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Academia Filarmônica celebra primeiro semestre de atividades com recital gratuito para o público

Numa realização do Instituto Cultural Filarmônica, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, jovens músicos estão tendo a oportunidade de se profissionalizarem com uma grande orquestra

No dia 1º de dezembro, às 19h30, os alunos da Academia Filarmônica irão celebrar o primeiro semestre de aprendizado com um Recital gratuito e com a presença de público na Sala Minas Gerais. No programa, cada aluno executará peças solo, trazendo uma boa oportunidade de se conhecer a sonoridade dos instrumentos de uma orquestra. Participam do recital os músicos e musicistas da Academia: Ana Clara Dileta (violino), José Vitor Assis (trompete), Luís Umbelino (clarinete), Josafá Ferreira (viola), André Inácio (viola), Henrique Rocha (violino), Marcos Alves (marimba), Giovanni Martins (oboé), Wesley Procópio (trombone), Ana Luíza Cicarini (harpa), Marcos Fernandes (flauta), Juliana Santos (fagote), Weverton Santos (trompa), Andre Freire (violoncelo) e Filipe Costa (contrabaixo). O acompanhamento ao piano será feito pela pianista convidada Thelma Lander e pelo pianista e coordenador de projetos educacionais da Filarmônica, Marcelo Corrêa.

A primeira parte do recital será preludiada por um estudo em forma de tango do compositor argentino Astor Piazzolla. Em seguida, duas obras raras executadas pelo trompete e pelo clarinete misturam tons meditativos e virtuosísticos: Légende, de George Enescu e Introdução e Rondó, de Charles-Marie Widor. O Barroco alemão será abordado em três versões: um concerto para viola, de Georg Philipp Telemann, um solo de violino e uma transcrição para marimba, ambos de Johann Sebastian Bach. O Romantismo alemão, por sua vez, será representado pelo intimismo do oboé de Robert Schumann e pela bravura do trombone de Ferdinand David. A segunda parte trará obras raras do período romântico francês ambientado pela harpa, na obra de Jean-François Naderman, pela flauta, na peça de Paul Jeanjean, e pelo fagote, na obra de Camille Saint-Saëns. Em seguida, obras solo dos compositores brasileiros Osvaldo Lacerda e Claudio Santoro para trompa e violoncelo. O recital será encerrado com um tour de force para contrabaixo escrito pelo compositor e regente russo Serge Koussevitzky.

O concerto é gratuito e com presença de público na Sala Minas Gerais. Os ingressos são distribuídos pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), e na bilheteria da Sala Minas Gerais, limitados a 2 ingressos por pessoa.

A partir de dezembro, a Sala Minas Gerais volta a trabalhar com a ocupação total da sua capacidade, 1.493 lugares, como está autorizado pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Para o Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, maestro Fabio Mechetti, “os primeiros meses de atividade da Academia Filarmônica revelaram o talento desses jovens músicos mineiros e corresponderam às expectativas iniciais que tínhamos sobre a validade e importância dessa iniciativa da Filarmônica. Esperamos que, neste primeiro recital, possamos compartilhar com o público em geral a qualidade desses jovens e o otimismo que devemos ter com o seu futuro”, ressalta Mechetti.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. Apoio: Programa Amigos da Filarmônica.

A Academia Filarmônica integra o Programa Vale Música, em que a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, em parceria com o Instituto Cultural Vale, atua na formação qualificada de jovens músicos, abrindo oportunidades para que estejam preparados para ingressar em grandes orquestras.

A Academia Filarmônica

Um sonho que vem desde a fundação da Filarmônica de Minas Gerais é a criação da sua Academia de Música, destinada à formação específica de instrumentistas para a atuação profissional em orquestras. E por que isso? Para o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra, idealizador de mais essa iniciativa, destinada a profissionais de 15 a 30 anos, “entre a formação individual, ou mesmo universitária, desses músicos, há grande lacuna no que se refere à formação direcionada ao exercício competente da função de um músico profissional sinfônico”. Segundo Mechetti, a Filarmônica de Minas Gerais teve a “oportunidade histórica” de ser uma das poucas orquestras mundiais construídas praticamente do zero. “Em função disso, foi necessário, especialmente em 2008 e 2009 – primeiros anos da Orquestra –, realizar audições para preenchimento de mais de cinquenta vagas de músicos profissionais. Naquele processo, constatamos o imenso talento dos jovens músicos brasileiros, mas, também, o despreparo técnico de muitos deles para o trabalho em orquestra. A Osesp também constatou isso em sua reestruturação, há duas décadas. O processo de formação da Filarmônica de Minas Gerais só veio confirmar essa questão”.

