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Formandos da Escola de Teatro do CEFART apresentam ESPETÁCULOS INÉDITOS como rito de passagem para atuação

O horror, o humor, o cabaré, a temporalidade e a cultura do Bantu e do Coco estão presentes nos espetáculos que os alunos das turmas da noite e da manhã levam ao público a partir do dia 13 de dezembro. A entrada é gratuita

A Fundação Clóvis Salgado apresenta, por meio do Centro de Formação Artística e Tecnológica - Cefart, os Espetáculos de Formatura dos alunos do Curso Técnico de Teatro dos turnos da manhã e da noite. As turmas encerram agora o ciclo de aprendizado e levam de forma gratuita ao público dois espetáculos que tratam temas importantes da contemporaneidade, sob o olhar e atuação crítica dos formandos. A turma da noite faz a abertura do espetáculo "Pássaros na boca ou as coisas que perdemos no fogo (um cabaré brutal)", dia 13 de dezembro, às 20h, na Gruta. Já a turma da manhã dá vida à montagem "Plataforma 23", às 19h30, no dia 14 de dezembro, no Centro Cultural Usina de Cultura.

Pássaros na boca ou as coisas que perdemos no fogo (um cabaré brutal)

O espetáculo PÁSSAROS NA BOCA OU AS COISAS QUE PERDEMOS NO FOGO (UM CABARÉ BRUTAL), com direção de Raquel Castro e Marcelo Veronez é a montagem de formatura da Turma da Noite do Cefart. A peça gratuita, que estreia na terça-feira (13/12), às 20h, fica em cartaz até 20 de dezembro, na Gruta. O ponto de partida da montagem é o entrelaçamento entre o teatro e a literatura. O espetáculo é inspirado em trabalhos de escritoras latino-americanas que dedicam parte das suas obras aos contos de horror.

"Samanta Schweblin, Mariana Enriquez, ambas argentinas, a mineira Cidinha da Silva, principalmente os contos dela presentes no livro "Um Exú em Nova York" são textos que trabalhamos para dar corpo ao espetáculo. Também temos uma pequena homenagem a Lygia Fagundes Telles e à escocesa Ali Smith. Buscamos nessas escritoras a inspiração para a criação de uma peça que tem no suspense e no horror o desenrolar do enredo", explica a diretora Raquel Castro.

O trabalho é dividido em duas partes: a Trilogia Insólita, mais voltada ao absurdo e suspense; e a Tetralogia do Horror, voltado mais para o terror. Tudo é cercado pela ambientação de um cabaré. "Preservamos o nome dos contos em cada um dos momentos, o ator apresenta suas falas inspirado em cada conto que estamos trabalhando. A cena vai se modificando a partir de como os atores lidam com os textos que propomos", pontua Marcelo Veronez.

No enredo, em um restaurante de beira de estrada, um homem com um buraco no estômago e uma mulher com uma sede insuportável encontram um garçom que não alcança a geladeira. Ao fazer compras em um supermercado fino, outra mulher dá de cara com uma criança constrangedoramente linda. Crianças desaparecem misteriosamente depois de cavarem um poço em um povoado minerador. Uma jovem encontra um crânio abandonado por estudantes de odontologia e fica obcecada por se tornar leve e oca como uma caveira. Um morto atacado por uma onça, um homem que mastiga um cigarro aceso à meia-noite, um tambor que geme o perigo, um Exu em Nova York. Essas e outras histórias, entre o humor e o horror, entre o inacreditável e o verossímil, emergem do espetáculo que vai abrir as portas do mundo das artes para onze novos atores formados pela Escola de Teatro do Cefart.

