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Formandos do Teatro Universitário da UFMG estreiam obra cênica
Montagem fica em cartaz de 21 de novembro a 8 de dezembro, na Funarte, com entrada gratuita
Em cena, atores e atrizes se movem em infinitas direções. O espaço cênico é tomado por corpos latino-americanos que trazem consigo traços, marcas e trajetórias. Quais os pactos de cumplicidade necessários para se contar uma história? Essa questão é o ponto de partida dos formandos do Teatro Universitário da UFMG (TU) para refletir sobre o Brasil e os processos de construção de sua identidade. O espetáculo +55 - Inverter-te-ei antes que te transformem mais uma vez em um mal-entendido aborda as construções simbólicas e políticas da América Latina em uma dramaturgia autoral, em cartaz de 21 de novembro a 8 de dezembro, na Funarte/MG (R. Januária, 68, Centro, Belo Horizonte). A entrada é gratuita, com a classificação de 16 anos, mediante retirada de ingressos uma hora antes.
A montagem pode ser vista quintas e sextas-feiras, às 20h30; sábados e domingos, às 19h. Conforme o diretor da montagem, Fabrício Trindade, o processo de criação foi impulsionado por perguntas. O artista desenvolve uma pesquisa que dialoga o teatro performático, as questões históricas e a cultura latino-americana. Ainda segundo o diretor, “atualmente, muito se fala em construir caminhos distintos do hegemônico, constituir outras epistemologias, mas o que seria isso se não lançar o olhar e trazer consigo seus próprios contextos?”.
O espetáculo foi construído pelo diálogo constante, vivenciado entre direção e elenco, composto por 24 formandos, em sua maioria atrizes. “Nesse sentido, procurou-se constituir um processo que tivesse como base o reconhecimento de que coletivo formávamos no presente e, a partir dele, estabelecemos diálogos com artistas da nossa terra latina”, completa Fabrício Trindade.
Para a montagem do espetáculo, o coletivo trilhou um caminho criativo de um teatro performático que relaciona, sem hierarquias, diversas linguagens artísticas: a palavra, a música, a trilha sonora vibrante e os vídeos estão presentes no jogo cênico para constituírem composições imagéticas.
“Para além dos professores do TU, Helena Mauro assina a preparação vocal e musical, Tarcísio Ramos fez a orientação corporal, Tereza Bruzzi e Cristiano Cezarino foram responsáveis pelo cenário e figurino, e Rogério Lopes responsável pelo estágio curricular. A produção do espetáculo fez parte do projeto de extensão Produção e Memória, sob a coordenação de Jefferson Góes. Convidei alguns artistas, todos eles companheiros de arte e de outros coletivos, Tatá Santana, que assina a direção musical, Marina Viana, que fez assessoria dramatúrgica, João Cardoso e Naice, que fizeram comigo o material audiovisual, e Marina Arthuzzi, que assina a iluminação do espetáculo. Foi muito importante a presença dessa equipe no processo, pois essa construção compartilhada está presente, explícita na cena”, complementa o diretor da montagem.
O coletivo destaca que é no sopro das palavras e no riscar dos movimentos que a obra cênica dá a ver aspectos tão diversos – e, muitas vezes, perversos – do continente americano, de forma a ressaltar a relação entre as subjetividades dos sujeitos latino-americanos e os processos históricos construídos e que perpassam a vivência nesse continente.
Teatro Universitário
Há mais de seis décadas, o TU oferece formação de ator em nível técnico. O curso técnico de teatro tem a duração de três anos e termina com uma montagem que acontece a título de estágio profissionalizante.
Foto:Vitor Macedo
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