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Laboratório criativo itinerante já apresentou conceitos de arte e tecnologia a mais de dois mil visitantes em Minas Gerais
Projeto “Hacklab Volante” apresenta visitas a um micro-ônibus colorido e recheado de equipamentos interativos, além de oficinas
Em Dores do Indaiá, uma das oito cidades mineiras por onde o projeto “Hacklab Volante” já passou nesse segundo semestre, o idealizador e artista plástico Fred Paulino temeu frustrar as expectativas de uma cadeirante na fila de espera para conhecer o laboratório sobre rodas. Para receber a parafernália, o interior do micro-ônibus sofreu várias adaptações, inclusive de espaço.
“O processo de montagem foi muito minucioso, mas com a perda de uns poucos centímetros no corredor de entrada, pensei que não seria mais possível a acessibilidade por cadeira de rodas. Mas tudo deu certo e a garota cadeirante visitou o interior do ônibus e interagiu com as obras. Foi um dos momentos mais emocionantes de nossa turnê”, registra Fred, que acaba de estacionar o seu laboratório itinerante em Itatiaiuçu, que receberá o projeto de 5 a 12 de dezembro.
Cada parada, segundo ele, é única, recheada de histórias incríveis que chamam a atenção para pessoas ávidas de conhecimento e interatividade. Foram mais de 2 mil visitantes no ônibus – um antigo ônibus escolar customizado – em 40 dias. Nas oficinas oferecidas aos estudantes de escolas públicas, outra frente do “Hacklab Volante”, foram 600 participantes mirins.
O projeto, que mistura conceitos da mecânica e da eletricidade com a arte, começou a sua jornada em 7 de outubro, na cidade de Santos Dumont, na Zona da Mata de Minas Gerais. Depois seguiu para Mateus Leme, Bom Despacho, Dores do Indaiá, Martinho Campos, Quartel Geral e Abaeté. “Cada comunidade representa um microcosmo diferente, mas quando as pessoas entram no ônibus, a realidade fica lá fora, substituída pela emoção e uma certa magia”, analisa Fred.
O “Hacklab Volante oferece um conjunto de atividades artísticas e educativas de caráter inovador que abordam o uso da tecnologia e sua história, além das questões da sustentabilidade – com a reutilização de materiais – e da improvisação popular. É assim que nasceu um dos símbolos do projeto, o “businho”, colar que reproduz a parte frontal de um ônibus, produzido durante oficinas em escolas nas cidades por onde passa o projeto.
Para Fred, o ônibus se provou o grande personagem dessa jornada. “Ele é agregador. As pessoas simpatizam com ele. Digo que é uma plataforma de engajamento offline pois, por onde passa, atiça a curiosidade e o envolvimento da comunidade. Todos querem saber o que é aquilo e se comunicar, refletir, experimentar, compartilhar... A figura do ônibus é simpática, mas sem ser ingênua”, define Fred.
O idealizador saliente que, ao aplicar os conceitos da Gambiologia – movimento que ajudou a criar em 2008, em Belo Horizonte, e que estuda a gambiarra para aplicação na arte eletrônica, o projeto busca discutir a tecnologia como “ferramenta de transformação social, estimulando o pensamento crítico, a experimentação estética, e promovendo o acesso para que as pessoas possam compreender melhor o universo técnico".
Próximas datas:
Itatiaiuçu
5 de dezembro a 12 de dezembro
5 a 08/12 – oficinas
10, 11 e 12/12 – visitas ao ônibus
Local: Praça Antonio Quirino da Silva
Itaúna
13 de dezembro a 17 de dezembro
13 e 14 – oficinas
15, 16 e 17/12 – visitas ao ônibus
Local: Poliesportivo JK
Foto: Hacklab Volante
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