Plataforma 23

O espetáculo traz para o público uma discussão contemporânea sobre o tempo e a sensação da temporalidade, principalmente naquilo em que a suspensão do tempo foi muito sentida em função da pandemia. “Partimos do princípio que o tempo é um mistério, que nem mesmo a ciência ainda desvendou. Algo que é quase uma informação partilhada, que organiza a vida dos indivíduos. A pandemia trouxe uma quase suspensão da temporalidade. O que fizemos foi olhar para o tempo sob diversas óticas: a política, a filosofia, a cultura popular e a poesia, principalmente a do Coco e do Bantu. Nos aproximamos de questões muito presentes da nossa atualidade como o genocídio da população negra. Por isso pensamos no número 23 para ser o nome da Plataforma, o 23 também indica aquilo que está por vir, o próximo ano, a possibilidade e o rito de passagem dessas novas atrizes para o mundo real”, explica a diretora Graziele Sena.

O espetáculo entra em cartaz no dia 14 de dezembro, no Centro Cultural Usina de Cultura, às 19h30. E depois segue de 15 a 18 de dezembro, às 19h, no Teatro João Ceschiatti.

O trabalho traz dez possibilidades de se pensar o tempo por meio da construção de dez atrizes formandas. A montagem traz a cultura e a poesia ancestral do Coco e do Bantu para desenvolver a ação do espetáculo. As doze cenas que compõem a peça são estruturadas a partir de canções que traçam as cenas, assim como a dança.

O nome Plataforma 23 traz toda a concepção do espetáculo, que se passa em uma estação de metrô/trem, em que as pessoas se encontram e se desencontram todos os dias. O número 23, bem como a escolha da poesia do Coco e Bantu, traz para a discussão o negro e afro brasilidade como forma de crítica ao que a população negra sofre no país. “ A cada 23 minutos um jovem negro é morto no Brasil. Queremos também jogar luz neste lugar em o que o negro segue ocupando, apensar de alguns avanços, em nossa sociedade. As nossas referencias vem de saberes diversos da cultura brasileira, principalmente da cultura ancestral negra”, pontua Graziele.

O espetáculo marca a formatura de doze atrizes da Escola de Teatro do Cefart.

FICHA TÉCNICA – PLATAFORMA 23

Direção, concepção e preparação: Graziele Sena | Dramaturgia: Luan Valero, Graziele Sena, Ana Ramos, Bárbara Casseb, Bruna Felix, Carmem Marosa, Ellen Carolina, Franciellen Queiroga, Gesiele Regina, Jhully Zambelli,Y.UMI. | Colaboração criativa: Marcos Alexandre | Iluminação e Cenário: Leandro Marra | Coreografia e composição: Carolina de Pinho | Afinação e arranjos vocais: Amanda Prates | Trilha sonora e Operação de som: Matheus Fleming | Gravação instrumental: Luciano Mendes de Jesus | Operação de Luz: Maria Clariano | Caracterização visual de atrizes (figurino, maquiagem e penteado): Luisa Alves e Sol Zofiro (Tecnologias da Cena) | Assistentes de caracterização visual (Alunas Tecnologias da Cena): Hannah Barbosa, Lady Lourdes e Rô Gontijo | Produção: Luiza Fonseca e Lylah Araújo | Vivência Coco Rio Bantu: Fulô do Kariri | Vivência prática rítmica corporal: Lylah Araújo | Atrizes: Ana Ramos, Bárbara Casseb, Bruna Felix, Carmem Marosa, Ellen Carolina, Franciellen Queiroga, Gesiele Regina, Jhully Zambelli,Y.UMI. | Agradecimentos: Randolpho Silva, Usina de Cultura - Centro Cultural Nordeste, Luciano Mendes de Jesus, Fernando Mencarelli, Jeane Julia, Calvin Delamarque, Bino, Estúdio Lamparina.

FICHA TÉCNICA – PÁSSAROS NA BOCA OU AS COISAS QUE PERDEMOS NO FOGO (UM CABARÉ BRUTAL)

