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Banda Black Rio traz show de turnê dos 40 anos para Belo Horizonte

Black Rio 40 Anos: fusão explosiva de ritmos e de gerações A Banda Black Rio completa em 2017 os 40 anos do seu primeiro disco, e celebra a data como tem de ser: com a fusão de funk, soul, jazz e samba que lhe garantiu lugar de destaque na música brasileira e internacional, embalados em um novo álbum. Em "Black Rio 40 Anos" estão, além de músicas novas, regravações de sucessos (Miss Cheryl e Cravo e Canela) e uma versão em inglês do hit Carrossel. A postura de defesa da identidade negra se mantém viva na BBR na faixa Ana de Ileaiê, um samba-funk sobre a mulher afrobrasileira, inspirado em uma amiga do líder da BBR, William Magalhães. América do Sul também está de volta, com o peso das temáticas do abuso de poder, criminalidade e desigualdade social. "Black Rio 40 Anos" traz Gerson King Combo, Paula Lima, Azymuth, Heidi Vogel, Alba Santos e Angelica Sansone como convidados. Durante essa turnê a banda se apresentará com o Frontman Jadiel Oliveira considerado um dos melhores intérpretes da Black Music dos últimos anos. O show em BH acontecerá no dia 9 de dezembro, n’A Autêntica (Rua Alagoas 1172 – Savassi), a partir das 22h. A noite contará com show de abertura da banda Cromossomo Africano e discotecagem do DJ a CoisaOs ingressos custam: / Antecipado (primeiro lote) 40$ / Antecipado (segundo lote) 50$ / Portaria 60$

 

O surgimento

A Banda Black Rio surgiu no fim dos anos 1970, em um cenário onde a música negra representava mais que um ritmo. Até aquele momento, barreiras tanto físicas quanto culturais separavam essa população dos bairros da Zona Sul carioca. Inspirados pelo movimento black power norte-americano, os jovens dos subúrbios passaram a buscar formas de expressão, desde a música e o estilo de vestir até a política. O chamado Movimento Black Rio crescia nos subúrbios cariocas, reunia milhares de pessoas nos bailes e se espalhava pelo país, buscando afirmação da raça negra. As gravadoras se ouriçaram com a nova onda, e a WEA conseguiu montar a sua banda com instrumentistas renomados: a Black Rio

 

A estreia foi em 1977 com "Maria Fumaça", tendo o saxofonista Oberdan Magalhães - pai de William - à frente da banda. Oberdan tocava com os principais artistas da época, integrava o casting das gravadoras e fazia arranjos para a televisão. Além disso, buscava uma fusão universal da música negra. A BBR tinha tudo para dar certo. A faixa-título de "Maria Fumaça" atingiu um estilo único, tornando-se um marco da música instrumental brasileira. Como tema de abertura da novela Locomotivas, da TV Globo, o sucesso veio rapidamente. Em 1978 foi lançado "Gafieira Universal", seguido do álbum "Saci Pererê" (1980), em que a faixa-título é uma composição de Gilberto Gil. Nessa época, a Black Rio foi comparada a bandas como Kool and the Gang e Earth, Wind and Fire, inovadoras do black-pop. A BBR ainda participou do projeto "Bicho Baile Show" (1977), de Caetano Veloso. O músico baiano procurava uma banda de peso para dar um ritmo dançante ao seu show, e todos os caminhos levaram à Black Rio.

A dimensão que o Movimento Black Rio conquistou no final da década de 1970, no entanto, despertou críticas sobre seu caráter "estrangeiro". Um jornal publicou uma crítica ao trabalho de Caetano, definindo-o como uma "malsucedida incursão ao alienado clima" dos subúrbios cariocas. Nem Caetano nem Gil, que havia lançado "Refavela", escaparam do patrulhamento aos blacks. A música brasileira negra autêntica, para alguns, era o samba. Havia ainda o temor de setores sociais e do governo militar de que a conscientização social e política dos subúrbios levasse à luta armada. A solução foi aumentar a repressão aos shows e bailes, grandes sucessos na época, que tinham, vale lembrar, Gerson King Combo entre seus principais artistas. As gravadoras, até então surfando no black, se voltaram à disco music, caminho seguido por parte dos artistas do movimento, que por fim se esvaziou. A trajetória da BBR foi interrompida em 1984, com a morte de Oberdan, e retomada em 2000 por William, que é produtor musical, pianista e arranjador. A decisão de trazer a BBR de volta veio após William observar a influência da banda em artistas internacionais e de ver o primeiro vinil à venda em Londres. O primeiro álbum dessa nova fase, "Movimento" (selo Regata), traz um som mais encorpado e amplia o espaço para os vocais, mostrando a atualização aos novos tempos sem abandonar a estética original.

 

A Black Rio é: William Magalhães - piano, vocais, arranjos Jadiel Oliveira - vocal principal Ed Menezes - baixo Agenor de Lorenzi - teclados Alvaro "Guitarreiro" Alves - guitarras Angélica - vocais Thiago Silva - bateria Paulo Jordão - trompete Rodrigo Bento - sax tenor François de Lima – trombone

Vídeos

TV Cultura@ Programa Ensaio : https://www.youtube.com/watch?v=-phKrKnfGpI

Showlivre & Black Rio : https://www.youtube.com/watch?v=bWTkyKq2n-w

Foto: Marco Aurelio Prates

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