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Nos 25 anos da morte de Caio Fernando Abreu, Plataforma Ato Junto apresenta o espetáculo “Tudo que eu queria te dizer mas não vou (ou Prólogo)” até 16/12 às 20h
Com transmissão no YouTube em sessões até a meia-noite, o trabalho tem direção de Ana Regis e atuação de Luciana Veloso e Thomaz Cannizza. O roteiro, que aproxima teatro e cinema, é escrito pelo próprio ator a partir da obra do escritor gaúcho
“Tudo que eu queria te dizer mas não vou (ou Prólogo)”, nova criação da plataforma artística Ato Junto, faz temporada gratuita até 16 de dezembro de 2021 no YouTube, quintas-feiras às 20h. As sessões seguem disponíveis para o público no canal da Ato Junto sempre até a meia-noite do dia de exibição. Em pesquisa desde 2019, o trabalho tem direção de Ana Regis, que venceu o IV Prêmio Copasa Sinparc de Melhor Atriz e Texto pela peça “Peixes”.
O novo trabalho traz a atriz Luciana Veloso e o ator Thomaz Cannizza em cena, interpretando 2 personagens que dividem um mesmo lar. Thomaz, que é dramaturgo ganhador do Prêmio Copasa Sinparc de Melhor Ator e de Melhor Espetáculo, escreveu o roteiro com base em personagens da obra “Os Sobreviventes”, de Caio Fernando Abreu, autor gaúcho cuja morte completa 25 anos em 2021. Ícone da cultura LGBTQIA+, Abreu teve papel importante na conscientização sobre o HIV e a AIDS.
O espetáculo investiga possibilidades da linguagem audiovisual a partir de uma ótica teatral. Na tela, vemos a relação entre 2 personagens que, vivendo todos os dias sob o mesmo teto, se deparam com suas repetições e as frágeis tentativas de se reverter a decadência de uma relação amorosa. O projeto foi gravado simultaneamente com a atriz e o ator de suas próprias casas, mas a encenação brinca como se estivessem num mesmo lugar. A proposta não busca criar uma ilusão de cinema, mas convida o público a acompanhar um jogo de cena que, mesmo diante das câmeras, é essencialmente teatral.
Ambientada na década de 1980, a obra, assim como o conto que origina as personagens, evidencia questões sociais e políticas que atravessam as relações na época. No período, após o sonho revolucionário dos jovens dos anos 1970, nasce uma busca frustrada pela felicidade como resistência às ditaduras no período, contexto que atravessa o espetáculo.
O trabalho tensiona as relações entre a teatralidade e o audiovisual, e por meio de ensaios online, a equipe se reinventou. Ampliando uma noção teatral de repetição de texto e de ações, a linguagem audiovisual permitiu outros formatos, com uma aposta da direção no frescor das atuações frente às câmeras. A direção de fotografia, por meio de composições de enquadramento, iluminação e angulação de cena, também teve destaque no processo.
A programação online inclui também bate-papo no YouTube da Plataforma Ato Junto na terça-feira, dia 14/12 às 19h, com Mariana Lima Muniz e Rafael Conde, e mediação de Assis Benevenuto. Na ocasião, equipe de criação e artistas convidades vão falar sobre as relações entre teatro e cinema e os modos de criação cênica em tempos de isolamento. O espetáculo é o primeiro de uma trilogia que prevê mais duas criações. A ideia era estrear nos palcos em 2020, mas, com o fechamento dos teatros, surgiu a possibilidade de criar uma obra virtual: um prólogo para o futuro espetáculo presencial.
Este projeto é contemplado na Lei Aldir Blanc do Estado de Minas Gerais (edital Nº14/2020).
SOBRE ANA REGIS
NA REGIS é mãe, feminista, atriz, dramaturga, diretora, professora de Teatro em Belo Horizonte. Fundou a Cia Cínica (1993 à 2000) e Companhia Bárbara (2007 à 2013). Foi indicada ao prêmio de melhor atriz pelos espetáculos “Catavento”, e atriz coadjuvante em ”Amor de Dom Perlimplim” e “Rubros:vestido-Bandeira-Batom”. Em 2018 foi contemplada com os prêmios de Melhor Atriz e Melhor Texto com o espetáculo “Peixes”, o qual dirigiu, escreveu e também atua. Já participou dos principais Festivais de Teatro do país como o FIT-BH, FIT- RIO PRETO, PORTO ALEGRE EM CENA, FESTIVAL DE CURITIBA. Com Peixes esteve na Espanha nos Festivais FITAG e FITLO, além de integrar residência artística e ministrar oficina. Em 2020 publica o texto de Peixes através da Editora Javali e estreia o espetáculo virtual “Antigamente é quando?, da Cia Pierrot Lunar, no qual desenvolveu a dramaturgia e co-dirigiu. Em 2021 ingressou no Mestrado da Escola de Belas Artes. No audiovisual atua como atriz, roteirista e diretora/preparadora de atores. Em 2019, foi selecionada para o SESC ARGUMENTA, laboratório de argumento cinematográfico. Durante mais de 10 anos foi produtora e pesquisadora de elenco. Já trabalhou para produtoras como Camisa Listrada, Brócolis, O2, Film Planet, Quarteto, Abusa, JPZ, Oficina de Criação e Aldeia. Seu primeiro curta como roteirista e diretora foi aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de PBH.
