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Gilcevi lança seu novo livro “Retrato do poeta quando devedor do aluguel” – sábado dia 1 de dezembro

Poeta aborda de forma iconoclasta e irônica o momento político do país e a condição de penúria do poeta na sociedade brasileira.

Cesar Gilcevi é uma figura ativa na cena artística belo-horizontina, atuando como músico, articulador cultural e poeta. Em 2016 ele lançou o livro de poemas intitulado “Os Ratos Roeram o Azul”, obra que recebeu destaque em publicações como o Suplemento Literário de Minas Gerais, e agora retorna com o segundo trabalho Retrato do poeta quando devedor do aluguel (Editora Letramento) que terá lançamento no sábado, 1 de dezembro. A tarde de autógrafos será no bar Lua Nova, de 11 às 16 horas, no segundo andar do edifício Maletta (avenida Augusto de Lima 233), tradicional reduto da boemia belorizontina. O livro será vendido a 34 reais.

“Os leitores sempre têm a ganhar quando surge na cena poética brasileira uma nova voz, digna de ser conhecida.” É dessa forma que o jornalista e também poeta Fabrício Marques apresenta a poesia de Gilcevi.

Sobre a nova publicação ele que diz que “Este livro é diferente do que tenho visto. Sombrio e sarcástico. E, desgraçadamente, profético. ”, ratifica.

Com capa confeccionada pelo artista Gilson Ribeiro Retrato do poeta quando devedor do aluguel reúne cem poemas escritos ao longo de 2017 e início de 2018. Os textos abordam de forma singular e iconoclasta o atual momento político brasileiro, a condição do poeta na sociedade, a ancestralidade e a resistência secular do povo pobre nas periferias e favelas, entre outros temas.

O cultuado crítico e poeta paulista Cláudio Willer declarou que “o livro é diferente do que tenho visto. Sombrio e sarcástico. E, desgraçadamente, profético." Gilcevi diz que começou a escrever os poemas logo após o golpe de 2016. “Inevitavelmente os poemas refletiram o clima de catástrofe social e política que se instaurou no país. À minha maneira escrevo contra o retorno desse fundamentalismo religioso medieval que culminou na perseguição ao livre pensamento, aos artistas e às minorias e na ascenção de um fascista à presidência. Não à toa o subtítulo do livro é Poeta bom é poeta morto.”, diz.

Dividido em sete partes, o Retrato do poeta presta homenagem aos escritores Cruz e Souza, Wander Piroli e Sérgio Fantini, influências confessas de Gilcevi. Destaca-se também a diversidade de procedimentos poéticos executados pelo autor que vão desde poemas curtos, de apenas um único verso, até experimentos verbais extensos que dialogam com a prosa.

A escritora Adriane Garcia que também assina a orelha do livro arremata: “Em seus versos, o poeta traça o surreal, o onírico e a realidade mais crua (que de tão crua parece surreal). Entre imaginação e denúncia, a poesia de Gilcevi é um coquetel de excelente mistura.”

Poesia rocknroll

Velho conhecido da cena rock mineira, Gilcevi foi integrante da extinta banda Carolina Diz com quem lançou os discos Se perder (2004) e Crônicas do amanhecer (2008), ambos com reconhecimento nacional de crítica.

Recentemente, após um hiato de anos, o poeta e músico retornou ao rock com o Cadelas Magnéticas. Além de Gilcevi, o grupo reúne um time de músicos oriundos de diversas bandas da capital como Pelos, Herói do Mal, Desejo Terrível e Carmem Fem, e estreou com o EP Encruzilhada, disponível em todas as plataformas digitais.

Foto: Fernando Prates

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