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Terceira edição do Festival BH de Teatro terá apresentações online e gratuitas
Adiado em função da pandemia, evento ganhou nova data e novo formato; programação tem início neste sábado, 21/11
Tradicionalmente realizado no mês de julho pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), o Festival BH de Teatro deste ano ganhou nova data em função da pandemia de Covid-19. A terceira edição do evento será realizada entre 21 de novembro e 20 de dezembro, em novo formato: as apresentações serão transmitidas pelo Youtube e de forma gratuita. A programação conta com 11 espetáculos, entre produções inéditas e reapresentações, que serão exibidas sempre aos sábados e domingos.
De acordo com Rômulo Duque, presidente do Sinparc, apesar de toda a dificuldade de realizar eventos culturais neste ano em função da pandemia, a entidade se mobilizou para garantir a continuidade do Festival. “Sabemos da importância desse evento para o fomento da cultura na cidade e também para a classe teatral. Mesmo com toda a adversidade provocada pela pandemia, não podíamos deixar passar em branco”, afirma.
Os espetáculos estão sendo gravados no Teatro Feluma e serão disponibilizados no pelo canal @sinparc no Youtube, conforme a grade de programação abaixo. Para assistir, basta se inscrever no canal. Cada apresentação ficará disponível durante 24 horas, a partir do início da transmissão.
O Festival BH de Teatro é uma realização do Sinparc, com patrocínio da Copasa e Instituto Unimed-BH, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
PROGRAMAÇÃO
21/11 (20h) – Casei – a peça do casamento
22/11 (20h) – Papo de Caipira
28/11 (20h) – Amor de salto alto
29/11 (20h) – O homem do caminho
05/12 (17h) – Sarau musical (Grupo Maria Cutia)
06/12 (20h) – A vovó em: vamos falar de sexo
12/12 (20h) – As loucuras do meu anjo
13/12 (20h) – O diário de uma solitária
19/12 (17h) – Jojô e Palito em: as oliveiras e os sete gatinhos
19/12 (20h) – Arco-íris de plástico
20/12 (20h) – Os olhos moles de Pagu
SERVIÇO:
Festival BH de Teatro Online – Edição 2020
De 21/11 a 20/12
Exibições pelo canal @sinparc no Youtube
Para assistir gratuitamente basta se inscrever no canal
Informações à imprensa:
Daisy Silva – Assessoria de Imprensa e Marketing Digital
Daisy Silva | jornalistadaisysilva@gmail.com | 99882-6475
Michelle Rosadini | michelle.rosadini@gmail.com | 98440-8318
Informações espetáculos:
CASEI – A PEÇA DO CASAMENTO
O espetáculo conta a história de Luís Antônio, que depois de mais uma briga conjugal com Maria Rita, sua esposa, é proibido de entrar em casa e obrigado a dormir na rua. A partir deste momento, ele senta-se no banco de uma praça e faz do público seus ouvintes, confidenciando a eles toda a sua dificuldade em tentar entender o ponto de vista de sua companheira e todas as alegrias e tristezas de uma vida a dois. Luiz Antônio seria capaz de superar as diferenças entre o casal, dando um novo sentido a sua união ou será preciso se divorciar? Vale a pena desistir e enfrentar a solidão? São essas as questões que, sob a perspectiva de um homem beirando os quarenta anos, fazem o espetáculo que toca em temas como traição, matrimônio, a interferência da família na relação do casal e o machismo. O espetáculo é uma grande homenagem às relações e também aos casais que, com heroísmo, conseguem amadurecer o diálogo, rompendo a barreira dos problemas conjugais. Casei é a comédia romântica que fala sobre amizade, confiança e casamento, de um jeito tão doce e especial, feito sob medida para quem acredita no amor e no recomeço.
Ficha técnica:
Adaptação de texto: Othon Valgas
Direção: Marcelo Vieira
Ator: Othon Valgas
Sonoplastia e direção musical: Mateus Moura
Iluminação: Luiz Henrique Moura e Juliano Ventura
Participações em off : Didi Peres e Ckrika Oliveira
PAPO DE CAIPIRA
Varginaldo é um caipira viajado no mundo das histórias e causos. Na beira da lagoa, entre um peixe e outro, o público se diverte com causos incríveis, mostrando toda “mineralidade” e peculiaridade com o povo mineiro... Varginaldo vai te proporcionar um maravilhoso papo de caipira.
