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Filarmônica de Minas Gerais recebe o violinista brasileiro Guido Sant´Anna, vencedor do concurso internacional de violino Fritz Kreisler 2022

Concerto, com regência do maestro Fabio Mechetti, também terá a participação do Principal Percussionista da Orquestra, Rafael Alberto

O violinista brasileiro Guido Sant’Anna, vencedor do concurso internacional de violino Fritz Kreisler 2022, realizado em setembro último, faz sua estreia com a Filarmônica de Minas Gerais executando duas obras: o belo Canto de inverno do virtuose compositor, violinista e maestro belga Ysaye e a Tzigane de Ravel no dia 3 de dezembro, às 18h, na Sala Minas Gerais. O Principal Percussionista da Orquestra, Rafael Alberto, explora a obra Rebonds B, de Xenakis, em celebração ao centenário do compositor grego. Ainda no programa, a obra Celebração, da norte-americana Ellen Zwilich. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. A série “Fora de Série”, neste ano, é inspirada nas letras do alfabeto, trazendo as imensas possibilidades existentes de A a Z no universo dos compositores. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.

De acordo com as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara é recomendado na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocinadores: Supermix e ArcelorMittal. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; e na Dinamarca, a Filarmônica de Odense.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

Em 2022, fez sua estreia com a Filarmônica do Teatro Colón, em Buenos Aires, e com a Orquestra Sinfônica Nacional da Colômbia, em Bogotá.

Rafael Alberto, percussão

Rafael Alberto é Percussionista Principal da Filarmônica desde 2011. Natural de Santos (SP), iniciou seus estudos formais em música no Conservatório de Tatuí, sob orientação de Javier Calvino e Luis Marcos Caldana. Seguiu na Universidade Estadual Paulista (Unesp), graduando-se sob orientação de John Boudler, Carlos Stasi e Eduardo Gianesella. Em 2011, concluiu seu mestrado em Música pela Stony Brook University, em Nova York, como aluno de Eduardo Leandro. Integrou a Orquestra Sinfônica de Stony Brook e o Contemporary Chamber Players, grupo especializado em música dos séculos XX e XXI. Em 2014, participou do 33º Cloyd Duff Timpani Masterclass, na Universidade de Georgia (EUA). Juntamente com Leonardo Gorosito, é membro-fundador do Desvio, grupo dedicado a compor e interpretar novas peças para percussão. O duo tem dois discos de composições autorais, sendo o segundo, Brazilian Rhythms, lançado pelo selo Naxos. Suas peças têm sido executadas por músicos de países como Inglaterra, França, Bélgica, Japão, Singapura, Dinamarca e Estados Unidos. Como solista junto à Filarmônica, Rafael executou o Concerto para vibrafone, de Ney Rosauro, em 2012; o Concerto para vibrafone, de Villani-Côrtes, em 2017; e Rebonds B, de Xenakis, em 2022.

Guido Sant´Anna, violino

Aos dezessete anos, o paulistano Guido Sant´Anna foi o grande vencedor do 10º Concurso Internacional de Violino Fritz Kreisler, em setembro de 2022, em Viena. Guido começou a estudar o instrumento aos cinco anos, em casa, com a mãe e os irmãos, e teve seu talento reconhecido aos sete anos, pelo maestro Julio Medaglia. A partir daí, tornou-se aluno de Elisa Fukuda, obtendo bolsa da Fundação Magda Tagliaferro e, em seguida, patrocínio da Cultura Artística. Foi finalista do programa Prelúdio aos oito anos e, aos dez, conquistou o segundo lugar no 16º Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio. Aos doze anos executou seu primeiro concerto, a Sinfonia Espanhola de Lalo com a Sinfônica de Piracicaba, e, posteriormente, o Concerto para violino de Katchaturian com a Bachiana Filarmônica, na Sala São Paulo. Aos treze anos, foi o primeiro sul-americano a ser selecionado para a Competição Menuhin; ficou em sexto lugar e levou os prêmios do Público e de Música de Câmara. Desde então, participa do The Perlman Music Program. Venceu também o Prêmio Jovens Talentos 2018 da Revista Concerto e o Prêmio Jovens Solistas 2021 da Osesp.

Repertório

Iánnis Xenákis (Braila, Romênia, 1922 – Paris, França, 2001) e a obra Rebonds B (1987/1989)

Yannis Xenákis foi um compositor, arquiteto e matemático grego. Criou sua obra a partir de fundamentos físicos e matemáticos, sendo responsável pela proposição de teorias musicais que dialogam com as estéticas contemporâneas, porém, seguiram um caminho próprio: a música estocástica e a música simbólica. Sua formação, tanto musical como em Engenharia e Arquitetura, foi marcada pela turbulência política em seu país, durante e após a Segunda Guerra Mundial. Foi perseguido, preso e se feriu gravemente em um conflito, tendo que deixar a Grécia com destino à França. Nesse país, trabalhou como engenheiro e arquiteto no escritório de Le Corbusier, sempre mantendo, paralelamente, a composição e o estudo da música. A partir de 1959, passou a se dedicar inteiramente ao ofício de compositor. Seu estilo inovador provocou estranhamentos, mas o importante estímulo de Olivier Messiaen o encorajou a afastar-se das regras clássicas da música e criar a partir do seu conhecimento em matemática e arquitetura. Rebonds para percussão solo é uma peça em dois movimentos (A e B) escrita para o percussionista argelino Sylvio Gualda e referência no repertório para percussão. No centenário do seu nascimento, o trabalho de Xenákis é lembrado no mundo todo.

