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Por dentro da Antártica: sítio arqueológico conta a história dos primeiros humanos a habitarem o continente gelado
Réplicas em tamanho real simulam moradias feitas com costelas e vértebras de baleia na Expedição Antártica, exposição do Espaço do Conhecimento UFMG
Vindas de todos os cantos do mundo, embarcações de variados tamanhos atravessavam os mares gélidos da Antártica em busca dos mamíferos marinhos que habitavam aquelas águas. A caça de focas, baleias, elefantes e lobos-marinhos era o principal interesse dos desbravadores, os primeiros humanos a pisarem no continente, no fim do século 18 e início do século 19.
Apesar de pioneiros, esses caçadores permanecem à margem das narrativas oficiais sobre a Antártica. Mas, mesmo silenciados, os vestígios e as memórias dessas pessoas ecoam no tempo e, agora, serão recontadas no Sítio Arqueológico da Expedição Antártica, nova exposição do Espaço do Conhecimento UFMG em parceria com a Unimed-BH e o Instituto Unimed-BH. A mostra fica em cartaz até abril de 2018.
A seção é uma réplica em tamanho real do Sítio Punta Elefante 2, localizado na Península Byers, na Ilha Livingston, onde a equipe do projeto de pesquisa Paisagens em Branco, do Departamento de de Antropologia e Arqueologia da UFMG, desenvolve estudos sobre arqueologia e antropologia polar. Nesse local, um dos mais preservados encontrado pelo grupo, há vestígios de grupos de baleeiros, foqueiros e lobeiros que ali realizavam atividades cotidianas de alimentação, lazer e habitação.
Na falta de muitos recursos, os caçadores recorriam ao improviso: vértebras de baleias se transformavam em bancos, enquanto mandíbulas e costelas serviam de telhados para as moradias improvisadas. Além das réplicas, sons e imagens compõem o cenário, que convida o público a explorar o ambiente mais inóspito do planeta.
Expedição Antártica foi desenvolvida em conjunto com as equipes dos projetos de pesquisa da UFMG MycoAntar, Paisagens em Branco eMediAntar, que realizam estudos de biologia, arqueologia e antropologia e medicina polar, respectivamente. A Universidade mineira é a que mais tem pesquisas no local entre instituições brasileiras, o que tem rendido bons resultados, pouco conhecidos pela população.
O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o museu é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço está subordinado à Diretoria de Ação Cultural (DAC) da universidade, é amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH.
Foto: Divulgação
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