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Incidência de micoses no Brasil cresce até 10% no verão
Dermatologista orienta sobre como se prevenir e tratar infecção
Definidas, basicamente, como infecções causadas por fungos que causam irritações, as micoses podem aumentar em até 10% no verão, segundo estudos. Entre os principais tipos estão a candidíase, a frieira, também conhecida como pé-de-atleta, caracterizada por bolhas, rachaduras e descamação da pele entre os dedos dos pés e a onicomicose (micose de unha), que provoca alterações nas aparências das unhas, deixando-as mais quebradiças, amareladas e irregulares.
Segundo a dermatologista do Hospital Semper, Soraya Neves, as micoses são causadas por fungos. “A Candidíase, por exemplo, é provocada pelo Candida albicans; a Frieira pode ser decorrente de outras espécies diferentes: Trichophyton, e Epidermophyton”. Porém, apesar dos diferentes agentes infecciosos, existem algumas semelhanças entre todos os casos: as condições que levam à proliferação dos microorganismos. “Predisposição genética, calçados apertados, má higienização dos utensílios de manicure, utilizar roupas molhadas ou úmidas, andar descalço, baixa imunidade, além de estresse, diabetes, calor e umidade”, completa a especialista acrescentando que na estação que se aproxima convivemos com altas temperaturas e um grande volume de chuvas. Por isso temos aí a receita perfeita para a proliferação de fungos.
Ainda de acordo com Soraya, estima-se que aproximadamente 70% dos brasileiros irão contrair micose em algum momento da vida. Portanto, para se prevenir do problema, simples cuidados de higiene são fundamentais. “Manter o corpo limpo e seco – principalmente dobras e regiões íntimas. Além disso, evitar andar descalço em locais úmidos e/ou públicos e não compartilhar roupas, toalhas e instrumentos de manicure são dicas básicas”. Como dicas bônus, a especialista recomenda priorizar, se possível, roupas de algodão – uma vez que elas apresentam maior capacidade de absorção de água e/ou suor - e evitar calçados que favoreçam a transpiração dos pés.
Tratamento contra micoses
O tratamento deve começar logo que a infecção seja detectada por um dermatologista, já que por mais simples que seja, pode se transformar em doença mais grave. “A preferência é optar por medicamentos antifúngicos em formato de cremes, sprays e esmaltes”, destaca Soraya. A duração, segundo Neves, varia conforme o local infectado e a resistência do fungo. “Os tratamentos de micoses que ocorrem na pele são mais fáceis - em geral, levam algumas semanas. Já quando a infecção ocorre na unha, por exemplo, o caso é mais complexo e a duração pode atingir muitos meses.” Independentemente, porém, de qual seja a situação, o melhor sempre, conforme a especialista, é buscar a ajuda de um profissional especializado para que ele oriente sobre o melhor procedimento a ser feito.
Foto: Divulgação
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