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Última semana de sessões no CINE104 em 2019
Encerrando a atuação no ano, o espaço exibe "Bacurau" em sessão dupla, filme mais falado do cinema nacional em 2019
O ano de 2019 foi muito especial para o CINE104 que voltou a promover sessões de cinema, diversificando o circuito em Belo Horizonte. Em sua última semana de exibição no ano, o espaço promove uma programação especial que conta com filmes de destaque do ano, uma sessão voltada para acessibilidade e uma pequena mostra de filmes de Carlos Adriano.
CURTA SEGUNDA
Dentro da programação Curta Segunda, o CINE 104 promoverá na segunda feira, 09 de dezembro, uma mostra com filmes de Carlos Adriano, importante realizador e pesquisador do cinema nacional. Doutor em Estudo dos Meios e da Produção Mediática (USP, 2008), Pós-Doutorado em Comunicação e Semiótica (PUC-SP, 2014); Pós-doutorado em Meios e Processos Audiovisuais (USP, 2017), Carlos Adriano tem uma trajetória de realização cinematográfica diversa e intensa, com instalações e filmes tendo sido exibidos em espaços de prestígio da arte mundial como o Moma de Nova York e no Tate Modern Museum de Londres.
A sessão exibirá 05 curtas realizados por Carlos Adriano, convidado o público a entrar em contato com um trabalho plural que extrapola a realização cinematográfica de filmes convencionais, mas também apresentando trabalhos mais experimentais. Desde 1989, Adriano realizou 19 filmes, como “Remanescências” (1997; coleção New York Public Library) e “A Voz e o Vazio: a Vez de Vassourinha” (1998; Melhor Curta Metragem Documentário no 36º Festival de Chicago).
BACURAU
Nos dias 11 e 12 de dezembro, às 19h30, o CINE 104 promove duas sessões de “Bacurau”, filme mais premiado e cultuado do cinema nacional neste ano. O recorte da película escolhida se deu por meio da sugestão particular de 07 jornalistas especialistas da área de cultura de Belo Horizonte, que apontaram 05 longas de destaque no ano que merecem ser vistos ou revistos.
O longa conta a história dos moradores de um pequeno povoado localizado no sertão, chamado Bacurau. Após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores percebem algo estranho na região. Eventos sinistros começam a acontecer e eles chegam à conclusão de que estão sendo atacados e que precisam criar, juntos, uma forma de se defenderem.
Encerrando a programação de 2019, o CINE104 fecha um ciclo com o filme reponsáve pela reinauguração do espaço: “My Name Is Now – Elza Soares”, de Elizabete Martins Campos. Na sexta-feira (13 de dezembro) em sessão dupla, às 18h e 19h30, o público poderá assistir ao documentário sobre a cantora, compositora e atriz ícone da cultura brasileira é um filme poético onde Elza fala de seu passado, suas dores e seu sucesso.
SESSÃO ACESSIBILIDADE
Outra notícia de destaque é a programação de acessibilidade e inclusão promovida pelo CINE104 que realizará, nos dias 06 e 13 de dezembro, sessões de cinema voltadas para o público com deficiências auditivas e visuais. Abrindo estas atividades com a exibição do filme “O Que Está Por Vir”, de Mia Hansen-Love, na sexta-feira (06/12), às 19h30, o espaço promoverá a exibição do longa com legendas descritivas por closed caption, descrições da narrativa e libras para pessoas com deficiência auditiva e/ou visual.
Na trama, acompanhamos Nathalie, vivida pela fantástica atriz francesa Isabelle Huppert, que é professora de filosofia numa escola em Paris. Ela vive com seus dois filhos que pouco vê e o marido Heinz, seu companheiro há 25 anos. Além deles, Nathalie convive com seus ex-alunos e com sua mãe, extremamente possessiva. Um dia, Heinz anuncia que está deixando-a por outra mulher. De repente, Nathalie se percebe em completa liberdade e tem de reinventar sua vida.
Na sexta-feira seguinte, 13 de dezembro, o filme escolhido será “My Name Is Now – Elza Soares”, dirigido por Eliabete Martins Campos. O documentário aborda de forma poética e tocante a trajetória e vida da cantora, compositora e atriz, Elza Soares, um ícone da cultura brasileira, mostrando a artista falando de seu passado, suas dores e seu sucesso. O filme será exibido em sessão dupla, às 18h e às 19h30, ambas com legenda descritiva e libras, para pessoas com deficiência auditiva, com descrição narrativa do filme nos momentos sem fala, acessibilizando a experiência do cinema para pessoas com deficiência visual.
A reinauguração do CINE 104 é uma realização viabilizada pelo Ministério da Cidadania e Lei de Incentivo à Cultura.
Filmes:
- sem título #1: Dance of Leitfossil (2013-2014; 5min30seg): O improvável duo de um fado para o saudoso convidado. Justa posição poética. Aproximação de realidades distantes da imagem sobrevivente. Musas da memória (MnemoCyne) saúdam a saudade. Da série "Apontamentos para uma AutoCineBiografia (em Regresso).
- sem título # 3 : E para que Poetas em Tempo de Pobreza? (2015-2016; 13 min): Algumas considerações (im)prováveis e (im)ponderáveis sobre a (im)pertinência e o (não)lugar da poesia em nossos tempos. Um ensaio poético? Um manifesto poético? Uma (in)apropriação poética?
- Sem título #4: Apesar dos Pesares, na Chuva há de Cantares (2017-2018; 29min): Um poema épico com trechos de 99 filmes produzidos entre 1903 e 2014, ao redor do motivo da chuva cinematográfica e de lugares comuns tornados incomuns sobre questões humanas como o júbilo e a dor, a vida e a morte.
- sem título # 5 : A Rotina terá seu Enquanto (2018-2019; 10 min): Um found footage kino haikai sobre o último filme do diretor japonês Yasujiro Ozu (1903-1963) – “A Rotina tem seu Encanto” (1962). Além dos elementos do filme-testamento do mágico de Ozu, a montagem articula imagens da filmagem (Ozu dirigindo planos do filme) e uma filmagem original rodada em 2018 durante uma viagem de trem entre Ouro Preto e Mariana e durante um sol nascente em Salvador.
- Festejo Muito Pessoal (2016, 8 min 33 seg): Ensaio poético de found footage inspirado no artigo “Festejo muito pessoal” de Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977). Em seu último texto, póstumo, o autor faz um balanço crítico de suas relações com o cinema brasileiro e da urgência da preservação de filmes. Apropriam-se fragmentos de filmes brasileiros (1924-1931) citados por ele e trechos de filmes de Jean Vigo. Na trilha sonora, músicas recolhidas pela Missão de Pesquisas Folclóricas organizada por Mário de Andrade em 1938. Filme de encomenda para o centenário de Paulo Emílio Salles
Foto: Divulgação
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