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Os riscos de ser um atleta de final de ano

Devido a falta de regularidade, o corpo dos atletas de final de ano não se adapta e acaba sofrendo com o exercício

Com a proximidade do fim do ano e das férias de verão, as pessoas tendem a se preocupar em exibir um corpo mais bonito nas festividades e viagens. Por isso, acabam exagerando nas atividades físicas sem saber dos riscos que isso pode causar. Por essa razão, é de extrema importância alinhar os exercícios físicos com acompanhamento de um profissional para evitar lesões e problemas futuros.

O fisioterapeuta Rodrigo Fádel explica que essas pessoas querem recuperar o tempo perdido ao longo do ano em um curto espaço de tempo, praticando atividades de forma exaustiva. “Para alcançar resultados mais rápido, alguns apelam para uma alta intensidade e frequência no treinamento, causando uma sobrecarga no corpo, especialmente para os que não estão habituados a fazer atividades físicas regulares. O excesso de exercícios pode causar lesões, entorses, dores na cervical e até facilitar a formação de hérnias”, pontua.

Dores nas articulações por um longo tempo, desconfortos na hora de fazer exercícios, cansaço e dores musculares são alguns dos sintomas do exagero. “O ideal é fazer um planejamento das atividades físicas desde o início do ano focando no resultado desejado. Para isso, é necessária avaliação e acompanhamento de profissionais, como cardiologista, fisioterapeuta, nutricionista. Para que a atividade física promova a qualidade de vida sem riscos à saúde”, orienta Rodrigo.

As lesões podem ser diversas, dependendo do esporte. No futebol, por exemplo, por envolver movimentos bruscos e contato com outros participantes, pode haver torções de joelho e tornozelo, lesões musculares e até fraturas. Já na corrida ou na bike, o movimento repetitivo feito de forma errada e intensa, sem o devido preparo, é capaz de gerar tendinites, bursites, estiramentos e encurtamentos da musculatura.

Além das lesões musculares, há também o risco de comprometer o coração. No caso de existir uma doença desconhecida, a grande sobrecarga cardíaca provocada pela atividade pode até causar uma morte súbita. Da mesma forma, os problemas menores não podem ser ignorados, dentre eles, tonturas, mal-estar, taquicardia, enjoo e desmaio.

Reduzindo riscos

O fisioterapeuta ressalta que é importante respeitar os limites do corpo. “Se durante a prática começar a sentir dor ou cansaço muscular extremo, interrompa a atividade. O esporte deve ser agradável e cansativo na medida, sem trazer mal-estar durante ou depois.” Também é importante realizar check-up regularmente (de acordo com orientação médica) para saber como está a saúde do coração. Durante a prática do exercício, use a percepção do esforço para dosar a intensidade da atividade: se ficar muito ofegante, dê uma pausa de alguns minutos para se recuperar.

Iniciar de forma leve e gradativa é indispensável para sentir como o corpo vai reagir e sentir como o corpo vai reagir, e aumentar gradativamente a carga de exercícios nos próximos dias ou semanas. Outra forma é fazer trocas no dia a dia, como ao invés de usar o elevador, usar as escadas.

Fonte: Rodrigo Fádel - Fisioterapeuta (CREFITO 127595F) - Especialista em Fisioterapia Esportiva (FCMMG). Especialista em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica (UFMG) - Osteopata (Escuela de Osteopatia de Madrid/Espanha) - Pós Graduado em Ciência e Prática no Alto Rendimento (NAR/SP) - Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia.

Foto segue anexa. (Fonte: Internet)

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