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Licores mineiros chegam ao Mercado Novo em forma de coquetéis, shots e doses

O Andarilho faz uma releitura do uso da tradicional bebida, oferecendo diversas combinações e utilizando apenas licores produzidos em Minas Gerais

Quem nunca viajou pelo interior, seja de passagem ou na casa de familiares, e se deparou com uma garrafa de uma bebida diferente, aparentemente esquecida, encostada no canto de um restaurante ou de um aparador na sala?

Essa situação não é incomum em Minas Gerais, um estado culturalmente diverso, cujo clima e características geográficas diferentes proporcionam, além da variedade de costumes e tradições, alimentos típicos diferentes de cada região. Isso também é refletido na produção de bebidas artesanais e nesses licores bem específicos, vistos nas mencionadas prateleiras. 

Diante desse cenário, surgiu a ideia de criar o ‘O Andarilho’. Os sócios do novo espaço no 2º andar do Mercado Novo, Gustavo Ávila e Rodrigo Ribeiro, tinham a inspiração do período morando na Alemanha, Espanha e México, locais particularmente orgulhosos de suas bebidas características e nos quais bares especializados em licores são comuns. Restava saber se um bar focado apenas em produtos mineiros era viável. Não foi preciso uma pesquisa muito extensa para mostrar que, sim, é mais do que possível. 

“O nosso próprio nome surge dessa proposta de buscar por todo nosso estado novos sabores em forma de bebidas. Temos como grande objetivo resgatar, fomentar e apreciar a cultura do Estado, apostando no seu consumo tradicional e também atribuindo uma nova harmonização para essas bebidas”, explica Rodrigo. 

É o caso do ‘Chá das Seis’, drink que leva licor de 19 ervas aromáticas (Faria Lemos), licor de mexerica (Belo Horizonte), vodca (Betim), limão e hortelã (feira do Mercado Novo). Ou do “Gabriela e sua mula”, que adiciona licor de cravo e canela (também de Betim) à receita do conhecido Moscow Mule. 

Sabores exóticos que muitas vezes na descrição parecem não fazer sentido ou que levam a uma expressão “hum... sei não. Não parece muito bom”, mas que ao serem bebidos invariavelmente provocam um: “uai, que delícia”. 

“Não chega a ser a junção do velho com o novo, mas uma conversa do clássico e tradicional com as tendências atuais, acompanhando o cenário de busca por drinks e bebidas diferentes, cada vez mais observado em Belo Horizonte. Neste caso, usando apenas produtos daqui mesmo”, ressalta Gustavo.

A mesma linha é seguida nos shots, que aliam combinações exóticas de bebidas à beleza de apresentação que essa mistura provoca. São 33 opções divididas com relação à sua graduação alcoólica, indo desde os mais doces e leves (Banana Bread – licor de avelã, licor banana, vodca e canela) aos mais fortes (Bola de fogo - Licor de curaçao blue, licor de frutas vermelhas e licor Red Bullet de abacaxi; Capetão do Mato - Licor de limão capeta, Licor de whiskey com canela,  Rum e Tabasco). 

O preço dos coquetéis varia entre 15 e 16 reais, enquanto os shots vão de 8 a 10 reais. 

Foto:Gustavo Andrade

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