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Livro conta a história do Edifício Acaiaca-um dos mais tradicionais da capital mineira
O Edifício Acaiaca revela sua imponência do alto de seus 29 andares em uma das avenidas mais famosas de Belo Horizonte, a Afonso Pena. Com arquitetura Art Décor, teve sua fachada tombada pelo Patrimônio Histórico municipal em 1994. Construído no início dos anos 1940, em plena efervescência da 2ª Guerra Mundial, o Acaiaca é resultado de um sonho idealizado pelo empresário Redelvim Andrade, um visionário e empreender da época. E foi a paixão pelo edifício que levou o empresário Antonio Rocha Miranda a escrever o livro Edifício Acaiaca-O Colosso humano e concreto, que será lançado no próximo dia 19 de dezembro, no auditório da Federação dos Contabilistas de MG-6º andar- no Edifício Acaiaca.
O livro é resultado de ampla pesquisa coordenada pelo empresário, que tem sua história pessoal entrelaçada com a fundação do Acaiaca. “Tenho lembranças de ir com meu pai ao Acaiaca, ainda menino, e percorrer seus 25 andares em questão de segundos. Era uma experiência inesquecível, como se estivesse em um foguete”, revela Antonio Miranda. Além da paixão, o empresário tem um sonho compartilhado por quem convive com o edifício, de resgatar a sua importância e transformá-lo em um ponto cultural de Belo Horizonte. “Retornar ao Edifício Acaiaca o seu brilho, a importância e a pujança de suas primeiras décadas”, afirma.
“Edifício Acaiaca-O Ccolosso humano e concreto” é antes de tudo um importante documento histórico para os belo-horizontinos de todas as idades. Em suas 140 páginas, o livro relata a história do visionário Redelvim Andrade, um farmacêutico nascido no município de Diamantina, que idealizou o Acaiaca para ser um edifício onde abrigasse lojas, salas e um cinema. A obra é uma breve história da construção do Acaiaca -que em tupi-guarani significa ‘árvore sagrada’, e sua relevante participação nos cenários econômico, social, cultural e arquitetônico da capital mineira.
O livro traz algumas curiosidades como possuir seis luxuosos elevadores que percorrem seus 25 andares, em apenas 20 segundos. Consta-se que até hoje os elevadores são considerados os mais velozes de Belo Horizonte, segundo o Corpo de Bombeiros. Outro fato interessante é que durante 15 anos, os 23º e 24º andares abrigaram a extinta TV Itacolomi. Devido à época de sua construção, durante a 2ª Guerra Mundial, a Prefeitura exigiu que um abrigo antiaéreo também fizesse parte de seu projeto, pois temia bombardeios aéreos alemães.
O Edifício Acaiaca começou a ser construído em 1942 e finalizado cinco anos depois, em 1947, em um terreno onde funcionou durante 38 anos a primeira Igreja Metodista da capital mineira. Com 120 metros de altura, 29 andares e 460 salas, durante décadas o local foi ponto de encontro da elite mineira e de figuras ilustres como jogadores de futebol, atores, empresários, entre outros. A planta arquitetônica foi assinada pelo arquiteto Luiz Pinto Coelho, o mesmo que esculpiu as duas faces dos índios que ornamentam o edifício, que fazem jus ao nome Acaiaca.
Sobre o autor
O mineiro Antonio Rocha Miranda é natural do município de Peçanha. Empresário, contabilista e empreendedor desde muito cedo, é sócio-fundador e presidente da Rocha Miranda & Cia. Auditores Independentes e diretor-presidente da Brasemp Empreendimentos Imobiliários S/A. Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade Municipal de Ciências Contábeis, e em Ciências Econômicas pela PUC/Minas e pós graduado em Auditoria Externa pelo IBMEC – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais. Antonio Miranda já publicou dois livros: As Aventuras de Mirandinha em Busca de Ser Alguém, lançado em 2014, e A Logosofia Amplia seu Belo Horizonte, em 2013.
Foto: Divulgação
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