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Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta suíte do musical WEST SIDE STORY em celebração à música norte-americana

Repertório do concerto também conta com as obras clássicas Rhapsody in Blue e abertura de Candide

Com regência de Silvio Viegas e participação do pianista Fred Natalino, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais fecha com chave de ouro a temporada de apresentações de 2017. O repertório do próximo concerto das séries Sinfônica ao Meio-Dia e Sinfônica em Concerto conta com composições norte-americanas do século XX que marcaram a história da música mundial. O público poderá conferir harmonias do musical West Side Story (Amor, Sublime Amor) e a abertura da opereta Candide, ambas compostas pelo reconhecido maestro Leonard Bernstein, além de uma das obras mais conhecidas do compositor George Gershwin, Rhapsody in Blue.

Segundo o maestro, o sucesso e popularidade das obras, somados à riqueza rítmica das canções norte-americanas, fazem com que as próximas apresentações sejam extremamente atrativas ao público. “Celebrar a música americana após o período de apresentações da ópera Porgy and Bess só comprova o grande apelo carregado por este gênero. Gershwin e Bernstein mesclam outras linguagens à música clássica, deixando-a repleta de variações”, conta Viegas.

Trechos das obras serão interpretados na terça-feira (5), na série Sinfônica ao Meio-Dia, quando algumas pessoas da plateia poderão assistir ao concerto do palco. Trata-se do projeto De dentro do Palco, que visa aproximar o público dos músicos da Orquestra. Já a versão integral do concerto será apresentada na quarta-feira (6), durante a série Sinfônica em Concerto.

Sinfonia e dança – O repertório da apresentação tem início com a interpretação das Danças Sinfônicas de West Side Story, compostas por Leonard Bernstein. O musical, que estreou em 1957, representa um marco no teatro musical americano por engendrar o estilo do jazz em tradições operísticas – mescla que rendeu inúmeras gravações antológicas do repertório. Segundo o maestro, “a suíte de abertura do concerto mistura tudo o que há de mais rítmico e vibrante dentro de West Side Story”.

O programa segue com a abertura de Candide, também de Bernstein. Composta em 1956, a opereta segue a tradição de um início musical arrebatador, contrastando quatro minutos orquestrais marcantes. “Estamos antecipando as celebrações do centenário de nascimento de Bernstein, que foi além de um excepcional compositor, um dos maiores regentes do século XX. A abertura de Candide é extremamente rítmica, brilhante, e com vários trechos virtuosísticos. É um grande desafio para a Orquestra”, destaca Viegas.

A exuberância de Rhapsody in Blue (1924) é apresentada ao final do concerto. A composição também carrega traços do estilo jazzístico, com um andamento rápido e linha melódica de um blues tradicional. A obra é umas das mais famosas composições do nova-iorquino George Gershwin, vencedor do Prêmio Pulitzer pelo musical Of Thee I Sing (1931) e autor da ópera-jazz Porgy and Bess (1935), produção desenvolvida pela Fundação Clóvis Salgado no mês de outubro.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Silvio Viegas – Regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, é professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a 2015 e diretor artístico interino do mesmo teatro de 2011 a 2012. Desde o início de sua carreira tem se destacado pela atuação no meio operístico, regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, Salome, La Bohème e Tosca. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Filarmônica de Montevidéu e Sinfônica do Sodre (Uruguai), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Theatro São Pedro-SP, Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras. Em 2001, obteve o primeiro lugar no Concurso Nacional “Jovens Regentes”, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. Natural de Belo Horizonte, Silvio Viegas estudou regência na Itália e é mestre em regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo de Oiliam Lanna, Sérgio Magnani e Roberto Duarte.

Fred Natalino – Pianista e arranjador. Mestre em Música pela UFMG (2015) e graduado em piano pela mesma instituição (2009), é também formado no curso técnico em piano pelo Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro (2004). No Centro de Formação Artística e Tecnológica da Fundação Clóvis Salgado (CEFART) foi professor de Percepção Musical e pianista ensaiador dos cursos básico e profissionalizante de dança, além da Big Band Palácio das Artes e do Coral Infantojuvenil Palácio das Artes. Integra a Happy Feet Jazz Band e é pianista do Coral Lírico de Minas Gerais. Participa regularmente como arranjador e pianista da série de concertos Sinfônica Pop, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, tendo trabalhado com Milton Nascimento, Ivan Lins, Elba Ramalho, Luiz Melodia, Gal Costa, José Miguel Wisnik, João Bosco, Rosa Passos, Filipe Catto, Lenine E Chico César.

Foto: Paulo Lacerda

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