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Coral Lírico e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresentam ESPECIAL DE NATAL
Concerto conta com o clássico O Quebra-Nozes, coros do oratório O Messias e medley de canções natalinas populares
Com regência de Silvio Viegas, a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais interpretam composições natalinas em uma edição especial da série gratuita Sinfônica e Lírico ao Meio-Dia. A apresentação conta com composições de Tchaikovsky,Haendel, Irving Berlin, Leroy Anderson, e um medley de canções de Natal orquestrado pelo pianista Fred Natalino. O repertório completo será interpretado em uma única edição, na próxima quinta-feira (6).
Para o maestro, dedicar um concerto para canções natalinas é sempre um momento de muita emoção, tanto para os corpos artísticos quanto para o público. “O Natal é uma data muito importante para os brasileiros, tanto pela cultura quanto pela religião. Apresentaremos uma celebração dessa época tão calorosa, interpretando obras de grandes compositores, além das mais conhecidas canções natalinas com arranjos brilhantemente escritos”, comenta Viegas.
O concerto encerra as apresentações ao meio-dia da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais. Sucesso de público, a série gratuita reuniu mais de 20 mil espectadores durante os quatro anos (2015-2018) da atual gestão da Fundação Clóvis Salgado. Para Viegas, os concertos gratuitos ao meio-dia são um exemplo de compromisso com a população mineira, que tem a oportunidade de apreciar a música sinfônica em um horário alternativo. “Continuamos também com o projeto De Dentro do Palco, no qual convido algumas pessoas da plateia para assistirem ao concerto ao lado dos músicos. Além de gratuita, a apresentação ainda proporciona essa proximidade do artista com o público”, destaca o maestro.
Espírito natalino – A apresentação começa com uma suíte do Ballet O Quebra-Nozes, de Tchaikovsky. A composição é baseada na versão de Alexandre Dumas de um conto infantil do escritor E. T. A. Hoffmann, e narra a história de Clara, uma garota que ganha um quebra-nozes encantado na noite de Natal. Segundo Viegas, devido à temática, o ballet é tradicionalmente encenado nessa época. “Tchaikovsky é, sem sombra de dúvidas, um dos compositores mais queridos do público. Seus temas são amplamente populares e se relacionam muito com a temática mágica e lúdica do Natal”, destaca o regente.
O concerto segue com três coros do Oratório “O Messias”: And the Glory of the lord, For unto us a child is born e Halelujah.Composição mais famosa de Haendel, O Messias narra a trajetória de Jesus Cristo desde sua anunciação profética, passando pelo nascimento, vida, morte e ressureição. “Halelujah, por sua beleza, sonoridade e apelo musical, alcançou o grande público e foi adaptada das mais diversas formas. Isso fez com que a mensagem de Messias alcançasse novos lugares, e se tornasse sempre bem-vinda em época de Natal”, destaca o maestro.
A apresentação também contará com Natal Branco, do compositor Irving Berlin, Ó Noite Santa, de Adolph Adam, Fantasia on Christmas Corols, de Ralph Vauhan Williams, Christmas Festival, de Leroy Anderson, e uma orquestração especial feita pelo pianista Fred Natalino, que criou um medley de seis canções sempre presentes no imaginário popular nesta época do ano:Amazing Grace, Sinos a Tocar, Sleigh Ride, Borboleta, Batuque natalino de um menino só, White Christmas e a tão famosaJingle Bell Rock.
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.
Silvio Viegas – Regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, é professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a 2015 e diretor artístico interino do mesmo teatro de 2011 a 2012. Desde o início de sua carreira tem se destacado pela atuação no meio operístico, regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, Salome, La Bohème e Tosca. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Filarmônica de Montevidéu e Sinfônica do Sodre (Uruguai), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Theatro São Pedro-SP, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras. Em 2001, obteve o primeiro lugar no Concurso Nacional “Jovens Regentes”, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. Natural de Belo Horizonte, Silvio Viegas estudou regência na Itália e é mestre em regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo de Oiliam Lanna, Sérgio Magnani e Roberto Duarte.
Coral Lírico de Minas Gerais – Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais, corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado, é um dos raros grupos corais que possui uma programação artística permanente e que interpreta um repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Já estiveram à frente do Coral os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Angela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade. O Grupo se apresenta em cidades do interior de Minas e em capitais brasileiras com o intuito de contribuir para a democratização do acesso de diversos públicos ao canto coral. As apresentações têm entrada gratuita ou preços populares. O Coral já atuou com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.
Lara Tanaka – Nascida em Belo Horizonte, Lara Tanaka estudou piano no Conservatório Mineiro de Música e Regência na Escola de Música, instituições da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estudou com Sérgio Magnani, Roberto Tibiriçá, Silvio Viegas, Cláudio Ribeiro, Flavio Florence, Iara Fricke Matte, Per Brevig, Mogens Dahl e Nelson Niremberg. Atua como cravista continuísta em diversas orquestras e grupos de música antiga. Lecionou no Festival de Inverno da UFMG, no Festival Nacional de Música de Câmara na Paraíba e na Oficina de Música de Curitiba. Foi regente titular do Coral Infantojuvenil Palácio das Artes de 2001 a 2015. É a regente titular do Coral Lírico de Minas Gerais.
Foto: Paulo Lacerda
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