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Expedição Antártica: nova exposição do Espaço do Conhecimento revela espécies que sobrevivem ao frio extremo

Elefantes marinhos, focas, baleias e vários tipos de pinguins têm vantagens biológicas que permitem uma vida tranquila no continente mais gélido do mundo

Neste verão, a temperatura de Belo Horizonte diminuirá com a chegada da exposição Expedição Antártica no Espaço do Conhecimento UFMG. A partir de 7 de dezembro, será possível embarcar em uma viagem pelo continente mais frio e afastado do resto do mundo. Mas se engana quem pensa que a Antártica é habitada apenas por blocos de gelo. Ela pode ser inóspita para os seres humanos, mas abriga muitas espécies de animais, plantas e micróbios.

Na Expedição Antártica, os visitantes vão conhecer as espécies que conseguem sobreviver nas terras mais gélidas do planeta, com média de temperatura de -10 ºC no verão. Pelo menos cinco tipos diferentes de pingüins vivem por ali, como o Papua, ave extremamente rápida que alcança velocidade de até 36 km/h e mergulha até 100 metros de profundidade para se alimentar de peixes e crustáceos. O Pinguim Imperador, por sua vez, tem penas multicoloridas que ajudam no isolamento térmico, fazendo com que seja possível a reprodução em temperaturas de até -40 °C.

Tantos tipos de pinguins convivem com a Foca-de-Weddell, que se alimenta e se acasala na água fria da Antártica, dando luz aos filhotes sobre o gelo. No inverno, ela vive e dorme na água, pois a temperatura é mais agradável do que na superfície, em torno de -2 ºC. É lá que também ficam os elefantes marinhos, que passam cerca de 80% da vida nadando e podem ficar sem respirar por até 80 minutos em mergulhos de até 800 metros de profundidade.

Ao lado deles, é possível cruzar com a baleia Orca, que está no topo da cadeia alimentar do continente. Já a baleia Jubarte fica na Península Antártica durante o verão, onde se alimenta, e migra até o Equador ou à costa mexicana para se reproduzir no inverno.

Excursão pelo gelo

Várias curiosidades sobre essa população de animais que vive bem adaptada ao frio extremo estão em exposição na Expedição Antártica, uma parceria com a Unimed-BH e o Instituto Unimed-BH que fica em cartaz até abril de 2018. A mostra foi desenvolvida em conjunto com as equipes dos projetos de pesquisa da UFMG MycoAntar/MicroPolar INCT Criosfera, Paisagens em Branco e MediAntar, que realizam estudos de biologia, arqueologia e medicina polar, respectivamente. A Universidade mineira é a que mais tem pesquisas no local entre instituições brasileiras, o que tem rendido bons resultados, pouco conhecidos pela população.

O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o museu é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço está subordinado à Diretoria de Ação Cultural (DAC) da universidade, é amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH.

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