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Comum, artista contemplado pelo Bolsa Pampulha, apresenta “Sopa de Letras”; obra terá série de ações que envolve graffiti e rap, a partir desta quinta-feira, 24
A abertura das exposições com as obras de Comum, bem como de todos artistas contemplados pelo programa de residência Bolsa Pampulha, acontecem respectivamente na sexta-feira, 25, e no sábado, 26
No graffiti, o conceito ‘sopa de letras’, traduz bem a coletividade das ruas, já que são intervenções realizadas por vários artistas que escrevem seus nomes em grandes paredões com letras no estilo throw-up ou grapixo formando grandes mosaicos de letras, nomes, cores e estilos. O processo de construção destas sopas de letras é o que norteia a nova obra de mesmo nome do multiartista Comum. Em “Sopa de Letras”, o conceito é conduzido para o contexto mais amplo da cultura Hip Hop ao se unir ao rap, expressão que está presente desde o início de sua trajetória artística. O resultado é o conhecimento articulado pela palavra como ponto de encontro entre as expressões de seu trabalho, que inclui o lançamento do álbum musical e novos murais em três pontos da cidade com frases que exaltam a escrita urbana. Além disso, exposições que levam a cultura de rua através do graffiti para o Museu Artes e Ofícios e para o Viaduto das Artes, têm abertura para visitação respectivamente na sexta-feira, 25, e no sábado, 26. A obra é resultado do processo desenvolvido pelo artista para o Bolsa Pampulha, programa consolidado de artes visuais, que se apresenta como uma das principais residências artísticas do país. A curadoria é de Raphael Fonseca e Amanda Carneiro, com tutoria de Marcel Diogo. Para mais informações, acesse https://www.instagram.com/com_um/.
LANÇAMENTO DE SINGLE
Com trabalhos que manifestam questões políticas e sociais em gravuras e grandes murais, como o painel “O Vôo” para o CURA - Circuito Urbano de Arte e “Hip Hop BH - Muita História”, para Projeto Gentileza, Comum sempre manteve contato com a cena musical. O rap é uma das linguagens que ele articula em sua produção autoral desde 2006, quando entrou no grupo Coletivo Dinamite, banda com vocais de rap, ritmos de soul, R&B, breakbeat e funk. “Ali pude trabalhar com artistas como Clebin Quirino e Zaika dos Santos e aprendi muito! Em 2014, saí do grupo e lancei meu primeiro disco solo “Rimas de um levante”, pela Produto Novo, selo de Clebin Quirino, com participações de Abu, o próprio Clebin e FBC”, relembra. Já no coletivo Aji Panca, que teve uma produção intensa entre 2012 e 2018, participou de coletâneas com nomes como Hot, Oreia, Matéria Prima, Bárbara Sweet, Hyper e DMS.
O show “Sopa de Letras” marca o retorno do artista ao rap, com músicas inéditas. Na apresentação, o artista lança o single "Semquerecê", que faz parte do disco “Sopa de Letras'' previsto para ser lançado no início do próximo ano. “Tem um caldo de conhecimento na cultura Hip Hop. Quando eu associo a escrita urbana com o alimento, estou dizendo sobre um substrato até mesmo espiritual. É uma forma da gente se retroalimentar, alimentar as novas gerações”. O show será executado ao vivo, com uma banda, formada pelos músicos Francesco Napoli (guitarra), Mamede (bateria), Tiago Pereira (baixo), Sofia (backing vocals), Abu (dobras) e Cizco (DJ). O evento gratuito será na próxima quinta-feira, 24, a partir das 20hs, no Spot Culture (Rua São Paulo, 978 - Centro). A apresentação acontecerá pontualmente às 21h30. A entrada é gratuita sem necessidade de retirada de ingressos.
INTERVENÇÃO URBANA
As ruas de BH recebem novos murais em grandes corredores de circulação. Como parte de sua obra para o Bolsa Pampulha, Comum propôs a realização de três intervenções pela cidade. São as chamadas “sopas de letras”, onde artistas do graffiti escrevem seus nomes lado a lado, criando grandes mosaicos de estilos. Mas na intervenção, ao invés de escreverem seus nomes, os artistas foram convidados a escrever trechos de frases. Ao todo serão três frases, derivadas de “Um graffiti na parede já defende algum direito”, verso originalmente escrito pelo rapper Helião, do grupo de rap paulista RZO. Comum ressalta que a escolha da frase marca a luta por direitos do graffiti e do Hip Hop em geral, além de integrar novamente os elementos do rap e do graffiti em sua produção. “Estas frases, numa sopa de letras, adquirem sentido metalinguístico e reivindicam, em ato, o espaço e a liberdade de expressão, valores caros à prática do graffiti, aqui entendidos como um direito”, acrescenta.
E quem passar pelo Viaduto das Artes, no Barreiro, já pode ver uma das três obras que o artista entrega à cidade. Para este grafitti, Comum se reuniu com os artistas visuais Xerel, Kesa, Caos e Carimbo para a escrita da frase: “A palavra na parede já defende algum direito”. O paredão integra a exposição dos artistas contemplados no Bolsa Pampulha que acontecerá no Viaduto das Artes a partir do sábado, 26. Comum conta que para esta etapa do seu projeto, escolheu que a frase estivesse no entorno das edificações do espaço cultural como uma forma de dialogar com esse aspecto mais coletivo que existe entre os artistas de rua.
A RUA DENTRO DO MUSEU
Se para o Viaduto das Artes, a escolha foi que a obra se expandisse da exposição interna do espaço para fora dele, para a galeria do Museu de Artes e Ofícios, a rua e sua cultura entram no museu. Como ato simbólico, Comum leva para a galeria os mesmos grafiteiros e grafiteiras envolvidos na realização das intervenções feitas nas ruas para realizar uma autêntica sopa de letras de graffiti, exibindo seus nomes e estilos. A obra ocupará a parede de uma das galerias do Museu. “Pretendo levar para dentro do museu e da exposição do Bolsa Pampulha os nomes e estilos de alguns escritores e escritoras da cidade, bem como os diferentes protagonismos que compõem esta cena no movimento Hip Hop local”, afirma. A abertura da exposição acontece na sexta-feira, dia 25, e inclui, além das obras de Comum, obras dos outros 15 projetos que participam da residência. A Exposição de todos os artistas pela 8ª edição do Bolsa Pampulha tem recebe o nome de “Botar Fé”.
SERVIÇO: Show “Sopa de Letras”
Data: 24 de novembro (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Spot Culture (Rua São Paulo, 978 - Centro)
Ingressos: entrada gratuita, sem necessidade de retirada de ingressos
8ª edição - Bolsa Pampulha - Exposição “Botar Fé” que recebe as obras de Comum “Sopa de Letras”
Museu de Artes e Ofícios
Praça Rui Barbosa, 600, Centro, Belo Horizonte, Minas Gerais, (31) 3248-8600
Abertura: 25 de novembro, às 19h
Período: 25 de novembro a 4 de fevereiro
11h às 16h (sábado até 17h; fecha domingo e segunda)
Entrada: gratuita
Viaduto das Artes
Avenida Olinto Meireles, 45, Barreiro, Belo Horizonte, Minas Gerais, (31) 98802-5140
Abertura: 26 de novembro, às 11h
26 de novembro a 5 de fevereiro
10h às 17h (fecha sábado e domingo)
Entrada: gratuita
Foto: Divulgação
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