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Palestra “de contos e cantos: a trajetória de Olavo Romano”, na academia mineira de letras, dia 29/11
PROFESSORAS DOUTORAS IVETE WALTY E VALÉRIA MACHADO TRAÇAM PARALELO ENTRE A TRAJETÓRIA DE MACHADO DE ASSIS E A DO EX-PRESIDENTE DA AML
A Academia Mineira de Letras promove no dia, 29 de novembro, às 19h30, a palestra “De contos e cantos: a trajetória de Olavo Romano”. A conferência será proferida pelas professoras Ivete Lara Camargos Walty, doutora em Literatura Comparada e Teoria Literária, e Valéria Machado, doutora em Literaturas de Língua Portuguesa.
O evento faz parte do programa Universidade Livre, – Plano Anual de Manutenção AML, realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de mais de 4,7 mil médicos cooperados e colaboradores; e copatrocínio da CBMM. A AML integra o Circuito Liberdade.
O acadêmico Olavo Celso Romano nasceu em 1938, em Morro do Ferro, distrito de Oliveira (MG). Foi presidente da AML até maio de 2016; e como presidente emérito ocupa a cadeira de nº 37.Estudou Direito na PUC Minas e cursou o mestrado em Administração na FGV Rio. Fez carreira no serviço público, aposentando-se como Procurador do Estado. Tem cerca de 20 livros publicados, em que focaliza o jeito, a fala e a vida no interior mineiro. Oito deles são amplamente adotados em escolas de Minas e de outros estados. Publicou seus “causos” e textos poéticos em jornais como Estado de Minas eJornal de Casa e nas revistas Globo Rural, Palavra, Cícero, Veja, IstoÉ e Mercado Comum. É sóciofundador e inscrito de n° 2 do Sindicato de Escritores de Minas Gerais.
Nesta palestra, as professoras doutoras fazem “uma leitura da trajetória biobibliográfica de Olavo Romano, por meio de um paralelo entre o ato de contar histórias e o modo de olhar o mundo”, antecipa Ivete Walty. Essa perspectiva parte de um trecho da série de crônicas de Machado de Assis - “História de Quinze Dias”, publicada pelo “Bruxo do Cosme Velho”, em 1876: “E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de histórias é justamente o contrário do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que contador de histórias. Por que essa diferença? Simples, leitor, nada mais simples. O historiador foi inventado por ti, homem culto, letrado, humanista, o contador de histórias foi inventado pelo povo, que nunca leu Tito Lívio, e entende que contar o que se passou é só fantasiar.”
Sobre as palestrantes:
Ivete Lara Camargos Walty é doutora em Literatura Comparada e Teoria Literária pela USP, com pós-doutorado na Universidade de Ottawa, Canadá. É professora do Programa de Pós-graduação em Letras da PUC Minas e professora aposentada da Faculdade de Letras da UFMG. Pesquisadora nível 1-D do CNPq, é organizadora do livro “Literatura marginal, sua crítica” (2018) e autora de “A rua da literatura e a literatura da rua” (2014), “Corpus rasurado: exclusão e resistência na narrativa urbana” (2005) e “O que é ficção” (1985).
Valéria Machado é doutora e mestre em Literaturas de Língua Portuguesa pela PUC Minas e pós-graduada em Língua Falada e o Ensino do Português pela mesma universidade. Entre seus artigos publicados destacam-se Corpo e subjetividade: espaços e experiências. SCRIPTA (PUCMG) e Cartographies littéraires du Brésil actuel: espaces, acteurs et mouvements sociaux. 1. ed. Bruxelas/Bélgica: P.I.E Peter Lang S.A. Éditions scientifiques internationales.
Foto: Divulgação
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