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Mostra Performátika e aulas de encadernação e desenho no Memorial Vale

O corpo está em movimento nas atrações culturais do Memorial Vale desta semana até o dia 21 de dezembro. Performances, dança, teatro, desenho e música marcam as apresentações, com uma bela exposição em homenagem a Chica da Silva feita a partir de um trapézio, aberta a partir de hoje (15), no site. Juarez Moreira e Túlio Mourão fazem um duo de violão e piano para arrebatar os corações, no dia 20, às 11 horas.

Outra atração é a fachada do museu, que exibe até o dia 6 de janeiro, das 18h30 às 4 horas da manhã, o espetáculo cultural de led mapping com imagens e luzes celebrando os 300 anos de Minas Gerais. A projeção faz menção à Minas tradicional e à Minas contemporânea, com base nos conteúdos presentes nas exposições de dentro do museu, tanto as de longa duração quanto as temporárias já exibidas no Memorial Vale. Ao longo do dia, o led mapping das janelas permanece em exibição. O espetáculo integra a programação associada do Luzes da Liberdade – Circuito Liberdade.

As apresentações continuam online, seguindo o planejamento do #MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube. Estão também disponíveis nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e no site. As transmissões feitas pelo Youtube ficam disponíveis para o público alguns dias depois, variando conforme a atração.

Toda quarta, às 11 horas: Sementes da Diáspora, do Educativo do Memorial

Iniciada em 2019, a ação, idealizada pela educadora Mell, consiste numa instalação chamada "Sementes da Diáspora". A partir de cards colocados no baobá do Memorial Vale, com sementes de plantas africanas estampando a imagem e a biografia de uma personalidade negra, o visitante podia "colher" dessas sementes e refletir a partir dessa provocação que lança luz aos diversos protagonismos negros apagados ou embranquecidos pela historiografia tradicional. Hoje, com a pandemia, o projeto ganha novo formato e outros alcances a partir do uso das redes sociais, com o compartilhamento de histórias de personalidades negras nas redes sociais do Memorial Vale.

Confira os detalhes das atrações:

15/12 – EXPOSIÇÃO “CIRCO IMAGÉTICO – TRAPÉZIO – CHICA DA SILVA”

No dia 15 de dezembro, terça-feira, a partir das 11 horas, o Memorial Vale abre em seu site a exposição “Circo Imagético – Trapézio – Chica da Silva”, série de registros fotográficos de uma cena circense de trapézio inspirada em Chica da Silva. A trapezista e idealizadora da exposição é Liz Monteiro e a fotógrafa é Ananda Rangel. A exposição integra o projeto “Mostra de Fotografias”, do Memorial Vale.

A montagem e a documentação das imagens foi feita em Milho Verde, distrito de Serro (MG), cidade onde nasceu Chica da Silva. Por meio do trapézio, Liz Monteiro retrata Chica da Silva, essa grande personalidade histórica que se tornou um símbolo cultural do Brasil.

Liz Monteiro é artista circense com formação pela Spasso - Escola Popular de Circo de Belo Horizonte (2012). Em sua trajetória, fez parte da equipe de alguns circos sociais em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Entre eles, Circo da Gente Ouro Preto (MG) e Crescer e Viver (RJ). Já se apresentou em importantes festivais e convenções de circo pelo Brasil, Argentina e Chile. Atualmente é fundadora, artista e professora no projeto Circo Verde em Milho Verde (MG).

15/12 – OUTRAS DIREÇÕES: NARRATIVAS DISSIDENTES, COM RAFAEL BACELAR

Dia 15 de dezembro, terça-feira, às 19h30 horas, o Memorial Vale apresenta o segundo vídeo do projeto “Outras Direções: Narrativas Dissidentes”, episódio com Marina Viana e direção de Rafael Bacelar. O projeto propõe, por meio de uma cartografia de narrativas dissidentes, realizar encontros e debates online com agentes da arte e pesquisadores LGBTQIA+, com foco nas funções desempenhadas pela direção teatral. Integra o projeto “Contemporâneo” do Memorial Vale.

