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Caravana Cordéis, Parangolé 22 anos: Grupo Parangol disponibiliza videoaulas gratuitas e práticas sobre a cultura de cordéis para iniciantes

Quatro videoaulas sobre a cultura popular e dos cordéis com os temas literatura de cordel; declamação de cordéis; xilogravura em cordéis; e danças populares do Brasil estarão disponíveis no YouTube e em outras plataformas do grupo na próxima terça-feira

O público será apresentado à cultura dos cordéis, a literatura de cordel, declamação de cordéis, xilogravura em cordéis e danças populares do Brasil, na terça-feira, dia 14, em quatro videoaulas de aproximadamente uma hora de duração cada. Os conteúdos serão disponibilizados no canal do Grupo Parangolé no YouTube Cordéis dos Cafundó, no Instagram e no Facebook.

A ideia principal das videoaulas é transmitir essa forma de arte para o público em geral com o objetivo de incentivar a fruição artística da literatura de cordel e o respeito às manifestações da cultura popular. O projeto faz parte do trabalho do ativista cultural Cascão e do Parangolé, e é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Sobre as videoaulas 

Na videoaula de Declamação de Cordéis, que será ofertada pelo ator, diretor de teatro e arte-educador Lucílio Gomes, sabordará a leitura do cordel, cadência, entonação, vocalização do cordel como expressão da oralidade, o ritmo apropriado da declamação e da cantoria, a estética pessoal, o gestual, a indumentária e a expressão corporal do universo cordelístico. Os jogos teatrais serão utilizados como facilitadores para expressão poética do cordel buscando inserir a dimensão da teatralidade nesse universo, que se aproxima das técnicas de contação de estórias. Complementando a aula, será feito um diálogo com a arte do teatro de bonecos e teatro de sombra, demonstrando passo a passo como se produzir um incrível brinquedo; em Xilogravura em Cordéis, que permite o acesso a essa técnica que é tão relacionada ao universo do cordel será ministrada pelo artista visual Gilberto Macruz.

A videoaula será uma introdução a essa técnica milenar de criação e reprodução de imagens. Serão trabalhados aspectos da história da xilogravura, da litogravura e outras bases materiais, assim como o manuseio das ferramentas e o processo criativo. No sentido da popularização, será sugerido o uso de plaquetas de MDF e chapas de isopor, para facilitar o acesso ao público, principalmente professores e crianças, pois evita o manuseio de ferramentas cortantes. Os materiais ainda contam com rolinhos de isopor, tinta guache ou pigmento xadrez utilizado em pintura de paredes. Lucílio Gomes volta com o tema “Danças populares do Brasil” que trata-se de uma oficina com quatro danças populares, o Coco, o Candomblé com foco na Serra do Cipó, o Moçambique com foco em Belo Horizonte e o Bumba meu Boi do Maranhão, todas para iniciantes.  Danças essas que além da grande importância e relevância cultural, podem ajudar atores e atrizes em busca da sua identidade corporal e até mesmo bailarinas e bailarinos.

E por fim, o público poderá conferir a aula sobre Literatura de Cordel, que  ministrada pelo cordelista Cascão, tem como objetivo inserir o público no universo do cordel de forma teórica e prática em uma oficina que traz em seu primeiro momento a história e as características do cordel, desde suas origens europeias até sua chegada e transfiguração no Nordeste brasileiro no século XIX, assim como sua função social ontem e hoje. Análises sobre a produção cordelista contemporânea para promover debates de como essa modalidade de poesia popular pode ser empregada como ferramenta de promoção e valorização das identidades. O vídeo trata do tema “Como fazer um cordel?”, discorrendo sobre as 5 características poéticas do cordel: a oração, a versificação, a rima, a estrofe e a métrica.

