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Nesta quinta-feira (25), o Conto Sete em Ponto celebra a Preta Ancestralidade

Evento online vai reunir os contadores de histórias Cléo Cavalcantty (MG), Linete Mathias (AL) e a dupla Laura Tamiana (SP/PE) e François Moïse Bamba (Burkina Faso)

Na esteira da comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra (20), o Conto Sete em Ponto online, que será realizado nesta quinta-feira (25), no YouTube e no Facebook da Aletria, vai reunir os contadores de histórias Cléo Cavalcantty, Linete Mathias e a dupla Laura Tamiana e François Bamba em torno do tema “Preta Ancestralidade”. O evento tem curadoria e será apresentado pelo ator, escritor e contador de histórias Marcelino Ramos Xibil. “Esse é um tema cada vez mais relevante no Brasil e diz muito dessa nossa descendência africana, que deve ser reverenciada e colocada em pauta nas discussões e nas artes brasileiras”, comenta o curador.  

François Moïse Bamba é da casta dos ferreiros, os mestres do fogo e do ferro. Foi iniciado na arte do conto por seu pai e criado em estreita relação com a tradição da cultura e da arte griot de Burkina Faso, sendo hoje ator e contador de histórias. Credita sua formação artística, principalmente, a Hassane Kouyaté, Habib Dembélé e Jihad Darwiche. Coletou e reescreveu numerosos contos do Burkina Faso, alguns deles dando origem a CD, DVD e livros publicados na França.

Foi diretor artístico do festival de contos Yeleen e hoje realiza o Festival Internacional dos Patrimônios Imateriais – transmissão de saberes e fazeres antigos. Suas apresentações são um convite a mergulhar na riqueza das culturas de tradição oral da África do Oeste.

No Brasil, suas apresentações e demais atividades contam com organização e a tradução em cena de Laura Tamiana, com quem trabalha em parceria desde 2017. Artista e produtora brasileira, Laura cria e desenvolve projetos que envolvem as artes visuais, a palavra, a música e as artes do corpo, sempre com o propósito de promover o encontro entre pessoas e contextos, a partir de um viés afetivo e de questões em torno da identidade, do pertencimento e da memória.

Juntos, os dois artistas criaram Ba-kô Burkina Brasil, uma ponte artística e cultural entre o Brasil e a África do Oeste por meio de Burkina Faso. Em bambara – uma das línguas de Burkina – “ba-kô” significa ao mesmo tempo “nas costas da mãe” e “na outra margem”, simbolizando o convite para ir ao encontro do outro, à descoberta do mundo, a partir de um lugar de acolhimento e cuidado, uma vez que é nas costas que as mães africanas carregam seus bebês.

Já Linete Matias conta as histórias do seu lugar, o povoado de Potengi, localizado na cidade de Piaçabuçu em Alagoas. Ela leva afirma ser filha de contadora de histórias e de pescador. É brincante da cultura popular por tradição, e graduada em Teatro Licenciatura pela Universidade Federal de Alagoas. Atua como arte-educadora.

E Cléo Cavalcantty é atriz, produtora e contadora de histórias, nascida em Barbacerna (MG). Como costuma dizer, é encantadora de palavras e outras escritas. É também fundadora da Cia Girolê e do projeto sobre Lendas e Mulheres inspirado na obra de Clarissa Pinkala Éstes. Além de ser coordenadora artística do Programa de Preparação de Narradores de Histórias e Novos Repertórios - Tempo de Narrar (juntamente com o Instituto Dom Miguel e Histórias Com Carlitos).

Serviço: Conto Sete em Ponto online, 25/11, às 19h, celebra a PretaAncestralidade. Com participação de Cléo Cavalcantty (MG), Linete Mathias (AL) e a dupla Laura Tamiana (SP/PE) e François Moïse Bamba (Burkina Faso) e apresentação e curadoria de Marcelino Ramos Xibil. No YouTube e no Facebook da Aletria.

 

Foto: Cleo / Divulgação

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