Rafael Bacelar tem se destacado na cena artística belohorizontina por seu intenso trabalho aliando suas pesquisas na área do teatro e da dança às lutas sociais e políticas de pessoas LGBTQIA+. Dentre seus principais ofícios destacam-se os trabalhos como ator-bailarino, diretor de teatro e pesquisador na área de artes cênicas e estudos culturais, sexualidade e gênero. É fundador da companhia de teatro Toda Deseo/MG, foi co-fundador do coletivo Bacurinhas/MG, co-fundador do Cabaré das Divinas Tetas/MG e ator convidado na Companhia Brasileira de Teatro/PR. Possui formação técnica em atuação pelo Teatro Universitário da UFMG e cursou bacharelado em teatro na mesma instituição.

16/12 – “IN VIVO”, COM CARLOS DOS SANTOS PASSOS

Dia 16 de dezembro, quarta-feira, às 19h30 horas, o Memorial Vale exibe a videodança “In Vivo” adaptação do espetáculo “In’ Vivo – Daqui tudo ali é falso?” com o bailarino Carlos Passos, da Flux Cia. de Dança de Ipatinga (MG). O evento faz parte do projeto “Gerais Cultura de Minas” do Memorial Vale.

“In Vivo” ao contrário da definição de in vitro, que se refere ao que é feito fora de um organismo vivo, é expressão latina que significa “dentro do vivo”, que são os processos realizados dentro de um ser vivo. A videodança In Vivo é a reverberação do isolamento social por causa da pandemia; uma coreografia em vídeo que está “revendo” os hábitos e olhando para dentro.

Carlos Passos é artista da dança da Flux Cia. de Dança, com formação em dança contemporânea e artes circenses. Vem desde o ano 2000 desenvolvendo através da arte diversos espetáculos, videodanças e performances. Circulou com seus trabalhos em diversos estados do Brasil, Argentina, Espanha e Portugal.

17/12 e 18/12 – PROJETO SENSAÇÕES MEMORÁVEIS TRAZ “ENCADERNAÇÃO ARTESANAL” E “DESENHAR, OBSERVAR E OUVIR”, COM ALINE BESOURO

Nos dias 17 e 18 de dezembro, quinta e sexta-feira, às 11 horas, o Memorial Vale exibe dois vídeos da artista e professora de Yoga Aline Besouro que relacionam arte e reflexão. No primeiro, "Encadernação Experimental", será ensinado a construção de um suporte que poderá conter tudo que a sua imaginação for capaz de criar; e no segundo, "Desenhar, observar, ouvir" a proposta é fazer um desenho livre e alguns exercícios de desenho a partir do foco na respiração. Integra o projeto “Sensações Memoráveis” do Memorial Vale, com curadoria do artista e professor de yoga Alessandro Aued.

O vídeo “Encadernação Experimental” tem como enfoque a encadernação artesanal tipo borboleta. A produção de um caderno nessa costura necessita apenas de agulha, linha e papel e com apenas esses materiais é possível abrir espaço para a elaboração manual atenta e para um impulso criativo que esse suporte é capaz de gerar, se transformando em um livro, um diário ou um caderno de sonhos. A prática da encadernação experimental propõe uma compreensão consciente dos materiais e do processo de feitura de um caderno, um objeto utilitário, a partir de uma abordagem lúdica. “Com isso buscamos associar o aprendizado manual a um fim poético. E, dessa maneira, abordaremos questões como consumo material consciente e criativo, a possibilidade de reutilizar ou ressignificar materiais cotidianos que antes seriam descartados, e o contato com o processo artesanal”, explica a professora.

“No vídeo “Desenhar, observar, ouvir” poderemos usar como suporte o caderno que costuramos. A oficina é um convite ao desenho a partir da observação do tempo, da respiração, o olhar e sentir. Serão feitos alguns exercícios de desenho. No primeiro, partiremos da observação de elementos ou pessoas, nos detendo sobretudo ao que vemos, sem olhar para o papel, assim, veremos surgir um desenho livre de proporções, que carrega em si um desafio e uma entrega. Faremos esses desenhos aliados à respiração, trazendo a respiração e o foco como nossos convidados de honra. Num segundo momento, desenharemos de olhos fechados, exercitando nossa memória e experimentando produzir além da regra da visão”, completa Aline.

