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INTIMIDADE INDECENTE - 2º MÊS DE SUCESSO
INTIMIDADE INDECENTE, montagem da Cia. do Teatro da Cidade entra em seu 2º mês de sucesso de crítica e público. A montagem que traz Andréia Garavello e Geraldo Peninha protagonizando o casal que, entre idas e vindas durante quatro décadas,
já conquistou corações e mentes do público. Comovente, hilário e emocionante, o espetáculo dirigido por Pedro Paulo Cava arrebata o público pela sua atualidade e por tratar de temas tão próximos de todos nós: - o envelhecimento, as relações afetivas, a dificuldade de lidar com a modernidade e com a intolerância dos dias atuais. Tudo isso faz com que INTIMIDADE INDECENTE alcance um público ávido por bom teatro de todas as gerações. Um dos destaques deste espetáculo têm sido a belíssima cenografia composta por Felício Alves e pela escultora Eliz Machado Dias, que durante a temporada exibe suas obras na Pequena Galeria do Teatro da Cidade.
Em cartaz no Teatro da Cidade até 17 de dezembro.
Cultura – INTIMIDADE INDECENTE – Crítica do Jornalista Geraldo Elísio, publicada em seu blog no link:
https://www.facebook.com/geraldoelisio.machadolopes
Recomendo a todos os internautas assistir ao novo espetáculo que o diretor Pedro Paulo Cava encena no Teatro da Cidade, Intimidade Indecente. Magnifico texto de Leilah Assumpção interpretado por Andréa Garavello e Geraldo Peninha.
Leilah enfoca quase que prosaicamente no início da trama o velho tema da guerra dos sexos e, perpassando pelas diversas etapas de uma vida comum entre casais vai num crescente a atingir um alto grau de dramaticidade com uma comovente sutileza e delicadeza.
Perfeita combinação das duas máscaras do teatro. Sem preconceitos ou grosseria a peça desata o riso e, quando percebemos, estamos envoltos em um diáfano e inquietante clima da grande e épica tragédia humana. Via os talentos de Garavello e Geraldo Peninha, dirigidos por Cava, levando-nos a inquietantes reflexões. A peça nos sacode com a força da verdade.
Por que o menino arqueiro e arteiro Cupido nos flecha com o seu doce e irresistível veneno e pouco a pouco, sem os devidos cuidados, permite que a acomodação, a mesmice e a turronice possa ir virando o jogo? Até percebermos que o amor mesmo é o único a dispor de validade imperecível.
Quanto perdemos por impulsos transitórios, pequenas pirronices, esquecendo-nos de que a vida é um delicado e fugaz sopro? Até chegar o momento em que possamos ir a qualquer lugar onde quisermos mesmo sem a necessidade de portas de saída, podendo “atravessar paredes” e caminhar nas nuvens, sem pressa, tendo o infinito pela frente..
Em planos superiores onde ganham vida as inspirações de músicos e poetas a dizer “eu sei que vou te amar / por toda a minha vida eu vou te amar” ou então “você é a saudade que eu gosto de ter”, simples assim, levando à conclusão de tudo o que poderia ter sido e nunca foi. Após aprendizados, levando à conclusão de ser mesmo diferente a mulher ou o homem a exemplos de posseiros e posseiras, instalados nos corações amantes.
Intimidade indecente nada tem a ver com a indecência, a não ser mostrar o quão indecente é a falta de amor ou o descuido para com ele. Espetáculo ágil, imperdível em tempos de escassas inteligências. No Teatro da Cidade, a Rua da Bahia 1341, centro de Belo Horizonte, fone 3273-1050. Sexta e sábado às 20h30m e aos domingos às 19h.
Foto: Kika Antunes
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