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Filarmônica de Minas Gerais apresenta solo de cinco de seus músicos e musicistas principais
Com regência do maestro associado, José Soares, Orquestra interpreta obras de Paul Hindemith, Max Reger e Brahms
Nos dias 23 e 24 de novembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, cinco dos músicos e musicistas principais da Filarmônica de Minas Gerais, Cássia Lima (flauta), Alexandre Barros (oboé), Marcus Julius Lander (clarinete), Adolfo Cabrerizo (fagote) e Clémence Boinot (harpa), se unem para apresentar uma obra singular do compositor Paul Hindemith para instrumentos da família das madeiras e harpa, no Concerto para madeiras, harpa e orquestra. Sob a batuta do maestro associado da Orquestra, José Soares, a Filarmônica celebra os 150 anos de nascimento de Max Reger, com a obra Suíte em estilo antigo, op. 93, e o público terá a oportunidade de reviver a grandiosidade da Segunda Sinfonia de Johannes Brahms. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.
Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Maestro José Soares, regente associado da Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores.
Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição.
Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Claudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop.
Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia.
Ao final de 2021, recebeu o prêmio da crítica na categoria ‘Jovem Talento’ da Revista Concerto. No ano de 2022, regeu as Orquestras Sinfônicas NHK de Tóquio e MÁV Symphonie Orchester em Budapeste.
Em 2023, regeu a New Japan Philharmonic, a Orquestra Sinfônica de Hiroshima e a Orquestra Filarmônica de Nagoya, no Japão, e fez sua estreia como convidado da Osesp.
Cássia Lima, flauta
Cássia Lima é Bacharel em Flauta pela Unesp e concluiu seu mestrado e Artist Diploma na Mannes College of Music, Nova York. Foi aluna de João Dias Carrasqueira, Grace Busch, Jean-Nöel Saghaard, Marcos Kiehl e Keith Underwood. Participou dos principais festivais de música do país e venceu concursos importantes, como o II Concurso Nacional Jovens Flautistas, o Jovens Solistas da Orquestra Experimental de Repertório, a Mannes Concerto Competition e o Gregory Award. Tem ampla atuação com música de câmara, integrando o Quinteto de Sopros da Filarmônica e diversos outros grupos em Belo Horizonte. Bolsista do Tanglewood Music Center, atuou como camerista e Primeira Flauta sob regência de James Levine, Kurt Masur, Seiji Ozawa e Rafael Frühbeck de Burgos. Na Minnesota Orchestra foi regida por Charles Dutoit. Foi Primeira Flauta e solista da Osesp, integrando-se à Filarmônica em 2009 como Flauta Principal. Gravou o CD Memória da Música Brasileira com o pianista Miguel Rosselini. Desde 2019, participa do Festival Artes Vertentes, em Tiradentes (MG).
Alexandre Barros, oboé
Alexandre Barros iniciou seus estudos com o pai, Joaquim Inácio Barros, e foi aluno de Afrânio Lacerda, Gustavo Napoli, Carlos Ernest Dias e Arcádio Minczuk. Com o Quinteto de Sopros da UFMG venceu o V Concurso de Música da Câmara da universidade. Com o Trio Jovem de Palhetas foi menção honrosa nos concursos Jovens Solistas da Faculdade Santa Marcelina e da Osesp. Recebeu ainda o Prêmio Eleazar de Carvalho. Foi solista das sinfônicas de Minas Gerais, da UFMG, da UFOP, Orquestra Sesiminas, Filarmônica Nova, Sinfônica de Ribeirão Preto, Osesp e Filarmônica de Minas Gerais. Integrou a Osesp e foi Primeiro Oboé da Sinfônica de Ribeirão Preto. Alexandre é Oboé Principal na Filarmônica desde 2008.
