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SARA NÃO TEM NOME ABRE A EXPOSIÇÃO “SITUAÇÕES” NO MEMORIAL VALE
A multiartista Sara Não Tem Nome abre a exposição “Situações” no Memorial Vale no dia 14 de dezembro, sábado, às 11 horas, concluindo o ciclo 2019-2020 do Edital de Novos Artistas Mineiros do Memorial Minas Gerais Vale. Além de artista plástica, Sara é cantora, compositora e performer. “Situações” será sua primeira exposição individual, com obras representativas de seu universo criativo múltiplo, em que diversas linguagens como música, fotografia, videoclipe, poesia, fotoperformance, video e livro se colocam em contato. O Comitê de seleção do Edital foi formado por Júlio Martins, Maria Angélica Melendi, Wagner Tameirão, Gabriela Brasileiro e Gustavo Rodrigues. A exposição fica até o dia 21 de fevereiro. A entrada é gratuita e no horário de funcionamento do Memorial. O Memorial Vale fica na Praça da Liberdade, 640, esquina com Gonçalves Dias.
Sara
Sara Não Tem Nome nasceu em Contagem, Minas Gerais, em 1992. É graduada em Artes Visuais pela
Escola de Belas Artes da UFMG. Transita entre as artes visuais, a música, a performance e o cinema. Desde 2009 vem participando de mostras, festivais, residências e exposições nacionais e internacionais.
Em 2015, durante residência artística na Red Bull Station (SP), produziu e lançou o “Ômega III”, que recebeu o prêmio Dinamite de melhor álbum de música pop. Em 2017, ganhou o prêmio de melhor videoclipe e melhor música no Festclip (SP). Em 2019, foi premiada no Festival da Canção de Ouro Preto (MG) e no edital Natura Musical, para produção de seu próximo álbum “A situação”. Já realizou shows no Brasil, Portugal e Finlândia. Seus trabalhos artísticos fazem parte do acervo do Museu de Arte do Rio (MAR), Museu da Pampulha (MAP) e da Red Bull (SP). É integrante da banda Tarda.
Situações
As ações e formas híbridas com que Sara Não Tem Nome produz suas narrativas e experimentos dão protagonismo à presença de seu corpo-imagem, constantemente um elemento problematizador e revelador dos contextos nos quais se insere. Interessa também à Sara vivenciar e gerar situações de escuta, ocupação e resposta ao seu entorno mais próximo e cotidiano, principalmente em suas fotoperformances. Também no vídeo Eu robô, as narrativas e as performances que se sucedem dão conta de suas estratégias na construção poética de tais situações. Como num passeio em que Sara carrega alfaces na coleira, ou dentro de um ônibus, em que está vestida somente com um bustiê de plástico que imita seios femininos, na mesma cor de sua pele. Em outras ações do vídeo, a artista se banha com farinha de trigo, acende um cigarro enrolado numa página de livro de autoajuda, alfineta uma boneca com seu nome bordado. Muitos desses expedientes refletem o que vai sendo narrado com voz em off, num tom quase confessional, ainda que todos os textos se originem de um software que mapeou e reconfigurou todas as publicações realizadas pela artista em seu Facebook para, em seguida, fornecer novas formatações dos textos.
Esses novos enunciados, que beiram à escrita dadaísta e que a artista considera poemas gerados pela máquina em coautoria consigo, são interpretados nas narrativas do vídeo e também compilados em um livro de artista. Para Sara Não Tem Nome, aleatoriedade e acaso são recursos para provocar estranhamento e sugerir ressignificação de gestos e posições naturalizadas.
Foto:Divulgação
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