Ficha técnica:
Texto e direção: Wesley Maciel e Sidney Sherman
Elenco: Wesley Maciel e Wanderson Souza
Cenário: Art em Ferros
Sonoplastia e iluminação: Roberta Morena
Produção de áudio: Beluga Studio
Produção: WM Produções Artísticas
Classificação:10 anos
AMOR DE SALTO ALTO
Comédia que ironiza os desafios para se encontrar o verdadeiro amor. Escrito por Verônica Tannure, o texto desvenda o misterioso e divertido universo feminino sob a ótica da ditadura da beleza. Sandra, personagem principal da trama, cresceu em um mundo ditado por valores pré-concebidos como belo, graças a sua mãe, uma mulher ditadora que impôs à filha regras de comportamentos quase impossíveis para alcançar a felicidade. A menina se tornou uma mulher submissa que segue os conselhos da matrona e não consegue desapegar de valores vazios. Ao esperar por um pretendente que nunca chega, Sandra relembra algumas situações embaraçosas de relacionamentos passados. Angustiada com a certeza de ter sido descartada novamente, ela grita suas emoções pela janela do seu apartamento e seus gritos acabam atraindo o vizinho. O espetáculo é atrativo para quem busca diversão, entretenimento, reflexão e temas questionadores. A mensagem central é valiosa e nos mostra que devemos nos aceitar como somos, sem padrões, regras ou rótulos.
Ficha técnica:
Texto e direção: Verônica Tannure
Elenco: Verônica Tannure e Gustavo Tannure
Cenário e figurino: Jordan Baêsso
Trilha sonora: Gustavo Tannure
Iluminação: Bruno Righi
Preparação corporal: Gustavo Marquezini
Produção: Tannure Produções
O HOMEM NO CAMINHO
Iur é um Cigano contador de histórias que diverte os que estão à sua volta e, ao mesmo tempo, os faz pensar sobre o comportamento humano. Iur tem três nomes, mas um desses nomes, nem ele mesmo sabe. É uma forma de enganar a morte, pois quando chegar a sua vez, ele não vai escutar o chamado.
Ficha Técnica:
Autor: Plínio Marcos
Direção: Eduardo Moreira
Atuação, cenografia, figurino e adereço: Carluty Ferreira e Rosaly Perdigão
Assistente de direção: Irati Chapui
Iluminação: Israel Levy
Produção executiva: Cláudio Freitas
Direção de produção: Carluty Ferreira
Fotografia e desing gráfico: Ricardo S. G.
Costureira: Rosaly Perdigão
Realização: Companhia Produz Ação Cênica e Casarão – Confins – Minas Gerais
SARAUMUSICAL (GRUPO MARIA CUTIA)
Um encontro entre os atores brincantes Mariana Arruda, Leonardo Rocha e Hugo da Silva com o público, apresentando canções autorais que fazem parte de espetáculos do Grupo Maria Cutia. Neste Sarau, os três artistas vão cantar e contar histórias dessas músicas e apresentar um pouquinho do que vem por aí na nova montagem da companhia, "Aquarela".
Ficha Técnica:
Em cena: Hugo da Silva, Leonardo Rocha e Mariana Arruda
Concepção Geral: Grupo Maria Cutia
Cenário: Hugo da Silva e Leonardo Rocha
Figurinos: Mariana Arruda
Músicas: Hugo da Silva, Leonardo Rocha e Mariana Arruda
Direção Musical: Hugo da Silva
Iluminação: CiaTecno (Richard Zaira e Pedro Paulino)
Operação de som: Ailton Oliveira
Produção: Grupo Maria Cutia (Luisa Monteiro)
A VOVÓ EM: VAMOS FALAR DE SEXO!
Uma vovó de setenta anos, após viver uma vida maravilhosa ao lado do Vovô, se encontra viúva e resolve partilhar de sua experiência sexual com o público. Ela, com muito humor e através de metáforas, conta sua vida sexual e responde perguntas do público. O espetáculo é intercalado por músicas, paródias de domínio público com sentido erótico. O interessante do espetáculo é abordar o tema, de forma delicada. Por se tratar de uma vovó, a temática é exposta de forma suave.
Ficha Técnica:
Texto: Renato Millani
Direção: Amauri Reis
Em cena: Renato Millani
Cenário e figurino: Carloman Bonfim
Iluminação: Luiz Fernando Duarte
Sonoplastia: Breno Gagliard
Produção: RM Produções
Produção executiva: Duarte Produções
AS LOUCURAS DO MEU ANJO
“Estou sentado numa falha geológica que a qualquer momento vai explodir num terremoto!” É assim que Alex conversa consigo mesmo no começo desta história. Ele sabia que, a qualquer momento, seu padrinho iria descobrir que estava pagando a faculdade pra ele, mas que ele não se formaria tão cedo porque pegava o dinheiro e gastava com farra e mulheres. Sabia que a qualquer momento, as duas garotas com quem estava ficando descobririam que tinham o mesmo namorado. E sabia que a qualquer momento descobririam que ele e um colega de trabalho faziam um caixa dois no supermercado onde trabalham. Para consertar este caos, seu anjo da guarda, a atrapalhada Celeste, é convocada para dar um jeito na vida do moço e fazer com que ele seja íntegro, ético e honesto. Só que ela faz tudo errado e como castigo de seus superiores vai ter que passar um período na forma humana do lado dele gerando altas confusões. É nisso que os dois se apaixonam e ela fica grávida de Alex desencadeando uma série de situações divertidas e surpreendentes. Seu chefe imediato Baltazar fica furioso e transfere a gravidez pro corpo dele criando situações hilárias e imprevisíveis. Numa história de diálogos afinados e situações muito engraçadas, o espetáculo mostra que tudo na vida tem conserto, basta a gente querer. É uma história contada de maneira bem lúdica, sensível e especial numa comédia teatral escrita para garantir a diversão para todas as idades.
