para Além das Margens”
O Memorial Vale apresenta a exposição “Para Além das Margens”, que tem curadoria de Gabriel Gutierrez e traz obras de Cao Guimarães, Christian Knepper, Elza Lima, Marcel Gautherot, Maureen Bisilliat, Pierre Verger, Ronney Alano, Walter Firmo. As imagens escolhidas foram expostas primeiramente no Pavilhão do Brasil, construído para a Expo 2020, em Dubai. Como um manifesto do que podemos chamar de essencialmente brasileiro, elas transpiram, do momento capturado, a experiência do homem popular em sua epopeia existencial. Intencionalmente, as imagens retratam os sujeitos que habitam o Brasil. A mostra segue em exibição até 8 de janeiro.
Até 29 de janeiro - Exposição Rafael Freire
O Memorial Vale recebe a exposição do fotógrafo Rafael Freire, que tem 29 anos e é um fotógrafo independente, morador da Favela da Serra, em Belo Horizonte. Ele se dedica a retratar a vida e a beleza de quem mora ao seu redor, na comunidade conhecida como Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. Rafael é idealizador do projeto “Favela, a Flor que se Aglomera” e se diz um "contador de histórias reais". A exposição integra o projeto Mostra de Fotografia, com curadoria de Eugênio Sávio e segue até 29 de janeiro no espaço do Café do Memorial.
Rafael se define como o “expert em peles negras” e “o menino das flores”. “Nascido e criado numa favela, gostamos do passinho do funk, rebolar até o chão, pintar o cabelo de rosa, amarelo, andar sem camisa. Aquele sorriso largo, aquele samba na lage...favela..aquele tanto de criança correndo, nasce um novo conceito, revelando qualquer morador como uma bela e única obra de Art..”..escreve Rafael em seu post no Instagram https://www.instagram.com/rafaelfreiiire/ .
Serviço: Memorial Minas Gerais Vale
Endereço: Praça da Liberdade, nº 640, esquina com Rua Gonçalves Dias, Savassi
Dezembro - O Memorial Vale terá funcionamento especial no período de 06/12 a 22/12, com horário estendido: terça, quarta, sexta e sábado: das 10h às 20h30, com permanência até as 21h e na quinta-feira, das 10h às 21h30, com permanência até as 22h. O Memorial estará fechado nos dias 24/12, 25/12, 31/12 e 1º/01/2023. Entrada Gratuita
Memorial Minas Gerais Vale
O Memorial Minas Gerais Vale, um dos espaços culturais do Instituto Cultural Vale, já recebeu mais de 1,1 milhão de pessoas, de todos os lugares do Brasil e de outros continentes. São mais de 1.600 eventos realizados e cerca de 200 mil pessoas em visitas mediadas. Integra o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, um dos maiores complexos de cultura do Brasil. Caracterizado como um museu de experiência, com exposições que utilizam arte e tecnologia de forma intensa e criativa, é um dos vencedores do Travellers’ Choice Awards do TripAdvisor. Na curadoria e museografia de Gringo Cardia, cenários reais e virtuais se misturam para criar experiências e sensações que levam os visitantes do século XVIII ao século XXI. Mais que um espaço dedicado às tradições, origens e construções da cultura mineira, o Memorial é um lugar de trânsito e cruzamento entre a potência da história e as pulsações contemporâneas da arte e da cultura, onde o presente e o passado estão em contato direto, em permanente renovação. É vivo, dinâmico, transformador e criador de confluências com artistas independentes e com diversos segmentos da cultura mineira.
Foto: Elza Lima
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