Concepção Geral e Dramaturgia: Raquel Castro | Direção: Marcelo Veronez e Raquel Castro | Elenco: Allan Andrade, Arthur Rogério, Augusta Barna, Clarissa Tomasi, Giuli Paz, Gustavo Faraco, Ivo Ivo Ivo, Izabelle Quites, Leon Ramos, Mercedes Stephani, Rafa Goulart | Participação Especial como Sara em “Pássaros na Boca”: Sofia Souza |Coordenação de Produção: Kelli Oliveira | Produção Executiva: Yasmine Rodrigues | Preparação Corporal: Polyana Lott | Preparação Vocal: Ana Hadad e Marcelo Veronez | Trilha Sonora: Márcio Monteiro e Marcos Matturro | Operação de Som: Bruno Banjo | Figurino, Adereços e Ambientação Cenográfica: Clarice Rena | Caracterização Cênica e Maquiagem: Gabi Dominguez | Provocadora Cênica/ Codireção dos Contos de Cidinha da Silva: Michelle Sá | Provocadora Cabareteira: Marina Viana | Provocador Cênico/Espacialidades: Paulo Maffei | Iluminação: Marina Arthuzzi | Operação de luz: Pâmella Rosa | Criação de Vídeo: Akner | Corpo Docente da Escola de Teatro: Ana Hadad, Bruno Maracia, Istéfani Pontes, Júlio Viana, Lucas Fabrício, Luís Carlos Garrocho, Paulo Maffei, Polyana Lott, Rainy Campos, Rogério Araújo, Thalita Motta, Vinícius Souza.

FICHA TÉCNICA - CEFART

Direção: Marta Guerra | Gerência de Extensão: Fabrício Martins | Gerência de Ensino: Piedra Magnani | Coordenação de Ensino: Guilherme Brant | Secretaria Escolar: Felippe Werneck | Orientação Pedagógica: Claudia Fonseca | Coordenação da Escola de Música: Idalmo Santos e Gustavo Machado | Coordenação da Escola de Dança: Sarah Lignani e Patrícia Werneck | Coordenação da Escola de Teatro: Paulo Maffei e Rogério Araújo | Coordenação da Escola de Artes Visuais Mariana: Rodrigues e Ana Luísa Emerich |Coordenação da Escola de Tecnologia da Cena: Cristiano Araújo e Geraldo Octaviano | Assessoria Administrativa: Leia Araújo | Assessoria Gestão Artística: Emília Saud, Maria Cesarina Magalhães | Produção: Mylene Youssef |Assistentes de Produção: Lucas Mathias, Ernesto Guevara e Mateus Ferreira |Apoio Administrativo Unidade Palácio das Artes: Débora Melo, Edna Dias, Aline Viana | Apoio Administrativo Unidade Liberdade: Michelle Barreto, Carlos Eduardo | Gestão Tecnológica Cefart Virtual: Alan Dias | Midiateca: Adilson Ferreira e Francisco Olegário | Recepção: Maria do Socorro de Sá

CEFART - O Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado, é responsável por promover a formação em diversas linguagens no campo da arte e em tecnologia do espetáculo, com qualificação em Cursos Técnicos, Regulares e de Extensão. Para estimular a prática do fazer artístico, foram criados grupos jovens, como Big Band Cefart, Orquestra Jovem, Coral Infantojuvenil e Grupo de Choro, além de projetos de pesquisa e apresentações artísticas diversas. O Cefart mantém unidade também na Praça da Liberdade, integrada ao Circuito Cultural.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS. A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia. de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.

PÁSSAROS NA BOCA OU AS COISAS QUE PERDEMOS NO FOGO (UM CABARÉ BRUTAL) – formandos da turma da noite da Escola de Teatro do CEFART
Data: 13 a 20/12, às 20h
Local: GRUTA (rua Pitangui, 3613 – Horto Belo Horizonte/MG)
Entrada Gratuita

PLATAFORMA 23 – formandos da turma da manhã da Escola de Teatro do CEFART
Data: 14 de dezembro, às 19h30
Local: Centro Cultural Usina de Cultura (rua Dom Cabral, 765 - Ipiranga, Belo Horizonte/MG)
Datas: 15 a 18 de dezembro, às 19h
Endereço: Teatro João Ceschiatti (Av. Afonso Pena, 1321 - Centro, Belo Horizonte/MG)
Entrada Gratuita

Informações para o público: (31) 3236-7400 | www.fcs.mg.gov.br

Foto: Paulo Lacerda

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