Ficha Técnica:
Autor: Júnior de Souza
Direção: Maurício Canguçu
Elenco: Ana Clara Campos e Bernardo Filaretti
Figurino: Freddy Mozart
Cenário: Maurício Canguçu
Luz: Marino Canguçu
Técnico: Daniel Rodrigues
Produção: Mãos de Fada Produções Artísticas
DIÁRIO DE UMA SOLITÁRIA
Edna, uma mulher de cinquenta e cinco anos, se vê sozinha dentro de uma casa cheia de pessoas, com centenas de amigos nas redes sociais e grupos de whatsapp. Sua angústia vem do fato de que as relações estão cada vez mais vazias e não se ouve verdadeiramente aquilo que é essencial. O espetáculo, de autoria e direção de Renato Millani, aborda de forma, ora melancólica ora cômica, os aspectos da vida de pessoas, neste caso específico de uma mulher que não se sente inserida nestas mudanças de forma de relacionamento, o que se agrava durante o período de isolamento social. Diário de uma solitária não fala apenas para a mulher, dona de casa, isolada nesta ilha superpovoada do mundo virtual, mas de todas as pessoas que precisam prestar mais atenção ao ser humano real, com suas angústias, sentimentos, esperanças. O espetáculo convida a todos a rir e se emocionar com a Edna que está escondida por fotos e memes, dentro de todos nós.
Ficha técnica:
Texto: Renato Millani
Direção: Renato Millani
Elenco: Rosângela Villas
Iluminação: Cláudio Castanheira
Figurinos: Fred Mozart
Produção: Marília Helena
JOJÔ E PALITO EM: AS OLIVEIRAS E OS SETE GATINHOS
Era uma vez um lugar muito perfumado. O cheiro das oliveiras fazia daquele lugar, um lugar muito especial. Árvores, de raízes profundas e troncas retorcidas, confundiam-se com as caldas dos felinos que descansavam aconchegados em seus galhos. Quem passava por ali não conseguia saber o que era galho e o que era rabo de tão aconchegados que os gatos ficavam naquele lugar. Eles passavam o dia apreciando o brotar das azeitonas e embriagando-se no perfume do azeite extraído dos frutos, que espalhavam-se por toda fazenda. E nesse lugar onde o céu parece mais bonito e a terra muito fértil, que viviam os sete gatinhos.
Ficha técnica:
Texto e direção de Joselma Luchini
Músicas: Márcio de Castro e Joselma Luchini
Bonecos: Márcio de Castro
Cenário: Grupo de Teatro FAOS
Máscaras: Jordana Luchini
Instrumentista: Márcio de Castro
ARCO-ÍRIS DE PLÁSTICO
Um Cego, um Bobo, um Torto. Três arremedos de homens que, de certa forma, se completam. Juntos, partem em uma incessante jornada rumo a uma fábrica. Um lugar mágico, onde, segundo um profeta da cidade grande, todas as suas angústias, medos e deficiências poderiam ser descartadas, recicladas, transformadas em olhos, miolos e pernas. O espetáculo mistura emoção e uma boa dose de humor para falar sobre a solidão humana, sobre a relação humana com o próprio corpo e como o amor pode nascer sob diversas formas, nos lugares mais estranhos, entre os pares mais improváveis.
Ficha técnica:
Texto: T. Dalpra Jr.
Direção: Pádua Teixeira
Assistente de direção: Beth Grandi
Figurinos: Dilson Mayron
Iluminação: Joana D’arc e Henrique Machado
Cenário: Raimundo Farinelli
Programação visual: Luisa Meireles e Daniela Almeida
Fotos: Solange Motta
Direção musical: Rozental Tannure
OS OLHOS MOLES DE PAGU
O espetáculo consiste no resgate histórico-afetivo inspirado na vida e obra de Patrícia Galvão, ou Pagu, como Raul Bopp a apelidou. Fazer o pensamento de uma mulher reverberar ainda hoje, como se fosse uma espada afiada, pronta a cortar e recortar os preconceituosos modelos, através das cartas-testemunho de Pagu. A antropofagia margial, a recusa do poder e os olhos que represam mares sobre as pálpebras insones da solidão de uma mulher.
Ficha técnica:
Texto, direção, cenário, iluminação e figurino: Kalluh Araújo
Interpretação, produção e direção de comunicação: Ana Gusmão
Trilha sonora original: Gilberto Mauro
Foto: Divulgação
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