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Academia Mineira de Letras apresenta palestra "Jequitinhonha: Vale da Cultura"
As transformações sociais podem ser viabilizadas a partir da cultura. Exemplo disso é o processo que ocorreu nas últimas décadas no Vale do Jequitinhonha. O produtor cultural Tadeu Martins fala sobre isso em palestra da Academia Mineira de Letras: “Jequitinhonha: Vale da Cultura, em conteúdo disponível a partir do dia 14 de dezembro no YouTube da AML a partir das 11h.
O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 193019), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed BH - por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e cem médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG.
O Vale do Jequitinhonha, região formada por 80 municípios, que ocupa 15% do território de Minas Gerais, era conhecida como Vale da Fome, Vale da Miséria ou Vale do Marcha a Ré. Indignados com aqueles títulos, e com a realidade da região, rica, de povo empobrecido pela exploração, em abril de 1977 quatro jovens do Vale, universitários em Belo Horizonte, Aurélio Silby, Carlos Figueiredo, George Abner e Tadeu Martins se reuniram para discutir a situação política, cultural e social do Vale do Jequitinhonha.
Em março de 1978, eles fizeram chegar ao Vale do Jequitinhonha o jornal GERAES, um nanico independente para "dar voz e vez aos trabalhadores da região", mostrando "O homem do Vale, suas realizações, seus sonhos e sua luta por melhores condições de vida".
O jornal criou o Festivale – Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, ajudou a criar dezenas de instituições culturais e passou a realizar anualmente o Encontro das Entidades Culturais da região. Graças a esta grande organização do seu povo, o Vale do Jequitinhonha passou a ser reconhecido como Vale da Cultura e o Festivale é hoje um dos maiores eventos de cultura popular do Brasil. O movimento cultural do Vale do Jequitinhonha continua vivo, ativo e forte, com mais de 1.000 pessoas participando hoje da sua organização.
Além das palestras on-line inéditas que integram a programação 2020, a Academia Mineira de Letras disponibiliza mais de 200 palestras já realizadas para que o público possa ver e rever. Durante o isolamento social, as redes sociais da instituição também estão repletas de poesias, crônicas e dicas de leitura.
Sobre o palestrante:
Tadeu Martins nasceu em Itaobim, no Vale do Jequitinhonha. Mora há 46 anos em Belo Horizonte, onde estudou Engenharia Química na UFMG e foi professor de Química por 10 anos em cursos pré-universitários. Trabalhou 18 anos na Prefeitura de Belo Horizonte: quatro anos na Cultura, 12 anos na Belotur (onde foi presidente por um ano e diretor de eventos por 11 anos), e dois anos como Chefe de Cerimonial e Relações Públicas do Prefeito Célio de Castro.
Tem doze livros e 84 folhetos de cordel publicados e um CD gravado de causos e cordéis. Dois dos seus livros foram lançados nos Estados Unidos. Até hoje continua atuando no Movimento Cultural do Vale, sendo Diretor Administrativo do Instituto Sociocultural ValeMais.
SERVIÇO:
Palestras online “Jequitinhonha: Vale da cultura” – com Tadeu Martins
Data: a partir de 14 de dezembro, às 11h
Acesso: Youtube.com/c/AcademiaMineiraDeLetras
Instituto Unimed-BH
Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos visando ampliar o acesso à cultura, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Mais ainda, fomenta a geração de empregos e renda em nossa cidade, além de viabilizar projetos socioculturais para a comunidade. São iniciativas que fazem a diferença na vida das pessoas. Ao longo de sua história, o Instituto destinou R$120 milhões ao setor cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5.100 médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 850 mil pessoas foram alcançadas por meio de projetos de cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura e foram gerados 16 mil postos de trabalho.
Saiba mais em www.institutounimedbh.com.br.
Cemig
De onde vem a nossa força?
A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.
A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.
Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br
Foto: Divulgação
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