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Centro Cultural Lá da Favelinha amplia alcance cultural e consolida impacto social em 2025

Ao longo do ano, o Centro Cultural Lá da Favelinha reuniu profissionais de diversas áreas em suas atividades, impactando 17.245 pessoas por meio de seus projetos e recebendo mais de 500 visitas em seu espaço

Em 2025, o Centro Cultural Lá da Favelinha, fundado pelo artista e ativista Kdu dos Anjos, ampliou seu impacto com ações em Belo Horizonte e em diversas cidades do país, por meio de atividades contínuas de formação, produção artística e articulação comunitária.

Um dos destaques do ano foi o projeto Favelinha na Estrada, que levou a produção cultural da periferia para nove capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Manaus, Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e cidades do interior de Minas Gerais. A iniciativa ocupou palcos e espaços com atividades como dança, teatro, rodas de conversa e performances artísticas, promovendo o protagonismo de jovens da favela em circuitos culturais amplos e diversos.

O ano também foi palco da final nacional da segunda edição da Disputa Nervosa, competição que reuniu dançarinos de funk de oito estados, mobilizando talentos e comunidades. Já as oficinas do projeto Fika Ryca Favelinha seguiram formando jovens e adultos, com foco em empreendedorismo, finanças pessoais e autonomia.

Na atuação local, o Centro manteve uma agenda permanente de dez oficinas semanais gratuitas, com turmas de dança, moda, teatro, audiovisual, entre outras linguagens. O projeto Sinfonia Grafitada, voltado a crianças do território, uniu graffiti e música orquestral em oficinas práticas.

A atuação da cooperativa de moda Remexe, formada por costureiras do Aglomerado da Serra, teve destaque com o lançamento da coleção Jeans de Quebrada, apresentada durante o Arraiá da Favelinha. O evento também contou com o Arraiá Mini Ball, reunindo apresentações de passinho, vogue, batekoo, batalhas e DJs. As peças do Remexe integraram ainda os desfiles e espetáculos da Cia Favelinha, fortalecendo a conexão entre moda, cultura e geração de renda.

Outro marco do ano foi a criação do Cine Clube Favelinha, com exibição de filmes nacionais e mineiros, oficinas de audiovisual e debates. A mostra inaugural reuniu público diverso e abriu espaço para novas produções de jovens da comunidade.

Outras ações de destaque incluíram a distribuição mensal de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade, organizada pela equipe do Remexe, e a participação da Cia Favelinha no Festival LED, com o desfile da coleção Clara Nunes, reafirmando o alcance e a relevância da moda de favela. Ao fim do ano, a companhia foi homenageada na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte, em reconhecimento à sua contribuição cultural e social.

“Sou muito grato por este ano. Consegui circular por oito estados com nosso espetáculo e ainda viver a adrenalina da disputa nacional. Apresentei o Carnaval para a Globo nacional, pisei no SXSW para palestrar, produzi a turnê da Mac Júlia na Europa, levei a Favelinha para ser homenageada na Bienal de Arquitetura de Veneza e cheguei até o Japão com nosso trabalho. Também estive em Oxford, dividindo mesa com o ministro Barroso. Mas, acima de tudo, pude seguir empregando e gerando renda para dezenas de pessoas da periferia, e isso é o que mais me move. Fechar o ano começando a estudar Arquitetura só reforçou uma certeza: a Favelinha é uma empresa jovem, viva, pulsante, que já caminha com as próprias pernas e continua abrindo caminho para muita gente junto comigo”, diz Kdu dos Anjos.

Com equipe técnica multidisciplinar e um modelo de gestão baseado em autonomia, formação e geração de renda, o Lá da Favelinha segue como referência em inovação cultural de base comunitária. O espaço também abriga uma biblioteca comunitária com cerca de 3 mil livros e articula parcerias que unem arte, empreendedorismo e transformação social.

Foto: Leonardo Finotti

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