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O mandiopã de volta aos holofotes
Foi em uma visita a famosa Mercearia Paraopeba que a chef Ju Duarte, da Cozinha Santo Antônio, deu de cara com um ingrediente inusitado e que foi parar na sua cozinha: o mandiopã. Quem se lembra?
Como diz o pessoal da mercearia, ele é o avô do chips! Feito com fécula de mandioca, na década de 50 fazia a alegria das famílias. Crocante e gostoso, é um perigo depois que se coloca o primeiro na boca... impossível parar.
Nas décadas seguintes, com o avanço dos industrializados acabou subindo do mapa. Mas não em Paraopeba, por lá, ainda é feito artesanalmente. E foi o que encantou a chef que em seu restaurante, criou um belisquete usando o mandiopã como base numa espécie de canapé de linguiça desmanchada e vinagrete de jiló (foto abaixo/ credito Ju Duarte). E seguindo a tradição, é impossível comer um só!
Sobre a Cozinha Santo Antônio
Em uma esquina charmosa, em um dos bairros mais tradicionais da cidade, a Cozinha Santo Antônio chama atenção logo de cara pela arquitetura. Ao mesmo tempo mineira e cosmopolita, com garimpos e peças de design e uma imponente e acolhedora cozinha aberta.
Uma ótima tradução para a comida feita ali. “Estamos completamente conectados com as nossas origens e com a nossa história, mas temos os pés no presente e o olhar no futuro”, diz Juliana Duarte, que comanda tudo no espaço.
A Cozinha Santo Antônio tem por principio o respeito à sazonalidade dos ingredientes, por isso o cardápio muda de acordo com o que se tem de mais fresco e gostoso para cozinhar. Os insumos são orgânicos, de origem e chegam através de pequenos produtores.
Por conta da pandemia, o restaurante tem funcionado no sistema delivery e “buscaqui”, no horário de almoço, de terça a domingo. “Todo início de semana planejo o cardápio dos próximos dias com base no que os produtores têm disponível” conta Juliana. “Durante a semana os pratos são de uma comida mais caseira, que eu defino como sendo ‘que nem a da casa da gente’. No final de semana temos pratos mais elaborados e sempre há opção vegetariana. A comida varia de receitas de família bem mineiras a pratos da cozinha do mundo, como a francesa e a do Oriente Médio que eu gosto muito e estudo”, completa.
Juliana é uma cozinheira, historiadora e pesquisadora da história da gastronomia mineira. Mas antes disso tudo trabalhava na publicidade enquanto paralelamente estudava gastronomia e vendia seu disputado paté na Feira Fresca.
Do seu jeito, vem fazendo comida com história e afeto, transformando algo aparentemente banal em “extraordinário”. Comida que valoriza a cultura alimentar mineira e que faz bem para o corpo e para a alma.
Serviço
Funcionamento de terça a domingo de 12:00 às 14:30 nos dias de semana e de 12:30 às 16:00 nos finais de semana.
Delivery e o “buscaqui”
Whatsapp: (31) 9-8218-6427
https://www.instagram.com/cozinha_santoantonio/
Foto: Ju Duarte
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