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Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais apresentam Grupo Corpo
Grupo Corpo anuncia temporada popular no Cine Theatro Brasil Vallourec, com Parabelo e Gira
Depois de apresentar no Palácio das Artes seu mais novo trabalho, Primavera, o Grupo Corpo retorna aos palcos da cidade com a sua já tradicional temporada de final de ano, apresentando em programa duplo os espetáculos Parabelo e Gira.
A curta temporada com preços populares acontece de 16 a 19 de dezembro no Cine Theatro Brasil Vallourec.
PARABELO
Coreografia: Rodrigo Pederneiras
Música: Tom Zé e José Miguel Wisnik
Cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras
Figurino: Freusa Zechmeister
Iluminação: Paulo Pederneiras
A inspiração sertaneja e a transpiração pra lá de contemporânea da trilha composta por Tom Zé e José Miguel Wisnik para Parabelo, de 1997, permitiram ao coreógrafo do Grupo Corpo dar vida àquela que ele mesmo define como a “a mais brasileira e regional” de suas criações.
De cantos de trabalho e devoção, da memória cadenciada do baião e de um exuberante e onipresente emaranhado de pontos e contrapontos rítmicos, emerge uma escritura coreográfica que esbanja jogo de cintura e marcação de pé, numa arrebatadora afirmação da maturidade e da força expressiva da gramática construída ao longo de anos pelo arquiteto de Missa do Orfanato e Sete ou Oito Peças para um Ballet.
A estética dos ex-votos de igrejas interioranas inspira Fernando Velloso e Paulo Pederneiras na composição dos dois painéis, de 15m X 8m, que dão sustentação cenográfica ao espetáculo.
Com a intensidade das cores velada por um tule negro e revelada somente no espaço exíguo e imperativo das sapatilhas, a figurinista Freusa Zechmeister cria o jogo de luz e sombra que veste os bailarinos na primeira parte de Parabelo, enquanto na reta final e explosiva do balé as malhas se libertam do véu, alardeando a temperatura jubilosa e alta de suas cores.
GIRA
Coreografia: Rodrigo Pederneiras
Música: Metá Metá
Cenografia: Paulo Pederneiras
Figurino: Freusa Zechmeister
Iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras
Os ritos da umbanda – a mais cultuada das religiões nascidas no Brasil, resultado da fusão do candomblé com o catolicismo e o kardecismo – são a grande fonte de inspiração da estética cênica de Gira.
Exu, o mais humano dos orixás – sem o qual, nas religiões de matriz africana, o culto simplesmente não funciona – é o motivo poético que guia os onze temas musicais criados pelo Metá Metá para Gira.
Mergulhar no universo das religiões afro-brasileiras para se alinhar ao tema proposto pelo Metá Metá foram as primeiras providências dos criadores do Grupo Corpo. Mas engana-se quem pensa que vai assistir a uma representação mimética dos cultos afro-brasileiros. Alimentado pela experiência em ritos de celebração tanto do candomblé quanto da umbanda (em especial as giras de Exu), Rodrigo Pederneiras (re)constrói o poderoso glossário de gestos e movimentos a que teve acesso.
Concebido como uma instalação, o não-cenário assinado por Paulo Pederneiras cobre com o mesmo tule negro os corpos dos bailarinos sempre que estão fora da cena, transformando-os em éter, e as três paredes da caixa-preta, criando uma ilusão quase espectral de infinito.
Nos figurinos, Freusa Zechmeister adota a mesma linguagem para todo o elenco, independente do gênero: torso nu, com a outra metade do corpo coberta por saias brancas de corte primitivo e tecido cru.
PARABELO E GIRA
16 a 19 de dezembro
[quinta a sábado 20h30 • domingo 19h]
Cine Theatro Brasil Vallourec
Ingressos: 30,00 inteira • 15,00 meia
na bilheteria do teatro - tel: 3201.5211 e online: www.eventim.com.br
Abertura da bilheteria: 09/12 ao meio-dia
Classificação indicativa: 14 anos
Duração do espetáculo: 1h45m
Foto: José Luiz Pederneiras
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