Aline Besouro é mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pela UERJ e com graduação em História da Arte, sua pesquisa acadêmica investiga lugares de memória do período da ditadura militar brasileira a partir da sua vida e do seu percurso na cidade. Sua investigação artística e narrativa percorre entre costuras, conceitos e memórias surgidas de sua própria experiência, seja na criação de Seres em desenho, seja na produção de ações políticas, seja na linha que atravessa o tecido ou em seu fazer enquanto professora de Yoga.

17 a 20/12 – MOSTRA PERFORMÁTIKA DE NOAH MANCINI

De 17 a 20 de dezembro, às 11 horas, o Memorial Vale apresenta a Mostra Performátika de Noah Mancini. Nascido em Juiz de Fora, Noah Mancini é artista multimídia, curador e crítico. Ele fez uma seleção de artistas do corpo, naturais e/ou residentes em Minas Gerais que apresentam trabalhos cheios de poéticas autobiográficas, que evocam questões místicas, étnicas e identitárias. Os trabalhos estão em vídeo e fotografia. Os vídeos serão exibidos no YouTube do Memorial Vale, e as fotografias, no site do museu, e ficarão disponíveis para o público até o dia 17 de janeiro. Integra o projeto "Contemporâneo" do Memorial Vale.

Os artistas e as performances:

Videoperformance “VIVA!”. Jéssica Rachel Perobelli é artista visual e performer natural de Paula Cândido (MG). Graduada no Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design pela Universidade Federal de Juiz de Fora, é conhecida por seus causos, peregrinações e travessias.

Videoperformance “Para lembrar dos tempos sem cerca, mandioca e inhame”. Walla Capelobo é natural e residente de Congonhas (MG). Artista multimídia, é graduada em História da Arte (UFRJ) e mestranda no PPGAC pela UFF.

Videoperformance “vc sabe q eu tentei consertar todas as coisas”. Guilherme Borges é artista multimídia natural de São Carlos (SP) e residente em Juiz de Fora (MG) há mais de seis anos. Graduado em Artes e Design e Bacharelando em Artes Visuais pela Universidade Federal de Juiz de Fora, sua poética transita entre diferentes linguagens, como a pintura, a performance, o som e o vídeo.

Videoperformance “La Potion”. Taba y Davi são artistas visuais e performers naturais de Valença (RJ) e residentes em Juiz de Fora (MG), onde trabalham e desenvolvem suas poéticas.

Série fotoperformática "Minas que desaparece dia após dia": Augusto Henrique Lopes da Costa, mais conhecido como Gutão, é natural de Coronel Fabriciano (MG) e atualmente reside em Juiz de Fora (MG). Bacharel em Artes e Design e Licenciado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e Especialista em Ensino de Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Série fotoperformática "Não Branca o Suficiente": Paula Duarte é natural e residente em Juiz de Fora (MG). Bacharela em Jornalismo e Artes e Design pela UFJF, é também Licencianda em Artes Visuais pela mesma universidade. Profissional cultural reconhecida e querida na cidade, além de fotógrafa e artista visual, Paula é uma constante agenciadora de coletividades.

20/12 – SHOW “FLOR DE MINAS”, COM MÁRCIO SANTTOS

No dia 20 de dezembro, domingo, às 17 horas, o músico Márcio Santtos apresenta o show “Flor de Minas”, álbum autoral que reúne canções compostas em 2011 e 2018, com expressão poética e numa versão voz, violão, percussão e guitarra. São dez faixas, incluindo “Flor de minas”, música que fala de cidades mineiras. O evento faz parte do projeto “Gerais Cultura de Minas” do Memorial Vale.

Márcio Santtos é músico e compositor autodidata. Trabalha com música desde 1984, quando participou de um festival de música da Sankyu S/A, empresa siderúrgica de Ipatinga. A partir daí não parou mais, propondo musicais como o “pais e filhos”, um trabalho que trazia as músicas de Renato Russo e outros artistas da MPB. Atualmente, toca nos bares e espaços culturais de Fabriciano, Timóteo e Ipatinga, além de outros estados, como São Paulo.

