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Assista online aos filmes do forumdoc.bh

Obras estão no Itaú Cultural Play e podem ser acessadas gratuitamente até 22 de novembro

A 26ª edição forumdoc.bh, em parceria com a Itaú Cultural Play, disponibiliza na plataforma até 22 de novembro um recorte de sua programação oficial. São cinco produções de realizadores indígenas das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e do Sul do país. O acesso é gratuito, basta realizar o cadastro no site https://www.itauculturalplay.com.br

Destaque para Adeus, Capitão, disponível excepcionalmente por 48 horas na plataforma – das 20h do dia 19 às 20h de 21 de novembro. Trata-se de um documentário do Pará que mostra uma narrativa do capitão Krohokrenhum, líder do povo indígena Gavião, para suas netas. Das guerras de índio bravo ao contato com o homem branco, ele conduz para as novas gerações um movimento de reconstrução da memória de seu povo. Produção de 2022, o filme tem direção do documentarista Vincent Carelli, criador do premiado Vídeo nas Aldeias, projeto que, desde 1989, visa formar diretores indígenas bem como utilizar recursos audiovisuais para fortalecer a identidade dos povos originários e sua cultura. Entre outros, Carelli também dirigiu Martírio, em 2016. Com colaboração de Ernesto de Carvalho e Tatiana Soares de Almeida, é um filme de importância histórico-documental sobre a resistência guarani Kaiowá, Perseguidos, assassinados à queima roupa por pistoleiros, em suas próprias terras no Mato Grosso,  

Em Fôlego Vivo, curta-metragem dirigido pela Associação dos Índios Cariris do Poço Dantas-Umari, em 2021, os representantes da comunidade do povo Kariri, situada na Chapada do Araripe, zona rural do Grato, no Ceará, falam sobre a dimensão simbólica das águas e sua ligação com o mito de recriação do mundo.  

Também do ano passado, Abdzé Wede’õ – O Vírus Tem Cura tem na direção Divino Tserewahú. Ele narra em primeira pessoa o impacto do coronavírus em uma das populações indígenas atingidas pela doença no país. O filme mostra a luta de sua aldeia, Sangradouro, ao leste de Mato Grosso, para sobreviver à trágica epidemia. Com material de arquivo e imagens captadas durante a pandemia, o diretor documenta os rituais de reverência aos mortos e o luto pela partida de anciãos e líderes da aldeia nesse período e contrapõe a atual realidade a um rico imaginário de beleza, saberes e força espiritual que caracteriza a cultura deste povo. 

No documentário Território Pequi, dirigido por Takumã Kuikuro, em 2021, no Mato Grosso, o uso culinário e ritualístico do pequi se confunde com a história dos povos indígenas do Alto Xingu. O fruto é revelado como símbolo de um vasto patrimônio cultural, imprescindível para se compreender os sistemas agrícolas amazônicos. 

Para concluir a programação do forumdoc.bh, Nhe‘en-mongarai – Batismo da alma, de 2021, mostra uma longa jornada que começa no estado do Paraná, onde o cineasta Alberto Alvares filma o cotidiano de distintas aldeias. O foco, em especial, são os preparativos para a cerimônia do nhe‘en-mongarai, por meio da qual as crianças do povo Guarani Mbya recebem seus nomes. 

Sobre o forumdoc.bh

O forumdoc.bh surgiu com o objetivo de compartilhar filmes de difícil acesso nas salas de cinema convencionais, além de promover reflexão e formação crítica de público, fomentar a pesquisa e a qualificação da produção audiovisual em torno ao filme documentário. Em suas edições anteriores, promoveu retrospectivas autorais e resultantes de curadorias que se articulam em torno de conceitos, movimentos ou temáticas específicas, além de apresentar um panorama das produções documentais recentes em mostras nacionais e internacionais.

O evento tem apresentado nos últimos anos uma produção potente para renovação do filme documentário como forma expressiva de coletivos e segmentos sociais e étnico-raciais marginalizados, tais como: realizadores e realizadoras indígenas; os cinemas negros, cinemas queer, e os coletivos e autores e autoras de regiões de periferia. 

Para a organizadora e curadora do forumdoc.bh, Júnia Torres, a diversidade faz parte da história do festival. "O festival do filme documentário e etnográfico tem na diversidade seu conceito central. Diversidade de olhares, filmes realizados em diferentes contextos étnicos, sociais, geográficos e raciais. Temos interesse  por  outras formas fílmicas,  filmes-performances, ficções, filmes diários que estabelecem um diálogo produtivo e profícuo com as questões mais presentes e relevantes de nosso tempo histórico. Acompanhamos a grande diversificação do cinema brasileiro nas duas últimas décadas e meia, sendo testemunha de uma explosão muito importante e interessante das autorias e protagonismos autorais por pessoas, artistas, grupos e coletivos antes afastados da possibilidade de produção cinematográfica", explica. 

O festival conta com incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura,  patrocínio do Itaú Cultural e da Lei Municipal / Prefeitura de Belo Horizonte, patrocínio do UNI-BH e Governo de Minas Gerais, por meio do Fundo Estadual de Cultura. Conta ainda, com o apoio da Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro e FAFICH-UFMG. A curadoria e a produção são assinadas por pesquisadores e integrantes do coletivo Filmes de Quintal.

A programação completa do forumdoc.bh está disponível no site www.forumdoc.org.br/programacao .

Os debates realizados sobre os filmes da mostra estão disponíveis no canal do YouTube www.youtube.com/user/forumdoc . 

Serviço:

26º forumdoc.bh 

www.itauculturalplay.com.br  

Disponíveis até 22 de novembro

Adeus, Capitão (2022) 

Filme disponível excepcionalmente por 48h, das 20h do dia 19 às 20h do dia 21 de novembro. 

De Vincent Carelli e Tita 

Duração: 178 minutos 

Classificação indicativa: 12 anos (Linguagem imprópria, violência e drogas lícitas) 

Abdzé Wede’õ - O Vírus Tem Cura (2021) 

De Divino Tserewahú 

Duração: 55 min 

Classificação indicativa: 12 anos (nudez, medo e violência) 

Território Pequi (2021) 

De Takumã Kuikuro 

Duração: 22 minutos 

Classificação indicativa: 10 anos (violência e nudez)

Nhe‘en-mongarai - Batismo da alma (2021) 

De Alberto Alvares 

Duração: 15 minutos 

Classificação indicativa: Livre 

Fôlego Vivo (2021) 

De Associação dos Índios Cariris do Poço Dantas-Umari 

Duração: 25 minutos 

Classificação indicativa: 10 anos (medo)

Foto: Divulgação

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