Notícias
Casa Fiat de Cultura amplia horário de funcionamento em dezembro com exposição de Aleijadinho, Presépio e nova mostra na Piccola Galleria
A partir de dezembro, público poderá visitar a Casa Fiat de Cultura sem agendamento prévio e com horário ampliado
A partir de dezembro, a Casa Fiat de Cultura amplia o horário de funcionamento ao público, que, agora, poderá ver de perto três exposições em cartaz: “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro”, “Presépio Colaborativo 2021”, e “Balada”, na Piccola Galleria. Nesta nova fase da reabertura não será necessária a retirada antecipada dos ingressos e será mantido o protocolo de acesso para a visita segura do público. O fluxo de visitas seguirá de acordo com o número de pessoas previsto por espaço. A partir de agora, o horário de funcionamento será das 10h às 19h, de terça a sexta-feira; e das 10h às 18h, aos sábados, domingos e feriados.
A ampliação do horário foi definida após a avaliação criteriosa da primeira fase de reabertura. Segundo o presidente da Casa Fiat de Cultura, em novembro o público seguiu os cuidados necessários, o que garantiu sucesso nas visitas – sempre com ingressos esgotados em todos os horários disponíveis. “O primeiro mês de reabertura foi de alta procura. E para atender o grande público, entendemos que agora é o momento seguro de ampliar o funcionamento da Casa e oportunizar que mais pessoas vejam de perto a nossa programação”, analisa Fernão. “Estamos celebrando, com o público, os nossos 15 anos de atuação, com uma iniciativa marcante, de grande relevância artística e histórica e já podemos ver o êxito do restauro das obras de Aleijadinho por meio do feedback das pessoas e da grande imprensa, que fez a ampla cobertura desse importante projeto”, completa.
A retomada das atividades celebra os 15 anos da Casa Fiat de Cultura, que presenteia o público com o restauro de três obras de Aleijadinho (1738-1814): as imagens de Sant’Ana Mestra, de São Joaquim e de São Manuel. Esta não é a primeira vez que a instituição promove iniciativas de valorização do patrimônio. Desde a sua fundação, em 2006, a Casa Fiat de Cultura se preocupa em valorizar a cultura e os múltiplos saberes, desenvolvendo um importante trabalho de formação de público. Em 2013, por exemplo, a instituição realizou o restauro de “Civilização Mineira”, maior painel de Portinari em Minas Gerais, que pode ser visitado no hall da sede.
Durante o mês de dezembro, o Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura vai disponibilizar visitas mediadas à mostra “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro” nos seguintes horários: das 10h30 às 11h30, das 14h às 15h e das 17h às 18h. Nos sábados, domingos e feriados as visitas acontecem às 10h30 e 14h. Sujeito à capacidade de 10 pessoas por horário.
O restauro, que teve início em outubro, é realizado pela Oficina Grupo de Restauro. Desde a chegada das obras à Casa Fiat de Cultura, já foram dedicas mais de 300 horas a esse trabalho minucioso, que envolve estudos de composição das obras, com complexos processos de intervenção, que passaram por higienização, pintura e até tratamento contra cupins. “O processo de restauração é importante para impedir que sejam gerados danos permanentes e irreparáveis”, pontua. O visitante, agora, acompanha a continuidade do restauro de Sant’Ana, e as obras de São Joaquim e São Manuel já finalizadas. Em 2022, as imagens serão devolvidas às comunidades, reafirmando o compromisso da Casa Fiat de Cultura com a sociedade e com o patrimônio histórico e cultural.
“Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro na Casa Fiat de Cultura” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, com apoio do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Gerdau, copatrocínio da Expresso Nepomuceno, da Sada, do Banco Fidis e do Mart Minas. A mostra tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e da Brembo.
Obras restauradas
O legado de Aleijadinho foi rememorado pela Casa Fiat de Cultura por meio do processo de restauro das obras de Sant’Ana Mestra, pertencente à Capela de Sant’Ana, da comunidade de Chapada de Ouro Preto/MG; de São Joaquim, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Raposos/MG; e de São Manuel, do acervo da Paróquia de Nossa Senhora do Bonsucesso, em Caeté/MG. A iniciativa acontece 60 anos depois que Jair Afonso Inácio, conservador-restaurador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), após restaurar a imagem de Sant’Ana Mestra, teve a oportunidade de observar as características definidoras do estilo que culminaram com a atribuição da peça a Aleijadinho.