Informações para a imprensa: 

Sobre o Cordel: O cordel é um patrimônio cultural brasileiro e, recentemente, foi consagrado como patrimônio imaterial pelo IPHAN. Apesar de ter uma forte influência nordestina, ele se espraiou por todo o país e se tornou uma arte extremamente popular. Em Belo Horizonte é possível encontrar postos de venda em bancas de revista, no Mercado Central e na Rodoviária. Três mineiros têm acento na ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel: o lendário Manoel de Santa Maria; o violeiro, repentista e compositor Téo Azevedo e Olegário Alfredo que tem quase 150 títulos publicados.

O único país em que a cultura do cordel ainda se mantém viva é o Brasil. Estima-se mais de 30 mil títulos publicados. “Na primeira metade do século, o cordel era o jornal do sertão que levava os temas sociais e políticos para os grotões, à maneira popular. O cordelista é uma espécie de cronista de seu tempo. Apesar dessa força vir e estar no nordeste, temos até hoje vários desses poetas espalhados pelo país”, contextualiza Cascão, fundador do Grupo Parangolé.

O Grupo Parangolé trabalha há 22 anos com arte mobilização, ligada à educação popular, à cultura e ao meio ambiente. Tem trabalhos de destaque como ESPETÁCULO CORDÉIS DOS CAFUNDÓ, que estreou no final de 2012, espetáculo astucioso e bem-humorado que nasce da interação entre o Grupo Teatral Parangolé e a mente criativa de Cascão, poeta, declamador e mobilizador social. Como desdobramento desse espetáculo surgiram os PROJETOS CORDÉIS DOS CAFUNDÓ e CORDELIZANDO, que aconteceram entre os anos de 2015 e 2019 em 12 cidades do interior de Minas Gerais e propuseram oficinas de cordéis para professores e alunos de escolas, principalmente públicas, bem como para grupos culturais e sociais das periferias. Além de realizar apresentações do espetáculo Cordéis dos Cafundó, possibilitando a fruição artística, durante um semestre levava a cultura dos cordéis para o convívio desses grupos, desembocando num grande espetáculo final, exibido em praça pública, criado a partir de cordéis produzidos pelos participantes. “A perspectiva de apresentar a poesia e a força dessa forma de narrar, sua história, as técnicas de criação e declamação, despertando de forma lúdica o gosto pela escrita e a leitura é algo revolucionário. Agora, se na ponta sairão cordelistas, só a experiência dirá”, diz Cascão.

O grupo é formado por profissionais da área de educação popular, teatro, música e artes plásticas. Desde 1999 vem desenvolvendo trabalhos de criação artística com propósitos culturais e educativos, o que resultou na ampliação de seus trabalhos enquanto grupo de pesquisa, tendo fundamentalmente como mote de sua investigação a cultura popular e temas socioambientais como lixo, água e o meio ambiente.

Cascão é poeta, ator, diretor, dramaturgo, contador de causos, cordelista e mestre em educação. Há mais de 40 anos pesquisa e trabalha com o teatro e a cultura popular. Coordena o Grupo Parangolé com 20 anos de existência em Belo Horizonte.

Lucílio Gomes é ator, dançarino, diretor de teatro, mobilizador e educador social, Doté (Sacerdote do Candomblé da Nação Jeje equivalente a Babalorixá da Nação Keto). Iniciou a carreira em Montes Claros no Grupo Fibra de Teatro em 1987, formado pelo Teatro Universitário da UFMG e sócio fundador do Parangolé.

Gilberto Macruz é bacharel em Escultura e Cerâmica pela UEMG e há mais de 15 anos exerce o ofício de marceneiro e serralheiro. É artista plástico, cenógrafo e cenotécnico com experiência em criação e instalação de cenários para espetáculos de teatro, circo, exposições, intervenções artísticas e outros. Já fez xilogravuras para cordel.

Serviço: Videoaulas gratuitas sobre a Cultura de Cordéis

Dia: Terça-feita, 14 de dezembro de 2021
Para mais acessar aos conteúdos acesse:
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC_OoEM8R1cegKBM-uGxgSXA
Facebook: https://www.facebook.com/parangoleartemob
Instagram: https://www.instagram.com/parangole_arte_mob/

Foto: Espetáculo Cordéis dos Cafundó 2017 / Mariana Cordeiro

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