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Conectado aos diálogos urgentes da sociedade, 3º Prêmio Leda Maria Martins consagra espetáculos de artes cênicas negras em BH
Há três anos, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o BDMG Cultural e o Pró-Equidade, programa do BDMG voltado à diversidade, realizam o Prêmio Leda Maria Martins.
A premiação destaca produções de artes cênicas negras de Minas Gerais que acontecem na capital e região metropolitana de Belo Horizonte. Nesta terceira edição, a escritora Cidinha da Silva será a homenageada e seu último lançamento, Parem de nos matar, foi escolhido como tema do Prêmio que será realizado no dia 4 de dezembro, às 17h30, no auditório do BDMG, Paulo Camillo. O acesso será gratuito.
Cidinha da Silva é de Belo Horizonte e, recentemente, foi premiada pelo Prêmio Biblioteca Nacional pelo livro Um Exu em Nova York. “As publicações de Cidinha têm linguagem e inspiração em Leda Maria Martins. Isso fica evidente na dedicatória de ‘Exu em Nova York’”, explica o ator, produtor e curador Denilson Tourinho, coordenador do Prêmio.
Denilson ainda reforça a importância dos temas trabalhados pela autora. “A escrita dela é inspirada no mundo atual, urgências sociais pautadas na negritude, seja seu entendimento ou combate ao racismo”, conta.
Em Parem de nos matar, Cidinha aborda o genocídio da população negra no Brasil, fisicamente e culturalmente. São 61 crônicas escritas entre 2012 e 2016 que recobrem a intercessão racismo e futebol, arte, políticas públicas de educação, imigração e cultura, movimentos sociais e homo afetividades.
A partir deste norte, uma comissão julgadora vai avaliar as montagens catalogadas pela premiação, em parceria com a UFMG, para selecionar os vencedores das 10 categorias da premiação que contemplam melhor direção; espetáculo infanto-juvenil; texto e trilha sonora; dança; performance; cena curta; atuação; cenário, figurino e luz; espetáculo longa duração; e homenagem.
Essa catalogação de montagens acontece desde o início da premiação e reúne trabalhos de artes cênicas negras que vem sendo produzidos na capital e região metropolitana de Belo Horizonte desde a década de 70. Esse material de pesquisa fica disponível para consulta no site do Prêmio Leda Maria Martins.
No dia da premiação, o evento contará uma roda de conversa com as participações de Cidinha da Silva; da atriz e pesquisadora da culinária afro-mineira Zora Santos; e do jornalista cultural da UOL e vice-presidente da APCA, Miguel Arcanjo, que atuará como mediador.
Quem é Leda Maria Martins?
Leda Maria Martins é carioca, naturalizada em Belo Horizonte. Suas pesquisas nas perspectivas de gênero, ético/racial, cultural, artístico e educacional, principalmente nas artes cênicas, norteiam as categorias elencadas na premiação que leva o seu nome. Poeta, ensaísta, acadêmica e dramaturga, Leda Maria leciona na Faculdade de Letras da UFMG.
Foto:Divulgação
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