A iconografia de Sant'Ana Mestra representa uma cena em que a santa, já idosa, sentada em uma cadeira vermelha, ensina sua filha Maria, de pé ao seu lado direito, as primeiras letras em um livro aberto sobre seu colo. Mãe de Maria e avó de Jesus, Sant’Ana é considerada a protetora dos lares e da família, bem como dos mineradores. Em Minas Gerais, diversas igrejas e capelas são dedicadas à santa, que também tem sua imagem replicada em oratórios em muitos lares brasileiros – devoção que começa no período colonial e segue até hoje. A imagem de Sant’Ana Mestra representa o modelo maternal e, por extensão, os valores da educação, da formação, especialmente moral e religiosa. Foi produzida na maturidade de Aleijadinho, na virada do séc. 18 para o séc. 19, sendo possivelmente contemporânea às imagens de Congonhas. A representação de uma cena estática, mas que traduz grande movimentação, por meio dos direcionamentos das dobras das vestes, das linhas de força que se entrecruzam e que levam o espectador, a cada momento, a dirigir seu foco para uma posição distinta da imagem são características bastante representativas do estilo barroco. Entretanto, a presença da rocalha na cadeira, a elegância de seu espaldar com áreas vazadas, e até mesmo o alongamento na representação de Sant’Ana indicam um trabalho já ao gosto do rococó.
Em Minas Gerais, o imenso culto a Sant’Ana fez com que a devoção a São Joaquim – avô do Menino Jesus – fosse, da mesma forma, largamente disseminada entre a população católica. Nessa imagem da fase madura de Aleijadinho, entre os séculos 18 e 19, São Joaquim é representado com idade avançada, barba e cabelos de coloração acinzentada, tendo como atributo o cajado. A diagonalização de suas linhas composicionais, o olhar e um dos pés dirigidos para um dos lados; a mão aberta em direção oposta a eles; a posição do cajado em relação às linhas do seu manto são todas características barrocas, mas já com alongamento e elegância do rococó.
Já a imagem de São Manuel é misteriosa: trata-se de um santo oriental, vindo da Pérsia, que surge somente em textos apócrifos, mas conquista fiéis em Portugal e alcança a religiosidade em Minas Gerais. Na representação de Aleijadinho, o santo tem o corpo perfurado por cravos, que atravessam seus ouvidos e as laterais do peito, e apresenta, no pescoço, a marca de sua decapitação. Em pé e com as mãos postas, leva na cintura um pano belamente drapeado, e à cabeça um resplendor de prata. Toda a composição é bastante vertical, uma referência ao rococó.
Balada, de Osvaldo Carvalho
Vizinhos conversam, corriqueiramente, sobre balas perdidas encontradas no quintal. Os tiros descem do morro e vão parar no asfalto. Nas paredes, nas portas, nos pontos de ônibus. Os projéteis e suas marcas são encontrados em todo canto. A partir de andanças urbanas, Osvaldo Carvalho, artista que vive na Zona Norte do Rio de Janeiro e foi selecionado no 5º Programa de Seleção da Piccola Galleria, passa a interpretar os cenários que encontra na cidade e desenvolve suas pinturas, em um processo que dá novos significados à paisagem. O resultado desses estudos poderá ser visto de 7 de dezembro de 2021 e 30 de janeiro de 2022, presencialmente ou online, na exposição “Balada”, em cartaz na Casa Fiat de Cultura. Plantas, pichações e outdoors, entre outros elementos cotidianos, compõem 16 pinturas em acrílica. Entre o vidro e a tela, projéteis reais, colecionados por Osvaldo ao longo dos anos, completam as obras. A partir delas, são propostos questionamentos sobre a banalidade dos nossos dias e a nossa relação com o mundo. A mostra será inaugurada no dia 7 de dezembro, em um bate-papo online com o artista. O evento é gratuito, com inscrições pela Sympla.
