Notícias

A Mostra de Monólogos do Galpão Cine Horto chega em sua 4ª edição no mês de novembro de 2022

Confira a programação

A Mostra de Monólogos do Galpão Cine Horto chega em sua 4ª edição no mês de novembro de 2022. Repetindo o formato de sucesso da última edição da mostra, se apresentarão trabalhos autorais de alunos do Cine Horto e dois trabalhos de artistas convidados: “Homem-Bomba”, do ator Luiz Arthur e “Para Não Morrer”, que rendeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz para Nena Inoue em 2019.

A mostra foi criada para ser um espaço de apresentação e visibilidade do trabalho e das pesquisas de jovens atores. “É um incentivo à produção dos alunos dos Cursos Livres de Teatro do Galpão Cine Horto, bem como um convite para que os estudantes ou recém-formados se mobilizem para a criação e produção teatral, criem também seus espaços de experimentação e pesquisa de linguagem”, comenta Chico Pelúcio.

Os espetáculos serão apresentados entre 18 e 27 de novembro, tanto no Teatro Wanda Fernandes quanto na intimista da Sala Solo. Os ingressos estão á venda no Sympla.

PROGRAMAÇÃO

Dia 18/11  (Sexta-feira) 20h

Homem-Bomba – com Luiz Arthur (BH) (Espetáculo Convidado)

Em um mundo distópico, cada vez mais parecido com um grande abatedouro, um homem quer compreender os vários eus que o habitam e utiliza, para realizar o seu intento, métodos nada convencionais. HOMEM-BOMBA busca a desconstrução e a compreensão dos monstros que existem em todos nós. Livremente inspirado no clássico “O médico e o monstro”, título original “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, de Robert Louis Stevenson.

Texto de Cynthia Paulino livremente inspirado no clássico “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, de Robert Louis Stevenson

Direção, trilha sonora e atuação: Luiz Arthur

Cenário: Cynthia Paulino e Luiz Arthur

Iluminação / Coordenação Técnica: Marina Arthuzzi

Figurino: Cynthia Paulino

Adereços: Mauro Gelmini

Maquiagem: Linda Paulino

Assistente de produção: Samara Martuchelli

Realização: Companhia Teatro Adulto

Teatro Wanda Fernandes

Dia 19/11 (Sábado) 20h

Correlações entre exames complementares e perfil da paciente – Clarissa Tomasi

No formato de uma palestra performance, uma médica analisa seus próprios exames laboratoriais para provar sua tese para o público. Em uma autoficção, a personagem transita do discurso impessoal e científico ao discurso pessoal e subjetivo, e revela dos temas mais difíceis aos mais cômicos da sua própria vida.

Concepção e encenação: Clarissa Tomasi

Direção: Júlio Maciel

Iluminação: Lucas Matias

Cenografia: Clarissa Tomasi e Luiz Ferraz

Colaboração: Bárbara Casseb, Leon Ramos, Luiza Greco e Raquel Carneiro

Viagem – Dhan Lopes

Um homem revive as relações que o levaram até ali. E as oferece ao público. Relações que vêm e vão com o outro. A família como alicerce da sua vida: os três empregos do pai, a jornada batalhadora da mãe, o guarda-roupa queimado e o cheiro de dama da noite. O poder das relações, em uma troca que nos leva a mergulhar numa viagem em busca de nós mesmos.

Dramaturgia, Atuação e Direção: Dhan Lopes

Produção: Ravik Oliveira

O Atendente de telemarketing em Minha terapeuta esfaqueou o marido – Thiago Monteiro

“Numa mesma manhã eu atendi a uma mesma central de telemarketing 13 vezes oferecendo o mesmo serviço. A curva de má educação foi se acentuando começando com um “não, obrigado, não tenho interesse”, passando por um “de novo?” e finalizando em sonoros versos de calão duvidoso sem a menor condição de serem transcritos. Contudo, vem à memória meu primeiro emprego – há 20 anos – justamente como atendente telefônico. Clientes… Os clientes eram estressantes. Mas… esses atendentes… ah, atendentes são estressantes. E estressados. Examinemos o quadro completo: quem está por trás de todo esse estresse gerado? Dou voz ao atendente a respeito da vida, do sistema, das percepções e do neoliberalismo. Quem dá ouvidos é a terapeuta, mas como ela está para a consulta de hoje? Aparentemente…, não está.”

Orientação/Direção: Leonardo Rocha

Operação de Luz: Thamara Monteiro

Trilha sonora original: Igor Calazans

Voz feminina: Sofia Sepúlveda

Concepção, Dramaturgia, Produção, Fotos e Atuação: Thiago Monteiro

Produção e Direção de vídeo: Thiago Monteiro

Teatro Wanda Fernandes

Dia 20/11 (Domingo) 20h

Via Crucis – Fernando Dornas

Muitas vezes o caminho do luto nos leva a lugares inesperados. Depois de perder um irmão em um acidente de carro, um homem narra como o fato o abalou e deixa à mostra sua busca para dar sentido à sua perda. O monólogo, que tem direção de Fernando Linares e texto de Fernando Dornas, percorre a questão do luto e habita passado e presente, memória e fato.

