Notícias
Programação de literatura do Sesc Palladium traz récita com Zeca Baleiro
A programação de literatura que encerra o ano no Sesc Palladium traz um convidado muito especial: Zeca Baleiro se apresenta no projeto Literaturas: questões do nosso tempo, levando ao público uma mistura de música e literatura, reunindo canções, poesia e um bate-papo. O evento acontece no dia 11 de dezembro, às 19h, e contará com as participações das cantoras Ná Ozzetti e Mônica Salmaso. Os ingressos custam R$5 (inteira), já estão à venda e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site ingresso.com. Os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo têm 60% de desconto no valor da inteira.
Zeca Baleiro estará acompanhado do piano de Adriano Magoo e apresentará suas parcerias com Hilda Hilst, do álbum Ode Descontínua e Remota para flauta e oboé – de Ariana para Dionísio, e com poetas como e. e. cummings, Alice Ruiz, Paulo Leminski e Ferreira Gullar. Durante a récita, Baleiro também lerá poemas de Murilo Mendes, Adélia Prado, Bukowsky, Angélica de Freitas.
SOBRE ZECA BALEIRO
Artista multifacetado, Zeca Baleiro construiu uma carreira sólida, sempre surpreendendo público e crítica a cada trabalho. Com melodias certeiras, arranjos elaborados e poesia em alta voltagem, Baleiro apresenta sua espirituosa visão de mundo em canções originais. Além disso, tem se revelado sagaz intérprete de outros compositores e se envolvido com novas áreas, como o teatro e a literatura.
Em 2014, lançou seu segundo livro, A Rede Idiota e outros textos, com artigos publicados na revista IstoÉ e no blog Questões Musicais, da revista Piauí, além de textos publicados em diversos jornais e revistas e outros escritos especialmente para o livro.
Zeca Baleiro nasceu em 11 de abril de 1966 em São Luís do Maranhão. Seu primeiro álbum (Por Onde Andará Stephen Fry?) foi lançado em 1997. Desde então, lançou outros nove discos de inéditas, alguns (vários) projetos especiais e oito DVDs. Em 2016, lançou Era Domingo, seu 10º álbum de inéditas.
13/12: Projeto Ofídias - Palestra Os livros da Floresta:
Livros produzidos e, às vezes, até distribuídos pelos índios são uma novidade no mundo literário e editorial do Brasil. Os chamados “livros da floresta” são tema da palestra da professora Alice Bicalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dentro do Projeto Ofídias: Artes e Culturas Indígenas, Artes e Culturas Contemporâneas. Geralmente escritos em duas línguas, a nativa e a portuguesa, tais publicações, além de contar a cultura e a vida a partir da perspectiva dos próprios índios, carrega também o arcabouço de uma arte milenar, desenhos, imagens, inscrições.
A entrada para o evento é gratuita, por ordem de chegada e assinatura de lista de presença na recepção da Augusto de Lima. As vagas são limitadas.
SOBRE O ‘LITERATURAS: QUESTÕES DO NOSSO TEMPO’
O Literaturas: questões do nosso tempo realiza palestras, bate-papos, mesas de debate e espetáculos que tratam a literatura como expressão da complexa relação do homem com o mundo em que se insere. O ciclo de apresentações procura refletir sobre a voz do escritor, do ensaísta e do poeta como um mensageiro de seu tempo, alguém que expressa não apenas o que é sublime e essencial, como também os conflitos, as ansiedades e procuras de sua época.
Dessa forma, são abordadas manifestações poéticas e também obras que tratam de temas fundamentais ao leitor contemporâneo. Esse é um momento privilegiado para tratar a literatura como uma das principais fontes de liberdade de expressão do nosso tempo.
O projeto tem a proposta de incentivar um novo público ao hábito da leitura, e traz em sua programação temas que envolvem História, Filosofia e Literatura, e que estão em conexão com questões do nosso tempo. A curadoria é compartilhada com a escritora, professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e criadora do Fórum das Letras, Guiomar de Grammont.
Estreou em maio de 2014, com a presença da grande poeta Adélia Prado, que fez um recital junto ao poeta Jorge Emil e o músico Carlinhos Ferreira.
SOBRE O ‘PROJETO OFÍDIAS: ARTES E CULTURAS INDÍGENAS, ARTES E CULTURAS CONTEMPORÂNEAS’
As artes e culturas indígenas são fundamentais para se conhecer o que é a própria arte e cultura brasileiras. Tal importância, porém, ainda está muito aquém do que a sociedade conhece a respeito dos povos indígenas. OProjeto Ofídias visa trabalhar essa deficiência. De modo particular, pretende oferecer subsídios para educadores e estudantes, no cumprimento da Lei 11.645, que tornou obrigatório o ensino da cultura indígena na escola brasileira, sem, com isso, oferecer condições didáticas para colocar a lei em prática.
Além disso, amplia o alcance pedagógico, criando uma oportunidade para artistas e produtores conhecerem os processos criativos da arte indígena de modo que técnicas das artes contemporâneas possam dialogar com a vertente ameríndia. Prevê ainda uma mostra na qual os processos operacionalizados nos referidos curso e oficina possam ser compartilhados com o público de modo geral. Por fim, as obras que surgirem de tais processos serão apresentadas em um evento que vai contar também com a participação de artistas que trabalham no diálogo entre artes indígenas e artes contemporâneas.
Eixo curatorial do mês
Co-Laborar, Tecer e Descentralizar
Somos parte de um todo e, conectados, influenciamos as maneiras de pensar, agir e se colocar no mundo, por meio de uma cadeia articulada de ações e reações. Como influenciadores e influenciados, tais ações geram reações que se expandem e percorrem uma rede de interconexões, formando novas tramas entre si.
O eixo curatorial do mês de dezembro no Sesc Palladium abordará questões acerca do trabalho colaborativo em rede e das possibilidades de relações interpessoais mais fluidas. A ideia é refletir a respeito da sociedade como um coletivo, uma trama fluente de constantes conexões e interconexões que se espalham e interferem no cotidiano das pessoas, no mercado, na cultura, na economia, na política, bem como no fazer artístico.
As atividades propostas buscarão questionar o engessamento de posturas e comportamentos em uma sociedade verticalizada, instigando pensamentos e atitudes que horizontalizem as relações e se reflitam em ações que vislumbrem as percepções pessoais e coletivas, criando novas perspectivas em relação ao espaço.
O eixo curatorial de dezembro pretende, ainda, provocar a reflexão e o questionamento sobre o trabalho colaborativo e participativo, discutindo novos olhares que permeiam o fazer artístico.
Veja também:
14/12, às 19h30, no Espaço Multiúso: #leiamulheresBH
Foto: Rama de Oliveira
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.