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Bloco carnavalesco “então, brilha!” Promove “encontrão” de alunos de canto e percussão no aglomerado da serra, dia 16/12
EVENTO FAZ PARTE DO PROJETO ESCOLA DE ARTE BRILHANTE, QUE CAPACITA MORADORES DE COMUNIDADES NA FORMAÇÃO MUSICAL
Para comemorar o encerramento do semestre da Escola Brilhante de Artes, o megabloco de Carnaval Então, Brilha! irá promover um “encontrão de fim de ano” dos grupos de bateria e canto, nodia 16 de dezembro, às 10h. O encontro acontece na Praça do Cardoso, no Aglomerado da Serra, e deve reunir em torno de 50 novos músicos, formados neste mês pelas oficinas promovidas pelo projeto.
“Será a nossa segunda junção de turmas para tocar e cantar juntos, em associação com a ala das alegorias, já visando o Carnaval 2019. Aposto em um encontro com muita sonoridade e experimentações”, conta o maestro-regente e instrumentista Di Souza.
Símbolo do renascimento da folia carnavalesca em Belo Horizonte, o Então, Brilha! aposta na Escola de Arte Brilhante como forma capacitar tecnicamente novos músicos, com oficinas de formação artística, inicialmente focadas nas alas de bateria e canto. “Acreditamos muito na força cultural, política e econômica do Carnaval. Seguimos aprofundando nossa pesquisa da cultura da música baiana, desde os anos 1970 e 1980, com a criação do samba-reggae, até sua transformação e explosão, na década de 1990, com o axé music”, descreve Di Souza. Eclético, o bloco também está aberto para incorporar outros ritmos e levadas, ampliando o repertório.
Ciente da responsabilidade político-social, da coletividade e da inclusão, a Escola de Arte Brilhante se volta para as comunidades Aglomerado da Serra e a Vila Acaba Mundo, ambas na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. “Buscamos atender um público jovem, morador de regiões sociais e economicamente desfavorecidas, gerando renda e potencializando a força do desfile carnavalesco”, antecipa Di Souza. A realização do projeto tem parceria com ONGs, centros culturais, associações de moradores e instituições comprometidas com ações sociais.
Os novos integrantes – 40 para a ala de bateria e 10 para o coral – tiveram quatro meses de aulas semanais de duas horas. A oficina de percussão foi coordenada pelos regentes do bloco, juntamente com os percursionistas e regentes das próprias comunidades. Além de desenvolver potencialidades, como habilidade rítmica e percepção musical, os alunos entraram em contatos com instrumentos como timbal, surdo, tamborim, caixa, repique e xequerê.
Já a oficina de canto foi conduzida pelos dois vocalistas do “Então, Brilha!”, Michelle Andreazzi e Rubens Aredes. Na direção do coral do bloco, a dupla desenvolveu técnicas vocais voltadas para a execução do repertório carnavalesco baiano. “Além de disseminar o conhecimento do canto, colaboramos com a formação musical na cidade, com efeito multiplicador”, diz Di Souza.
SOBRE O “ENTÃO, BRILHA!”:
Fundado em 2010, o bloco “Então, Brilha!” está intrinsecamente ligado ao renascimento do Carnaval de rua de Belo Horizonte, reunindo em torno de 80 mil pessoas. A concentração se inicia por volta de 5h na rua Guaicurus, polo boêmio no centro da cidade, e segue, a partir das 7h, para a praça da Estação. Sob a bandeira da diversidade e da inclusão de minorias, o cortejo leva às ruas um repertório basicamente baiano, a exemplo das bandas Eva, Olodum e Timbalada e do axé de Daniela Mercury, Bell Marques e Ivete Sangalo, com direito a trio elétrico. A festa é marcada por muito paetê, glitter e purpurina e a multidão de foliões vestida de rosa e dourado. O nome “Então, Brilha!”, aliás, é uma citação do poema do poeta russo Vladimir Maiakovski: “Brilhar pra sempre / brilhar como um farol / brilhar com brilho eterno / gente é pra brilhar”.
Foto: coletivo então brilha
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