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ViJazz & Blues recebe Fernanda Takai, Stu Hamm e Ariane Cap

Belo Horizonte é considerada a capital brasileira da música instrumental não é por acaso. A cidade agrega músicos talentosos e inovadores e está sempre recebendo visitas ilustres do universo musical, entre instrumentistas, cantores e compositores. Condição privilegiada que inspira a criação e a preservação de celebrações musicais, como o ViJazz & Blues Festival, surgido em 2007 e que hoje se encontra entre os maiores do país.

Sempre na vanguarda dos festivais de música instrumental, jazz e blues do Brasil, o ViJazz e Blues apresenta em sua edição 2019 um reconhecimento da notável presença feminina na música contemporânea e sua contribuição ao gênero instrumental, reunindo numa mesma noite a cantora Fernanda Takai e a baixista norte-americana Ariane Cap. Fernanda Takai, vocalista da bada Patu Fu, apresentará o seu mais recente álbum, O Tom da Takai, que traz um repertório menos conhecido, mas não menos precioso, de Tom Jobim. Acompanhada por Thiago Delegado (violão e guitarra), Fernando Merlino (piano e teclados), Diego Mancini (baixo) e Caio Plinio (bateria), Fernanda vai interpretar 13 pérolas praticamente desconhecidas de Jobim, como “Aula de Matemática” e “Ai Quem Me Dera”, entre outras canções ainda não reveladas. Metade das faixas do novo disco foi produzida por Roberto Menescal (arranjos, violão, guitarra, voz e vocais) e a outra metade por Marcos Valle (arranjos, piano, rhodes, órgão, sintetizador, voz e vocais).

A instrumentista norte-americana Ariane Cap, por sua vez, irá mostrar seu empolgante dueto com o também baixista e conterrâneo Stu Hamm, um dos mais aclamados artistas desse instrumento. A dupla traz a Belo Horizonte sua performance que alia o groove a experimentações com as sonoridades e modos de tocar o contrabaixo.

As apresentações serão ilustradas pelo trabalho visual do artista Sérgio Ramos, cujas peças são criadas ao vivo, simultaneamente aos movimentos sonoros, e projetadas no fundo do palco. Sérgio, inclusive, é quem assina a identidade artística do ViJazz, desde a criação do festival, em 2007.

O show duplo acontecerá no palco do Grande Teatro do Sesc Palladium, no dia 28 de novembro, a partir de 19h30.

As primeiras bossas

Saudado por especialistas e amantes do gênero, O Tom da Takai é um belo trabalho de resgate dos momentos iniciais da Bossa Nova. Em parte, devido à produção incessante de Tom Jobim e ao surgimento de obras-primas que conquistaram de imediato o público, essas canções foram deixadas na gaveta, quase relegadas ao esquecimento. E que agora, Fernanda Takai, Roberto Menescal e Marcos Valle, os responsáveis pela pesquisa e seleção, trazem ao grande público.

Autor dos livros de Chega de Saudade – A história e as histórias da Bossa Nova e A onda que se ergueu do mar – Novíssimos mergulhos na Bossa Nova, o jornalista Ruy Castro, defensor militante do gênero popularizado por João Gilberto e Tom Jobim, está entre os admiradores do trabalho de Fernanda. Em sua coluna, na Folha de São Paulo, ele escreveu: “Faixa após faixa, ela nos traz de volta umTom que era urgente recuperar — o Tom jovem, de cerca de 30 anos e ainda inconsciente de sua vocação para a eternidade. Fernanda garante a eternidade desse repertório e, com sua leveza e juventude, faz dele nosso contemporâneo — pequenas grandes canções para tocar no rádio e, quem sabe, despertar uma nova geração”. Por sua vez, o crítico carioca Mauro Ferreira, do G1, avaliou assim a ‘bossa atemporal’ de O Tom da Takai: “Com canto de pequeno volume, talhado para esse repertório que dispensa arroubos vocais, Takai cai com fluência no samba Outra vez (Antonio Carlos Jobim, 1954) – levada pelo arranjo de Valle, sempre preciso ao piano – e expressa a sofrência moderna que pauta o raro samba-canção Só Saudade (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1956).

Foto:Weber Pádua

 

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