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Começa a 4ª edição da Casa do Autor Roteirista em Tiradentes

Evento que acontece entre os dias 12 e 15 de dezembro, debate a dramaturgia na televisão com presença de representantes do mercado audiovisual

Na noite desta quinta-feira, 12, aconteceu a abertura da 4ª edição da Casa do Autor Roteirista, que neste ano é realizada em Tiradentes (MG) e tem como objetivo criar ambiente criativo e fomentar o desenvolvimento de produções audiovisuais nacionais com causas socioambientais. O pontapé foi dado com uma apresentação e boas vindas do idealizador e roteirista Newton Cannito, seguido de debate com o público promovido pela fala do economista e filósofo, Eduardo Gianetti.

“O principal (objetivo) é termos a consciência do papel fundamental da ficção na sociedade e civilização. É preciso entender o que estamos criando nas pessoas e qual ética queremos irradiar”, disse Newton no inicio do evento. “Precisamos ouvir os excluídos, e ler e estudar os intelectuais para conseguir criar séries que mostrem o futuro que queremos”, complementou o roteirista.

Autor dos livros “O Elogio do Vira-Lata e Outros Ensaios” e “Trópicos Utópicos”, Gianetti trouxe suas reflexões sobre a crise civilizatória brasileira. “O que nos faz brasileiros? O que nos diferencia pela nossa cultura? Existe um futuro que queremos em comum? O que seria o Brasil se isso aqui desse certo?” provocou o economista ao complementar a apresentação de Newton. “O movimento tropicalista trouxe essa cultura futurista e é um ótimo exemplo de como a arte e cultura podem contribuir para a construção de uma sociedade”, disse.

Para enriquecer o debate, foi aberto o diálogo entre os produtores, roteiristas e artistas ali presentes. O público trouxe à tona temas relevantes para a construção de narrativas, como o conceito e a importância dos mitos, o diálogo entre extremos e o valor da cultura indígena dentro da identidade brasileira. 

Nos próximos dias, profissionais e interessados no mercado audiovisual, na companhia de representantes de canais de TV, participarão de debates, seminários, oficinas, pitchings e saraus. Com o intuito de criarem projetos que promovam reflexões e diálogos sociais, os encontros terão como norte: a dramaturgia criada a partir de causas públicas, filmes que revisitam a história e constroem heróis nacionais e o poder do humor para ajudar a transmutar o fascismo. “A dramaturgia é o lugar onde se tem a embriaguez da criatividade e uma capacidade de relativizar os pontos de vista e, então, criar empatia.”, afirma Newton.

Na manhã de sexta-feira (13), os roteiristas e dramaturgos visitarão uma APAC (Associação de Assistência aos Condenados) para conhecerem o trabalho realizado pela organização e os impactos disso nos presídios. A visita tem como objetivo revelar a importância deste e outros temas, além de inspirá-los para seus próximos projetos. 

Foto:Bruno Pires

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