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Moradores do Vale dos Cristais fazem manifestação em defesa da Serra do Souza

Ato pacífico, organizado por moradores do bairro Vale dos Cristais, em Nova Lima, aconteceu neste domingo

Mais de cem moradores do Vale dos Cristais, em Nova Lima, na Grande BH, realizaram, nesta manhã de domingo, uma manifestão pacífica em defesa da Serra do Souza. A manifestação foi promovida pela Associação Geral do Vale dos Cristais (AGVC).

Por causa da chuva, a caminhada que estava prevista pra acontecer não foi realizada, mas os moradores fizeram a concentração no alto da Av. das Constelações, como previsto, e, em seguida, deram um abraço simbólico na Serra do Souza.

Segundo o presidente da AGVC, Luís Nepomuceno, a manifestação é necessária para alertar as autoridades públicas de Minas Gerais sobre os riscos que os recursos naturais da região vêm sofrendo devido à iminente construção de um conjunto de cinco prédios, com 15 andares cada, nas proximidades da unidade de preservação integral conhecida como Serra do Souza. A previsão é que com o fim das obras, mais mil carros passem a circular pela MG-030, o que causaria um grande impacto ambiental para a fauna e flora locais. “No Monumento Natural da Serra do Souza foram identificadas 430 espécies de plantas, distribuídas em 73 famílias botânicas. Dentre os atributos de fauna, destaca-se o tucanuçu, sabiá-laranjeira e bentevizinho-de-penacho-vermelho. A região é um importante refúgio para aves endêmicas dos biomas do Cerrado e da Mata Atlântica, bem como outras que apresentam certo grau de ameaça de extinção”

Ainda de acordo com Luís, uma das normas do plano de manejo do Monumento Natural da Serra do Souza, que deveria ter sido criado em 2014, é a construção de prédios com, no máximo, quatro andares na área, de forma que se respeite o desenho natural das montanhas. Porém, pelo fato dele não ter sido aprovado, nenhuma edificação pode, portanto, ser feita no local. Para resolver o impasse, a associação de moradores acionou o Ministério Público e pretende cobrar a Prefeitura de Nova Lima sobre o assunto. “A Prefeitura não respeita a própria legislação. Fizeram um plano de manejo que demorou anos. Definiu que a altura máxima dos prédios seria de quatro andares. Não aprovaram esse plano no mosaico das unidades de conservação. Fizemos uma representação no Ministério Público para termos resposta do Executivo”.

Foto: Cecília Figueiredo

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