Marcus Julius Lander, clarinete
Marcus Julius Lander é Bacharel em Clarinete pela Unesp, na turma de Sérgio Burgani. Também foi aluno de Luis Afonso “Montanha” na USP e de Jonathan Cohler no Conservatório de Boston. Atuou como spalla na Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e chefe de naipe nas orquestras Jovem de Guarulhos, do Instituto Baccarelli e da Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Integrou ainda a Orquestra Acadêmica da Cidade de São Paulo e o Quarteto Paulista de Clarinetas. Nos últimos anos, Marcus Julius foi artista residente em festivais e congressos na China, Peru, Tailândia e México. Também atuou como jurado e professor em competições de clarinete nacionais e internacionais. Desde 2009, é Clarinete Principal na Filarmônica.
Adolfo Cabrerizo, fagote
Adolfo Cabrerizo iniciou os seus estudos musicais em Granada (Espanha), sua cidade natal, como pupilo de Joaquín Osca. Em 2007, tornou-se o aluno mais jovem de sopros da Escola Superior de Música Reina Sofia, ocupando a Cadeira de Fagote de Klaus Thunemann. No mesmo ano, foi admitido no Instituto Internacional de Música de Câmara em Madri, onde foi aluno de Hansjörg Schellenberger e Radovan Vlatkovic, sendo convidado por quatro anos consecutivos para o Festival de Santander. Como integrante da Orquestra Jovem da Escola Reina Sofia, apresentou-se em inúmeras ocasiões sob a batuta de maestros de renome, como Zubin Mehta. Adolfo concluiu o mestrado em Performance Musical pela Universidade de Música e Artes Cênicas de Munique e pela Academia Norueguesa de Música, orientado por Dag Jensen. Já atuou com as orquestras da Ópera e Balé Nacional da Noruega, as filarmônicas da Malásia e de Nuremberg, a Sinfônica de Madri e a Orquestra de Rádio da Suécia, entre outras. Em 2020, iniciou um segundo mestrado com o professor Sergio Azzolini na Basileia (Suíça). Adolfo é o Fagote Principal da Filarmônica desde 2022.
Clémence Boinot, harpa
Clémence Boinot apaixonou-se pela harpa aos cinco anos, quando encontrou o instrumento pela primeira vez. Ela começou a estudar orientada por Isabelle Lagors em sua cidade natal, Cergy-Pontoise, na França. Aos vinte anos, ingressou na Haute École de Musique de Genebra, na Suíça. Após seis anos de aperfeiçoamento, sob orientação de Florence Sitruk, Clémence concluiu seu Bacharelado em 2013; em 2015 tornou-se Mestre em Pedagogia e concluiu sua formação em 2017 com um mestrado em Soloist Performance. Ainda em 2017, entrou na Orquestra Filarmônica de Minas Gerais como Harpista Principal. Paralelamente aos estudos, Clémence participou de vários projetos de música de câmara e foi membro-fundadora do grupo Ensemble Caravelle. Em reconhecimento ao seu propósito de explorar as interações entre música e teatro, o grupo recebeu, em junho de 2016, o prêmio na categoria Music and Stage Art pela HES-SO (Universidades de Alta Especialização do Oeste da Suíça). Em 2020, teve a possibilidade de retomar suas atividades como professora, parte fundamental da sua prática musical, participando da Academia Virtual Filarmônica, e, em 2021, como mentora da Academia Filarmônica.
Repertório
Max Reger (Brand, Alemanha, 1873 – Leipzig, Alemanha, 1916) e a obra Suíte em estilo antigo, op. 93 (1916)
As obras de Max Reger se destacam pela fusão de formas e influências barrocas com uma linguagem harmônica mais cromática. Apesar de sempre ter se afirmado como católico, o compositor alemão buscou inspiração em gêneros mais ligados ao protestantismo, desenvolvendo um estilo próprio que era, ao mesmo tempo, contemporâneo e reverente ao passado – algo que, muitas vezes, lhe custou a compreensão dos críticos da época. Finalizada em 1906, a Suíte em estilo antigo demonstra com clareza a influência de Bach na música de Reger. O primeiro movimento lembra fortemente o Concerto de Brandemburgo nº 3 e o terceiro trata-se de uma fuga, uma das formas bachianas por excelência. Entretanto, apesar do título, a Suíte não é simplesmente uma homenagem literal ou um pastiche das tendências de outrora e contém muitos elementos modernos, como era característico de Reger. Composta originalmente para violino e piano, a obra foi adaptada para orquestra pelo próprio compositor em 1916, poucas semanas antes de sua morte prematura, aos 43 anos.
