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FIPP - Feira Internacional de Pedras Preciosas segue fortalecendo a indústria de gemas de Minas Gerais

O setor de gemas naturais de Minas Gerais é conhecido por sua tradição e vem se fortalecendo cada vez mais. Pouca gente sabe, mas Teofilo Otoni é a capital brasileira das pedras preciosas e é lá onde acontece a FIPP que recebe compradores do mundo todo

A edição de 2021 aconteceu entre os dias 16 e 20 de novembro no centro de convenções EXPOMINAS da cidade. O evento é uma realização de Leonardo Silva Souto, Presidente da Associação Dos Comerciantes e Exportadores de Jóias e Gemas do Brasil. “A feira superou as expectativas dos expositores e outros vendedores”, conta Murilo Graciano, presidente da Câmara de Gemas do Sindijoias MG

Como todos os anos, a Fipp apontou tendências para o setor. Foi marcante a grande procura por esmeraldas brasileiras, especialmente a forma de coração. Destaca-se também o interesse por pedras naturais de valor acessível, em detrimento do uso de pedras sintéticas, vidros etc. Um caminho cada vez mais forte trilhado pelas empresas de bijuterias.

“Ocorreram importantes reuniões durante a FIPP 2021. Destaca-se a atuação da Câmara de Gemas do Sindijoias MG com representantes da Secretaria de Governo de MG, com a deputada Laura Serrano, representantes locais, geólogos e engenheiros de minas” completa Graciano. Entre os temas abordados, o plano de ação para criação e formalização do APL 3 Vales e regulamentação do pequeno minerador ou pequena lavra garimpeira.

Sobre as gemas brasileiras

“Por que não montar joias com nossas pedras?” É o que Raymundo Vianna, vice-presidente do Sindijoias Ajomig frequentemente questiona. O Brasil é conhecido por sua riqueza em pedras preciosas, sendo que o estado de Minas Gerais sozinho é responsável por cerca de 25% da produção mundial. No entanto, segundo ele, o mercado brasileiro é pouco acostumado a utilizar gemas e materiais nacionais para a confecção de joias e bijuterias, sendo mais comum a utilização de materiais importados, o que eleva o custo da peça. 

A utilização de gemas extraídas em território nacional diminui a quantidade de ouro nas peças, o que também diminui os custos do produto. Além de maiores possibilidades de criação, por parte do designer, devido à maior proximidade com os fornecedores e a grande variedade de cores das gemas brasileiras, como a esmeralda, água marinha, topázio, turmalina, quartzo fumê e ametista, que são só algumas das mais de 100 gemas diferentes encontradas no Brasil. 

Além de valorizar o mercado nacional, a utilização de gemas brasileiras também é uma boa opção para períodos de crise, ao diminuir os custos de toda a cadeia produtiva, permitindo um menor custo de produção e um produto mais acessível para os consumidores.

https://www.instagram.com/sindijoiasajomig

Foto: Fipp / Murilo Graciano

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