Direção: Fernando Linares

Dramaturgia e atuação: Fernando Dornas

Cenografia e Figurino: Thálita Motta

Iluminação: Ismael Soares

Preparação vocal: Ana Luisa Cosse

Preparação corporal: Victor Velloso

Produção: Tuktuk Cia Teatral

Onde o Mar Começa – Amanda Salvador

amanda, me diz onde começo. te digo. no domingo. te encontrei. nesse dia, um estilete dentro do teatro. corri contra qualquer atrocidade. me fala. foi você? por que não ficaste para a peça? por que não foste até o final? cadê sua atriz //

Atuação: Amanda Salvador 

Dramaturgia: Letícia Leiva e Daniel Gama

Direção: Letícia Leiva e Daniel Gama 

Cenografia: Rodrigo Liberato

Iluminação: Matheus Carvalho

Produção: quasecia

Teatro Wanda Fernandes

Dia 24/11 (Quinta-feira) 20h

Para Não Morrer – com Nena Inoue (Curitiba) (Espetáculo Convidado)

A partir da obra de Eduardo Galeano, o espetáculo aborda temáticas feministas e traz historias verídicas de mulheres de distintas épocas e lugares que deram sua vida pela liberdade e pela justiça e recupera a biografia de várias personagens históricas cuja importância a perspectiva dominante reduziu. A atriz rememora grandes feitos contra a opressão e apresenta uma narradora limitada fisicamente, mas que insiste em falar. Este trabalho se insere no debate da manutenção da memória e traz a voz de distintas mulheres, invisibilizadas: negras, indígenas, guerrilheiras, mães, avós, filhas… sobre as mulheres de ontem e de hoje. 

Dramaturgia: Francisco Mallmann a partir da obra de Eduardo Galeano

Idealização, atuação e direção: Nena Inoue

Iluminação: Beto Bruel

Cenário: Ruy Almeida

Figurino: Carmen Jorge

Realização: Espaço Cênico

Teatro Wanda Fernandes

Dia 25/11 (Sexta-feira) 20h

Fora de tom – Ana Carolina Siqueira

Um homem millenial e desconstruído está disposto a deixar seus privilégios para se juntar as mulheres na luta contra a desigualdade de gênero com a ajuda de seu violão.

Atuação e concepção: Ana Carolina Siqueira

Direção: Marina Viana

Iluminação: Marina Artuzzi

Operação de som: Mariana Nolaço

Preparação corporal: Cora Rufino

Josú – Alice Loyola

Jozú, um encantador de ratos, vive com Jesuelda e Guzuel em uma casinha de tábua que ele construiu com o dinheiro do seu rato. Na esquina dos Ratos, Jozú mostra seu roedor acrobata. Na esquina dos homens, ele conheceu seu amigo Stoltefus, que tem horror a generais. O poço seco é o refúgio de Jozú, lugar em que ele se sente “mais”, lugar de onde emana poesia e música e as respostas para algumas perguntas difíceis. A cena é inspirada no conto de Hilda Hilst, “O Grande-Pequeno Jozú”.

Atuação: Alice Loyola

Direção: Juliana Martins

Adaptação do texto: Adriana Versiani

Luz: Gabi Zane e Sabará

Figurino: Alice Loyola e Juliana Martins

Fotos: Juliana Martins

Sala Solo

Dia 26/11 (Sábado) 20h

Meias-verdades [autobiográficas] sobre sentir – Sadallo Andere

Medos, abandonos, faltas e essa obrigatoriedade de sentir porque, afinal, quem vive sente. Mas sente o quê? Em meias-verdades, a pessoa em cena (se) questiona sobre questões existenciais, conta histórias sobre o que (talvez) viveu. A cena, cuja dramaturgia foi escrita especialmente pelo dramaturgo para o ator, oscila entre desejo e resignação, ficção e realidade, delírio e racionalidade. Tendo estreado virtualmente, a adaptação para o formato presencial segue com elementos do audiovisual. A passagem para o presencial busca pesquisar o encontro do que é visto em cena, no momento presente, e o que é visto por
uma câmera. Diferentemente do que foi feito antes, com o cenário sendo a própria casa dos artistas, agora a cena se transporta para a caixa preta do teatro, e propõe a execução das ações em convívio com o público presente. Há alguém que falta naquela sala? Nossa rotina ainda faz sentido? Qual foi a última vez que alguém se perguntou, de fato, o que sente? Com o que elas têm sonhado?

Direção, dramaturgismo e produção: Arthur Barbosa e Sadallo Andere

Dramaturgia: Alexandre Miguel

Atuação: Sadallo Andere

Iluminação: Marcos Donato

Assistência de produção: Gabriela Ribeiro

Produção audiovisual: Marina Barros e Gabriel Beltrão (Pato Filmes)

Fora de tom – Ana Carolina Siqueira

Sala Solo

Dia 27/11 (Domingo) 20h

Josú – Alice Loyola

Meias-verdades [autobiográficas] sobre sentir – Sadallo Andere

Sala Solo

https://www.sympla.com.br/evento/4-mostra-de-monologos/1791782

Foto: Divulgação

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.