20/12 – MEMORIAL INSTRUMENTAL COM JUAREZ MOREIRA E TÚLIO MOURÃO

No dia 20 de dezembro, domingo, às 11 horas, o Memorial Vale apresenta mais um show do programa “Memorial Instrumental”, fechando a temporada de 2020 com Juarez Moreira e Túlio Mourão. Eles farão uma apresentação inédita em duo de violão e piano. O programa tem a curadoria de Juliana Nogueira.

Reconhecido como um dos maiores violonistas do Brasil, Juarez Moreira cresceu ouvindo jazz, bossa nova e a música brasileira dos anos 1950. Nesta extensa trajetória apresentou-se ao lado de grandes nomes como Egberto Gismonti, Ivan Lins, Milton Nascimento, Yamandu Costa, Toninho Horta, Maria Bethânia, Gal Costa, entre outros.

Pianista, compositor e arranjador, Túlio Mourão é protagonista de uma rica história dentro da Música Brasileira. Integrou a banda Mutantes na fase do rock progressivo e esteve na banda de Milton Nascimento, Maria Bethânia, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Fagner, entre outros. Tem em sua discografia 15 CDs lançados, entre trilhas orquestrais, canções e jazz/instrumental, além dos principais prêmios por trilhas sonoras para o cinema.

21/12 – “ANTICOMPUTADOR SENTIMENTAL”, COM JOÃO SANTOS

No dia 21 de dezembro, segunda-feira, às 19h30, o Memorial Vale apresenta a peça “Anticomputador Sentimental”, com João Santos, um espetáculo que transita entre o teatro e a música, com uma antologia de textos e canções que resgatam uma percepção nostálgica de futuro, com a ideia de que o amanhã ainda é possível. A peça integra o projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Minas Gerais Vale.

Graduado em Comunicação Social pela UFMG, João Santos estreou como dramaturgo em 2015, assinando o texto do espetáculo “Doida”, com Teuda Bara, Admar Fernandes e direção de Inês Peixoto. Em 2016 foi colaborador do Grupo Galpão no espetáculo “Nós”, dirigido por Marcio Abreu. Em 2017, além de assinar o texto de “O Firme Soldadinho de Chumbo”, resultado do Oficinão do Galpão Cine Horto dirigido por Simone Ordones, escreveu e apresentou a cena curta “Cemitério de Carros Alegóricos”, com Admar Fernandes. No mesmo ano iniciou sua parceria com o diretor e dramaturgo Eid Ribeiro, prestando assistência a ele em “NIGHTVODKA”, espetáculo do Grupo Armatrux (2017) e “O Atormentador” (Cia Absurda, 2018). Em 2019 estreou como diretor em “Luta”, solo de Teuda Bara e “Queda”, com Lucas Pereira. João tem um livro publicado, “Teuda Bara: Comunista demais para ser Chacrete” (Editora Javali), e artigos em diversos veículos. Como ator, após algumas participações em cenas e espetáculos, estreia como protagonista em "Anticomputador Sentimental", dirigido por Teuda Bara em 2020.

EXPOSIÇÕES EM ANDAMENTO

ATÉ 17/12 – EXPOSIÇÃO “MESTRES DANÇANTES DAS FESTAS DE AGOSTO”, POR CLEITON FRANCISCO DA CRUZ

Até dia 17 de dezembro o Memorial Vale realiza a exposição “Mestres Dançantes das Festas de Agosto”, do artista plástico montesclarence Cleiton Francisco da Cruz. São obras inspiradas nas festas de agosto de Montes Claros, tempo de catopês, marujos e caboclinhos que saem às ruas com seus cantos em devoção ao Divino Espírito Santo, Santo Expedito e Nossa Senhora do Rosário. Assim, o artista reproduz em suas telas os elementos simbólicos e seus mestres - fitas e cores, sons dos tambores e viola a tocar, manifestação cultural popular e tradicional que acontece em Montes Claros há mais de 170 anos. Nessa exposição, Cleiton Cruz, na maioria de suas obras, utiliza como suporte para sua composição artística objetos artesanais. Esteiras e peneiras de palha, produtos que permeiam o imaginário popular, com raízes na cultura indígena, transformam-se em telas para receber os personagens de uma das mais importantes expressões da religiosidade e da cultura afro-brasileira presentes em Minas Gerais. A exposição faz parte do projeto “Gerais Cultura de Minas” do Memorial Vale.