Lançada em 2021, a Academia Filarmônica integra a plataforma educacional do Instituto Cultural Filarmônica e possibilita o aprimoramento técnico-musical de músicos de elevado potencial artístico, residentes em Minas Gerais, por meio do ensino de excelência, com vistas à prática sinfônica. Assim, a Filarmônica de Minas Gerais criou, no estado, um curso de referência para a formação de músicos qualificados, que terão mais oportunidades de ingresso no mercado de trabalho das orquestras profissionais do país. Com a Academia, a Orquestra acolhe jovens talentos, habilitados e que estão pensando seriamente na carreira, viabilizando os meios necessários para que possam desenvolver sua aptidão.

Em 2021, 16 instrumentistas, com idades entre 15 e 30 anos, tiveram a chance de ingressar na primeira turma da Academia, que tem como mentores os músicos da própria Filarmônica de Minas Gerais.

Integram a primeira turma da Academia Filarmônica: Ana Clara Dileta (violino), Henrique Rocha (violino); André Inácio (viola), Josafá Ferreira (viola), Andre Freire (violoncelo), Déverson Correia (violoncelo), Filipe Costa (contrabaixo), Marcos Fernandes (flauta), Luís Umbelino (clarinete), Juliana Santos (fagote), Weverton Santos (trompa), José Vitor Assis (trompete), Wesley Procópio (trombone), Ana Luíza Cicarini (harpa) e Marcos Alves (percussão).

São mentores da primeira turma da Academia Filarmônica: Rommel Fernandes (violino), João Carlos Ferreira (viola), Philip Hansen (violoncelo), Neto Bellotto (contrabaixo), Cássia Lima (flauta), Marcus Julius Lander (clarinete), Victor Morais (fagote), Israel Muniz (oboé), Alma Maria Liebrecht (trompa), Marlon Humphreys-Lima (trompete), Mark John Mulley (trombone), Hilvic González (percussão) e Clémence Boinot (harpa).

Programa

Recital Academia Filarmônica

1º de dezembro – 19h30

Sala Minas Gerais

Concerto gratuito

Astor Piazzolla Tango Etude nº3

Ana Clara Dileta, violino

George Enescu Légende

José Vitor Assis, trompete

Thelma Lander, piano

Charles-Marie Widor Introdução e Rondó, op. 72

Luís Umbelino, clarinete

Thelma Lander, piano

Georg Philipp Telemann Concerto para viola em sol maior

Josafá Ferreira Vitor, viola

André Inácio, viola

Marcelo Corrêa, piano

Johann Sebastian Bach Sonata para violino em sol menor, BWV1001: Adagio

Henrique Rocha, violino

Johann Sebastian Bach Suíte para violoncelo nº 3 em Dó maior, BWW 1009: Prelúdio

Marco Vinicio Alves, marimba

Robert Schumann Drei Romanzen, op.94: Nicht schnell

Giovanni Martins, oboé

Marcelo Corrêa, piano

Ferdinand David Concertino para trombone em Mi bemol maior, op.4: Allegro majestoso

Wesley Procópio, trombone

Marcelo Corrêa, piano

Jean-François Naderman Sonatina nº 2

Ana Luíza Cicarini, harpa

Paul Jeanjean Études Modernes nº 11

Marcos Fernandes, flauta

Camille Saint-Saëns Sonata para fagote e piano em sol maior, op. 168: Allegreto Moderato

Juliana Santos, fagote

Marcelo Corrêa, piano

Osvaldo Lacerda Melodia para trompa solo

Weverton Santos, trompa

Claudio Santoro Fantasia Sul América

Andre Freire, violoncelo

Serge Koussevitzky Concerto para contrabaixo, op. 3:Allegro

Filipe Costa, contrabaixo

Marcelo Corrêa, piano

Concerto gratuito com presença de público na Sala Minas Gerais. A distribuição de ingressos será feita a partir da quinta-feira, dia 25, ao meio-dia, pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), e na bilheteria da Sala Minas Gerais, limitada a 2 ingressos por pessoa.

Funcionamento da Bilheteria

- De terça a sábado – 13h a 19h

- Terça, quinta e sexta-feira com concerto – 15h a 21h

Sobre a Orquestra

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020. A recente premiação dada pela Revista Concerto teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica em 2020, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui 9 álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado em 2020, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

 

Foto: Flora Silberschneider

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