Presépio Colaborativo 2021
As toneladas de resíduos geradas diariamente na capital mineira refletem o descarte inadequado do que chamamos de lixo. O Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura, entretanto, propõe um outro olhar: papel, papelão, plástico, madeira, isopor, embalagens, tudo se transforma em matéria-prima. Além de trazer reflexões importantes sobre sustentabilidade, a 7ª edição do Presépio valoriza a mineiridade e a brasilidade, e une tradição e inovação. A exposição poderá ser vista pela vitrine do espaço cultural até o dia 6 de janeiro, ou presencialmente, e contará, também, com um tour virtual, disponibilizado no site.
Com curadoria e desenvolvimento do artista plástico Leo Piló, essa edição apresenta os Reis Magos como personagens centrais. Na representação desta cena mitológica cristã – quando magos, seguindo o rumo de uma misteriosa estrela, chegam até Belém, onde acabara de nascer o Menino Jesus –, os três personagens surgem em papelão, nas cores verde, azul e vermelho, assim como seus mantos, que trazem brilhos, estampas e aplicações, uma referência à Folia de Reis e à exuberância e diversidade da cultura brasileira. Já os presentes por eles ofertados ganham uma nova interpretação: além de ouro, mirra e incenso, eles trazem consigo a tolerância, a fraternidade e a esperança. “O Natal tem um encantamento e, por isso, criamos uma atmosfera de sonho lírico espiritualizado”, acrescenta o curador.
A Sagrada Família foi confeccionada em isopor. Maria e José, desta vez em tom azul, usam vestes em papel crepom colorido, e o Menino Jesus está envolto em uma manta feita com sobreposições de papel. Um casebre, o padeiro e seu forno, um moinho e a birosca também compõem o Presépio e relembram a cultura mineira. Outros elementos e detalhes que completam a instalação natalina, como passarinhos coloridos e vasos de plantas, foram produzidos a partir de técnicas de colagem, marmorização, kirigami, estêncil e decoupage.
“Em todas as edições do Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura a intenção é alertar que precisamos pensar em uma nova configuração do nosso cotidiano. Tudo começa dentro de casa, com o nosso lixo, que tem um significado muito grande para o planeta e para nós. A ideia é que todos entendam que tudo pode e deve ir para o seu devido lugar”, ressalta Leo Piló. Utilizando diferentes materiais recicláveis, o artista plástico criou um cenário que tem como base o papelão e a madeira, e que remete a aura do sonho através do colorido dos papéis e embrulhos de presente. “Queremos encantar com o que é simples, mas cheio de magia”, destaca Piló.
Casa Fiat de Cultura
A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braille e atendimento em libras. Mais de 60 mostras, de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 15 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 3,2 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 580 mil participaram de suas atividades educativas.
Protocolos de reabertura da Casa Fiat de Cultura
● Todos terão sua temperatura aferida antes de entrar na Casa Fiat de Cultura. A entrada será permitida somente se a temperatura estiver abaixo de 37,5 ºC.
● O público deve usar máscara cobrindo a boca e o nariz durante toda a visita. Recomenda-se o uso de máscara cirúrgica ou N95.
● Todos deverão preencher o questionário de Covid-19. Caso a resposta seja positiva para qualquer uma das perguntas, a entrada não será permitida.
● Os visitantes serão orientados quanto à higienização das mãos, usando água e sabão ou álcool em gel.
● A utilização de bebedouros está suspensa por medida de segurança sanitária.
● A limpeza de todos os ambientes está sendo feita com maior frequência.
SERVIÇO
“Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro na Casa Fiat de Cultura”
Curadoria: Liszt Viana
Período expositivo de obras restauradas: até 2 de janeiro de 2022
Balada – Piccola Galleria
Osvaldo Carvalho
Em cartaz de 7 de dezembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022
Presépio Colaborativo 2021
Curadoria e concepção: Leo Piló
Em cartaz até 6 de janeiro de 2022
Horário de funcionamento da Casa Fiat de Cultura a partir de 1º de dezembro
Terça a sexta-feira: 10h às 19h
Sábados, domingos e feriados: 10h às 18h
Casa Fiat de Cultura
Circuito Liberdade
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG
Informações
(31) 3289-8900
www.casafiatdecultura.com.br
casafiat@fcagroup.com
facebook.com.br/casafiatdecultura
Instagram: @casafiatdecultura
Twitter: @casafiat
YouTube: Casa Fiat de Cultura
http://www.circuitoliberdade.mg.gov.br/
Foto: Restauro de obras de Aleijadinho Casa Fiat de Cultura / Leo Lara
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