Cleiton Cruz é artista visual. Nasceu e reside em Montes Claros. É contra-mestre da Primeira Marujada das Festas de Agosto de Montes Claros. Graduado em história, cursa Artes Visuais na Universidade de Montes Claros. Desenha desde os 13 anos, mas somente há seis anos começou a compartilhar suas obras e realizar suas exposições; atualmente faz parte da Associação de Artistas Plásticos de Montes Claros e, além das pinturas, é ilustrador e quadrinista.

ATÉ 24/12 – EXPOSIÇÃO LUDICIDADES, DE MARIANA LATERZA

Até o dia 24 de dezembro o Memorial Vale apresenta a exposição “LudiCidades”, de Mariana Laterza, que apresenta uma série fotográfica que reinterpreta os detalhes do território urbano de Belo Horizonte, lançando sobre eles um olhar poético. A série foi criada com base no conceito e prática de deriva, no qual a cidade foi percorrida e registrada fotograficamente, desdobrando-se em obras que buscam desvelar narrativas lúdicas, poéticas invisíveis contidas no banal e cotidiano da cidade e que apreendem uma BH que vai além do seu estigma moderno. A exposição tenta, através da ressignificação poética dos detalhes e de sua combinação de títulos, preencher o entorno com novos significados e trazer à tona uma reflexão sobre o espaço que habitamos e como ele pode ser usufruído para além de mero produto capitalista. O evento faz parte do “Mostra de Fotografia” do Memorial Vale.

Mariana Laterza é natural de Belo Horizonte e atua como artista plástica, pesquisadora e arte educadora. É Mestre em Artes pela UEMG (2018) e Bacharel em Pintura e Gravura pela Escola de Belas Artes da UFMG (2012 e 2014), iniciou os estudos em gravura na Holanda, onde residiu por um ano (2006). Possui formação complementar em Fotografia e Manipulação Digital pela Escola de Imagem BH (2015) e Fotografia Aplicada ao Teatro pela Fundação Clóvis Salgado (2016). Mariana pesquisa os diálogos entre arte e psicanálise: já participou de diversas palestras e seminários sobre o assunto pelo Instituto Carl Gustav Jung MG, pela Funarte MG (2013 – 2017) e pela Casa Fiat de Cultura (2017). Recebeu menção honrosa pela UFMG por sua pesquisa científica em gravura (2014) e participou a convite da universidade do Encontro Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em São Carlos, SP (2015).

ATÉ 04/01/21 – EXPOSIÇÃO “AVENIDA AMAZONAS”, DE FELIPE CHIMICATTI

Até 1 de janeiro de 2021 o Memorial Vale apresenta a exposição “Avenida Amazonas”, de Felipe Chimicatti. O ensaio se propõe a ser um documento não convencional da cidade de Belo Horizonte a partir de uma de suas principais artérias urbanas. O trabalho possui 50 fotografias monocromáticas em película, todas produzidas na extensão da avenida ao longo do ano de 2019. A exposição segue até o dia 4 de janeiro de 2021 e integra o projeto “Mostra de Fotografia” do Memorial Vale.

A avenida Amazonas, uma das principais vias de acesso de uma das maiores capitais brasileiras, condensa um amontoado de imagens que quando vistas de dentro dos veículos produz formas mais ou menos vagas e pouco precisas. Esse amalgamado urbano é produto formal de uma das primeiras cidades planejadas do Brasil. Representa, após pouco mais de 100 anos da sua construção, um estado das coisas ligado ao tempo, ao ostracismo, à monotonia da ideia da cidade-progresso, à aspereza e opacidade.

