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A "Casa dos Homens" O aprendizado da violência contra as mulheres

Diante dos números de feminicídios e violênciadoméstica, cadavezmaiscrescentes, algumasperguntas se impõem: oshomensnascemviolentos? Podemdesaprenderessaviolência?

Uma reflexãosobreestasquestõesacontecerá no próximo debate do SeminárioLeituras e AçõesFeministas, promovidopelo Quem Ama Não Mata nestaquinta-feira,dia 23 de novembro, às 19hna Casa do Jornalista – (Av. Alvares Cabral, 400). Participam do debate o psicanalistaFelippeLattanzio, ex-diretor do Instituto Albam, voltado à reeducação de homensviolentos e a socióloga daFiocruz Elizabeth Maria Fleury Teixeira, estudiosa e pesquisadora do assunto.

Para a socióloga, comoqualquerserhumano "oshomenssãoconstituídos de certa dose de agressividade e de instinto de auto-preservação. Tudo o que é próprio da raçahumana".

- O que dota o homem de um senso de superioridade e da violênciacomoarma de preservação de suaposição de autoridadediante das mulheres é o ambiente social, explicaela; "o contexto da vida em sociedade é que conformaestasposturas, valores".

Esseaprendizado se dáprincipalmente, segundo Elizabeth Fleury,na "casa dos homens ", locais não frequentadospormulherescomo bares, partidos, pátios de escolas, “ondemuitojovens, meninos e rapazesaprendem a exercersuavirilidade que, muitasvezes, englobamformas de violência".

Para o psicanalistaFelippeLattanzio, que foidurante 14 anosdiretor do Instituto Albam, criado em 1998 e que jáparticipou da reeducaçãoimpostaporjuízes de, aproximadamente, 5 mil homensagressores, o ladopositivo da questão é que, assimcomoaprendem a serviolentos, oshomenspodem "desaprender " essaviolência. Segundo ele, oshomenschegamaosgrupos de reflexãomuitorevoltados, se sentindovítimas da justiça e aprendem a se responsabilizarpelosseusatos de violênciacometidosprincipalmente contra as companheiras.

Ambos estãoconvictos de que algumamudança é possível, mesmo "semoperarmilagres".

- Uma real eficáciajáfoimensurada em pesquisas, contaFelippeLattanzio. "Comprovamos que houve um baixíssimonível de reincidência ".

Ambos expositorestambémacreditam que a mudança de comportamento de homensviolentos leva à relaçõesmaisgenerosas, justas e democráticas, todos se beneficiando, famílias e sociedade.

O debate acontecerádia 23, quinta-feira, às 19h, na Casa deJornalista

(Av. Álvares Cabral, 400). Entrada franca.

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