Eugene Ysaye (Liège, Bélgica, 1858 – Bruxelas, Bélgica, 1931) e a obra Canto de inverno, op. 15 (1929)

Violinista, regente e compositor, Eugene Ysaye estudou com Wieniawski e Vieuxtemps. Virtuoso e apaixonado, foi intérprete de todos os grandes compositores para violino do seu tempo, que lhe dedicaram obras solistas. Como instrumentista, combinou sua técnica impecável e sonoridade marcante com a liberdade de interpretação. Como compositor, mostrou originalidade, indo além do virtuosismo puro. Uma de suas composições mais conhecidas, o Poema de inverno faz parte de um grupo chamado de poemas para violino.

Maurice Ravel (Ciboure, França, 1875 – Paris, França, 1937) e a obra Tzigane (1924)

Tzigane é, nas palavras de Ravel, “uma peça virtuosística composta no estilo de uma rapsódia húngara”. Esta breve definição parece sintetizar com precisão essa obra vibrante, dedicada à húngara Jelly d’Arányi. No dia 13 de março de 1924, ele escreveu-lhe uma carta; faltava pouco mais de um mês para a estreia e a obra ainda não estava pronta: "Você terá tempo de vir a Paris em duas ou três semanas? Se sim, eu gostaria de contar-lhe sobre Tzigane, que estou escrevendo especialmente para você, que lhe será dedicada, e que irá substituir a minha sonata, temporariamente abandonada, para o concerto de Londres. (...) Algumas passagens produzirão efeitos brilhantes, desde que sejam possíveis de ser executadas – disso eu nunca tenho certeza". Ravel tinha uma paixão incurável pela música de outros povos. Incorporou referências, reais ou imaginárias, de várias culturas, tais como a espanhola, hebraica, chinesa e cigana, assim como da Grécia Antiga e do Oriente Fantástico. Para compor a Tzigane, suas fontes de inspiração foram, principalmente, a escrita virtuosística de Paganini e de Sarasate, e o colorido exótico das Rapsódias Húngaras de Liszt.

Ellen Zwilich (Miami, Estados Unidos, 1939) e a obra Celebração (1984)

A norte-americana Ellen Zwilich carrega muitas honras em sua carreira. Para citar apenas algumas, foi a primeira mulher a receber o prêmio Pulitzer de composição, em 1983, com sua Sinfonia nº 1. Foi a primeira pessoa a ocupar a cadeira de compositora no Carnegie Hall (1995/1999) e a primeira mulher a concluir doutorado em Música na Juilliard School. Possui uma enorme lista de premiações e reconhecimentos. Trabalhou com o maestro Leopold Stokowski como membra da American Symphony Orchestra, entre 1965 e 1972, numa época em que havia poucas mulheres em orquestras. Ellen Taafe Zwilich possui uma vasta obra para grande orquestra e grupos de câmara, sinfonias, concertos para instrumentos solistas, peças vocais, corais e balé. Recebe numerosas encomendas e tem sua obra interpretada pelas principais orquestras do seu país e grupos estrangeiros. Começou a compor ainda criança e estudou piano, violino e trompete. Foram seus professores Ivan Galamian, Elliott Carter e Roger Sessions. Sua obra Celebração para orquestra foi comissionada pela Orquestra Sinfônica de Indianápolis para a inauguração do Circle Theatre, em 1984.

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Fora de Série – De Xenakis a Zwilich
3 de dezembro – 18h
Sala Minas Gerais
Fabio Mechetti, regente
Rafael Alberto, percussão
Guido Sant´Anna, violino
XENAKIS Rebonds B
YSAYE Canto de inverno, op. 15
RAVEL Tzigane
ZWILICH Celebração

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

Cartões e vale aceitos:

Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.

Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.

Sobre a Orquestra

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. A premiação dada pela Revista Concerto em 2020 teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica naquele ano, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades do estado de Minas Gerais receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui 10 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto “A música do Brasil”, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado (este último indicado ao Grammy Latino 2020 de melhor gravação de música erudita). O terceiro álbum desse projeto, com obras de Dom Pedro I, foi Iançado em setembro de 2022, por ocasião das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil. É o primeiro disco totalmente dedicado a obras de Dom Pedro I.

A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Em 2022, dos dias 6 a 9 de setembro, a Filarmônica de Minas Gerais realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concerto do país: em Porto, na Casa da Música; em Lisboa, no Centro Cultural de Belém; em Coimbra, no Convento São Francisco. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, realizou um concerto a céu aberto, no dia 7 de setembro, no Jardim da Torre de Belém, na programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa. A turnê teve um público de sete mil pessoas nas quatro apresentações e excelente repercussão na imprensa.

Foto :Guido_Sant'Anna_Cauê Diniz_Imprensa

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