Felipe Chimicatti desenvolve trabalhos ligados à fotografia, ao vídeo, ao cinema e às artes visuais. Suas pesquisas estão ligadas à dimensão do arquivo, da película e da documentação. Em 2017, publicou o fotolivro “Santiago – Fogo”, pela editora Chão da Feira. No ano passado, participou da Temporada de Projetos do Paço das Artes, em São Paulo, com a exposição que reúne as imagens que deram origem ao livro. Na área da cinema, realizou os filmes “Brooklin”, “O jardim”, “Eles Sempre Falam Por Nós”, “Na Velha Lagoinha”, “Bruno”, ‘espinhela Caída”, “Linha de Impedimento” e “Empurrando o Dia”. Atualmente, desenvolve pesquisa de mestrado no departamento de artes visuais, da UFMG, sobre livros que têm como tema principal as erupções do Vulcão do Fogo, em Cabo Verde; e integra a produtora audiovisual NAUM.

ATÉ 08/01/21 – EXPOSIÇÃO “RELICÁRIO”, POR RAMON NAVARRO E DÉBORA DINIZ

Até o dia 8 janeiro o Memorial Vale apresenta a exposição “Relicário”, de Ramon Navarro, com textos de Débora Diniz. Relicário é um álbum virtual de memória que homenageia mulheres mortas pela pandemia de Covid-19 no Brasil. As ilustrações feitas por Ramon Navarro com colagens sobre fotografias antigas são acompanhadas de textos escritos por Débora Diniz a partir de notícias de morte de mulheres comuns e anônimas. A apresentação integra o projeto “Mostra de Fotografia” do Memorial Vale.

Criado no final de março de 2020, quando a Covid-19 começou a avançar no Brasil, o perfil de Instagram @reliquia.rum (em alusão à palavra relicário em latim) publica diariamente textos e imagens criados por Ramon Navarro e Debora Diniz para refletir sobre a morte de mulheres pela pandemia. A proposta do @reliquia.rum nasceu da inquietação com a morte que tem assolado multidões, transformando vidas em números, despidas de biografias. Partindo de notícias de mortes de mulheres anônimas, o álbum virtual usa a imaginação para um exercício coletivo do luto, do direito de sentir a perda, com atenção às desigualdades impostas pelos regimes de gênero, raça, classe e deficiência que precarizam vidas de brasileiras.

Ramon Navarro é cineasta e artista plástico mineiro, com mais de 20 anos de experiência em produções audiovisuais independentes. Em 2018, foi homenageado no Festival de Cinema de Trancoso (Bahia).

Debora Diniz é antropóloga, pesquisadora e professora na Universidade de Brasília. É fundadora da organização feminista Anis - Instituto de Bioética, que atua em defesa de direitos de meninas, mulheres e outras minorias.

Até 10/01/21 – EXPOSIÇÃO NGOMAS: SARAVANO TAMBUS, PEÇO LICENÇA PRA MEU CANTO FIRMÁ, POR RIDALVO FÉLIX

Até o dia 10/01/21, o Memorial Vale apresenta a exposição “NGomas: Saravano Tambus, peço licença pra meu canto firmá”, de Ridalvo Félix. Ngoma, termo encontrado na língua kimbundo, significa tambor. É utilizado nas tradições afro-brasileiras de matrizes Bantu para se referir aos tambores e às expressões de cantantes dançantes. O tambor é feito de tronco de árvore escavado, coberto com pele de animal, e sua afinação é realizada numa fogueira. Aqui, os ngomas confluem expressões que matizam e geram cantos dançados. A intenção dessa expografia (e afrografias) é entoar os constructos sistêmicos e epistêmicos a partir das Famílias de Ngomas dos Candombes mineiros, em que as espirais do tempo/espaço traduzem modos de ser/estar em cada uma delas. O evento faz parte do projeto Novos Pesquisadores do Educativo do Memorial Vale.

Memorial Vale na web:

http://www.memorialvale.com.br

https://www.facebook.com/memorialvale

https://www.instagram.com/memorial.vale

https://www.youtube.com/user/memorialvale

www.memorialvale.com.br/visite/visita-virtual/

Foto: Aline Besouro

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