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Espetáculo da Escola de Dança do Cefart reúne coreografias que abordam questões da atual política do país e as urgências da juventude
Para encerrar o semestre do Curso Básico e do Curso Técnico em Dança do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, a Fundação Clóvis Salgado promove espetáculo que reúne as coreografias Primeiramente... fora tudo que nos oprime e De amor é que somosfeitos, com direção de Rosa Antuña; e a estreia de Opus por 8, criação do coreógrafo Rodrigo Giése.
As montagens, que reúnem aproximadamente 150 alunos, abordam temas urgentes da juventude, como afetividade amorosa, identidade de gênero, ocupações estudantis e as recentes decisões políticas na área social. Alunos da Escola de Música farão participação especial, executando a trilha sonora ao vivo.
Essa atividade busca estimular e orientar a vivência dos alunos em um ambiente artístico profissional. Orientados por professores com diferentes perfis artísticos, a proposta é fazer com que os estudantes possam, acima de tudo, experimentar a rotina de produção em um grande espaço cênico.
“Muito mais do que coroar o trabalho realizado, o espetáculo nos permite criar um ambiente que amplia o aprendizado do aluno, já que ele entra em contato direto com todo o complexo processo de produção de um grande espetáculo”, diz Bete Arenque, coordenadora do Curso de Dança do Cefart. Bete também aponta que a vivência com profissionais com bagagens distintas colabora para a formação artística dos estudantes. “É a chance que eles têm de se conectar com artistas que têm uma longa e bela trajetória na dança”, comemora.
Amor, Política e outras inspirações – As coreografias selecionadas são criações individuais dos coreógrafos convidados. Em De amor é que somos feitos, os alunos do último ano do Curso Básico resgatam a afetividade por meio de movimentos leves e sutis. Com idades entre 7 e 16 anos, os bailarinos propõem ao público um reencontro com a empatia, explica a coreógrafa. “Com o passar dos anos, vamos nos afastando da própria natureza afetiva. Então, trabalhar esse conceito com os alunos é potencializar o amor pelo outro, o afeto, o carinho”, pontua Rosa Antuña.
Já em Primeiramente... fora tudo que nos oprime, jovens entre 15 e 23 anos colocam a dança como protagonista de temas urgentes da sociedade. Questões de identidade de gênero, homossexualidade e ocupações estudantis despertam a atenção e a consciência da turma do 3º ano do Curso Técnico. Para Rosa Antuña, essa coreografia é um reflexo das ruas. “Os alunos entenderam o chamado dos movimentos sociais e perceberam que a arte precisa acompanhar e refletir os anseios da sociedade. Até mesmo os movimentos dessa montagem são mais densos”, aponta.
Encontros, resistência e insistência – Criação do bailarino Rodrigo Giése, em parceria com os alunos do Curso Técnico em Dança, o espetáculo Opus por 8 aborda o processo de formação em dança.
Dividia em três momentos, a coreografia reúne oito bailarinos para contar diferentes passagens de suas trajetórias. Com analogias à insistência e à resistência da turma em permanecer dançando, apesar de todas as adversidades presentes na vida de cada um, Opus por 8também é uma coreografia que celebra o último encontro desses alunos antes de concluírem o Curso Técnico do Cefart.
Sobre o Cefart – O Centro de Formação Artística e Tecnológica, referência na formação artística em uma instituição pública, promove certificação e diplomação de competências profissionais nas áreas de teatro, dança, música, artes visuais e tecnologia do espetáculo em cursos de Formação Inicial e Continuada, Livres, Técnicos, e atividades de extensão destinadas a formação de público e aperfeiçoamento profissional. Integra a política do Governo de Minas de fomento à formação em arte.
Foto: Paulo Lacerda
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