SOBRE LUCIANA VELOSO
LUCIANA VELOSO é atriz e produtora cultural. Bacharel em Teatro pela Escola de Belas Artes/UFMG e Técnica em Interpretação pela Casa das Artes de Laranjeiras (RJ). Ganhadora do 20º Prêmio Cenym de Teatro Nacional na categoria “Melhor Atriz” e indicada ao Prêmio Copasa Sinparc 2019 na mesma categoria, atuou em espetáculos teatrais no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, entre eles "Os Melhores Anos de Nossas Vidas", direção de Inês Viana, "O Interrogatório", direção de Ole Erdmann e “A Obscena Senhora H – Paixão e Obra de Hilda Hilst”, direção de Juarez Guimarães Dias, indicado ao 20º Prêmio Cenym de Teatro Nacional na categoria “Melhor Monólogo”.
SOBRE THOMAZ CANNIZZA
THOMAZ CANNIZZA é ator e dramaturgo. Natural de São Paulo, vive em Belo Horizonte desde 2013. É bacharel e licenciado em Teatro pela Escola de Belas Artes da UFMG e diretor da plataforma artística Ato Junto. “Fred & Laura” foi o primeiro espetáculo no qual assinou direção e dramaturgia e pelo qual venceu 2 Prêmios Copasa Sinparc de Artes Cênicas.
SOBRE ATO JUNTO
Ato Junto é uma plataforma de criação e produção artística dirigida por Thomaz Cannizza. Articulada de forma coletiva, sua livre transição de integrantes é ditada pela possibilidade de uma pluralidade de projetos a serem incubados. Em 2019, o primeiro espetáculo da plataforma, “Fred & Laura”, foi contemplado com dois Prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas nas categorias "Melhor Ator de Comédia" e "Melhor Espetáculo de Comédia". “Tudo que eu queria te dizer mas não vou (ou Prólogo)” é a segunda montagem da plataforma.
SINOPSE
No despontar dos anos 80, Ela e Ele são um casal cada vez mais acostumados um ao outro e cada vez mais acomodados na rotina. Vão levando suas vidas vivendo sob o mesmo teto, se alimentando de lembranças de dias melhores e tentativas frágeis de compreenderem o porquê de as coisas agora serem como são.
FICHA TÉCNICA
Direção: Ana Regis
Roteiro: Thomaz Cannizza
Baseado em personagens da obra “Os Sobreviventes”, de Caio Fernando Abreu
Elenco: Luciana Veloso e Thomaz Cannizza
Direção de fotografia: Matheus Gepeto
Edição e montagem: Kleber Bassa e Matheus Gepeto
Cor e finalização: Kleber Bassa
Direção de arte: Mariana Rocha
Design, criação e orientação de luz: Régelles Queiroz
Figurino e caracterização: Bárbara Batitucci
Maquiagem: Malu Falabella
Orientação de tecnologia: Kleber Bassa e Matheus Gepeto
Assessoria de imprensa: Bramma Bremmer
Design gráfico: Pedro Carvalho
Produção: Thomaz Cannizza
Realização: Ato Junto
SERVIÇO
“Tudo que eu queria te dizer mas não vou (ou Prólogo)”
Dias 25 de novembro, 02, 09 e 16 de dezembro
Quinta-feira sempre às 20h (as sessões seguem abertas até a meia-noite de cada dia)
Exibições gratuitas no canal do YouTube Ato Junto
Retirada de ingressos pelo Sympla
Duração: 40 minutos
Classificação: 10 anos
Live bate-papo no YouTube:
Terça-feira, dia 14/12 às 19h, com Mariana Lima Muniz e Rafael Conde, e mediação de Assis Benevenuto
Verifique Instagram @atojunto ou Facebook da Ato Junto para mais informações.
https://www.youtube.com/channel/UCRIm_PZN5FlGFCY3vJPXXHw
Foto: Cartaz / Divulgação
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