Paul Hindemith (Hanau, Alemanha, 1895 – Frankfurt, Alemanha, 1963) e a obra Concerto para madeiras, harpa e orquestra (1949)
Quando Paul Hindemith era ainda um jovem compositor, o crítico Paul Bekker afirmou: “Hindemith não compõe simplesmente. Ele faz música”. E não foi o único. A produtividade e inventividade do artista alemão poderiam levar alguém a pensar que a composição – o ofício de organizar notas numa relação significativa – fora suplantada por algum processo automatizado. No entanto, não se trata de algo automático ou mecânico, mas sim da pura constatação de fluência e domínio sobre o material trabalhado – algo que o iguala, em certa maneira, a Bach, Haendel, Haydn e Mozart. Todo o repertório composicional de Hindemith, por mais sério e complexo, sempre reafirma a alegria do processo de compor. O Concerto para madeiras e harpa é um dos mais ricos exemplos dessa característica. Lançado em 15 de maio de 1949 em Nova York, pelas mãos da CBS Symphony Orchestra e sob a direção de Thor Johnson, a peça acompanha a tendência de valorizar os instrumentos de sopro observada nas composições do autor no pós-Segunda Guerra. Orquestrada para trompas, trompetes, trombones e cordas, a partitura também demanda cinco instrumentos solistas: flauta, oboé, clarinete em si bemol, fagote e harpa. É, em essência, um concerto destinado à diversão, porém em largas proporções, o que o posiciona em algum lugar entre a música de câmara e a orquestral.
Johannes Brahms (Hamburgo, Alemanha, 1833 – Viena, Áustria, 1897) e a obra Sinfonia nº 2 em Ré maior, op. 73 (1877)
O jovem Brahms estudou com profundidade Bach, Lassus e Palestrina, ampliando o colorido harmônico e a presença do contraponto em sua obra. A mistura entre aspectos formais herdados da tradição clássica, particularmente de Beethoven, a canção popular alemã e a polifonia desses mestres antigos apresenta-se em sua música com cores e nuances originais. A Sinfonia nº 2 em Ré maior, escrita no verão de 1877, talvez seja a mais lírica e luminosa das quatro obras do gênero criadas pelo compositor. Seu tom primaveril contrasta com o caráter sombrio da Primeira. Na Segunda, a harmonia é cheia de matizes e reflete a mistura de luz e sombra resultante de um cromatismo sutil mesclado com elementos diatônicos. Visto como conservador por seus contemporâneos, justamente por suas influências em termos de composição, Brahms passou a ser revalorizado no início do século XX, especialmente por sua liberdade rítmica e ousadia harmônica.
Serviço:
Filarmônica de Minas Gerais
Série Presto
23 de novembro – 20h30
Sala Minas Gerais
Série Veloce
24 de novembro – 20h30
Sala Minas Gerais
José Soares, regente
Cássia Lima, flauta
Alexandre Barros, oboé
Marcus Julius Lander, clarinete
Adolfo Cabrerizo, fagote
Clémence Boinot, harpa
REGER Suíte em estilo antigo, op. 93
HINDEMITH Concerto para madeiras, harpa e orquestra
BRAHMS Sinfonia nº 2 em Ré maior, op. 73
INGRESSOS: R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Palco), R$ 90 (Balcão Lateral), R$ 120 (Plateia Central), R$ 155 (Balcão Principal) e R$ 175 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
São aceitos: Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa | PIX
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.
Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.
O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.
Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.
A Orquestra possui 12 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.
Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.
A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.
A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.
A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.
Os números da Filarmônica (2008 a junho/2023)
1.467.778 espectadores
1.161 concertos realizados
1.278 obras interpretadas
119 concertos em turnês estaduais
39 concertos em turnês nacionais
9 concertos em turnê internacional
606 notas de programa publicadas no site
225 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)
1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral
4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica
12 CDs lançados
1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)
Foto: Vinícius-Correia
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