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HOMENAGEM AO DIA DOS MÚSICOS SHAKESPEARE – CANÇÕES DE AMOR E DE MAR

”Quando você dança, eu queria que você fosse como a onda do mar, para que nunca fizesse outra coisa.” William Shakespeare

Neste concerto, a Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFMG e o Ars Nova – Coral da UFMG juntam-se para celebrar o Dia dos Músicos! Celebram o Dia de Santa Cecília, padroeira católica dos músicos, no dia 22 de novembro. Coro e orquestra exaltam o anglo-alemão George Frederich Handel e o francês Charles Gounod, e celebram a vida e a obra de Ralph Vaughan-Williams, um dos compositores mais emblemáticos do século XX. Coro e piano evocam Shakespeare e alguns de seus tantos parceiros: o britânico John Rutter e a norte-americana Emma Lou Diemer.

A Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFMG abre o concerto com a abertura de Ode to Santa Cecília, de George Frederich Handel (1685-1759). Trata-se de um autêntico exemplo de abertura francesa, para cordas, oboés e fagotes, com uma seção lenta e homofônica, repleta de acentuados ritmos pontuados, seguida por um movimento allegro com textura imitativa e forte diálogo entre cordas e instrumentos de palheta dupla.

O Ars Nova – Coral da UFMG apresenta Blow, Blow, Thou Winter Wind, do compositor inglês John Rutter (1945). O texto de Shakespeare foi retirado da peça teatral As You Like It e comenta que o vento do inverno pode explodir tão fortemente quanto e quando quiser, mas não pode ser tão mordaz quanto a ingratidão humana. Alguns podem considerar a obra de Rutter leve e simples, mas sua melodia é artesanato fino e explora uma pura alegria que garante popularidade. Nesta versão para piano e coro, John Rutter explora o movimento oscilatório do piano para figurar o movimento do vento.

Emma Lou Diemer (1927) é considerada uma das mulheres compositoras mais importantes do século XX, nos Estados Unidos. Dela o Ars Nova interpreta Three Madrigals (1960). Em cada um dos Três Madrigais, Diemer sublinha o texto de uma maneira ligeiramente diferente. No primeiro madrigal, "O Mistress Mine, Where Are You Roaming?" Diemer apresenta harmonias transparentes e um tempo rápido. No segundo, "Take, O Take Those Lips Away", a compositora lamenta as falsas promessas de um amante, ao escrever em um tempo de fúria e pesadas harmonias. No terceiro madrigal, "Sigh No More Ladies, Sigh No More!", Diemmer escreve em um tempo mais rápido, com provocações irônicas no acompanhamento do piano.

tragédia mais famosa da história da literatura moderna não poderia deixar de estar representada neste concerto. O Ars Nova canta, acompanhado pela Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFMG, Verone vit jadis deux famillies rivale, do francês Charles Gounod (1818-1893). Neste breve coro de abertura da ópera Roméo et Juliette, composta em 1867, Gounod antecipa, de maneira bastante suscinta, o drama do famoso texto de Shakespeare e o que vai acontecer ao longo desta ópera em 5 atos citando a rivalidade das duas famílias que dominam o cenário de Verona do século XIV, os Montéquio e os Capuleto.

Para quebrar um pouco este clima shakespeariano, o Ars Nova interpreta o moteto Duo Seraphim (1589), do compositor renascentista espanhol Francesco Guerrero (1528-1599). Francisco Guerrero é considerado um dos maiores compositores espanhóis da segunda metade do século XV. No moteto "Duo Seraphim", Guerrero explora as possibilidades oferecidas pela textura polifônica: o moteto começa com dois sopranos cantando as palavras "Dois Serafins". No trecho em que o texto diz "há três que dão testemunho no céu" o compositor utilizou uma textura de três vozes e quando texto diz "a terra está plena de sua glória" o coro canta em doze vozes independentes. Com esta obra não-shakespeariana, o Ars Nova mostra sua habilidade de brincar com as vozes em um belo moteto para 3 coros, portanto, 12 vozes, a cappella.

E continuando com a textura a cappella, ou seja, sem acompanhamento, o Ars Nova interpreta Three Shakespeare Songs (1951) do compositor inglês Ralph Vaughan-Williams (1872-1958). A primeira canção, Full Fathom Five thy Father Lies, da peça teatral de Shakespeare intitulada A Tempestade, no ato I, cena 2, usa onomatopeias que imitam os sons dos sinos. Já a segunda canção, também retirada de A Tempestade, no ato IV, cena 2 possui, em grande parte, uma sonoridade desoladora. A última canção Over Hill, Over Dale possui texto retirado de Sonhos de Uma Noite de Verão, ato II, cena 1 e é a mais viva, mais leve e a mais curta das três canções, com um tratamento animado, rítmico e um fino e tênue emaranhado de linhas melódicas.

E para encerrar este concerto em homenagem ao Dia do Músico, o Ars Nova – Coral da UFMG e a Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFMG, interpretam a versão para orquestra, violino solo, solistas e coro de Serenade to Music (1938), de Ralph Vaughan-Williams. Esta é considerada como a obra coral mais requintada para um texto de William Shakespeare, retirado do discurso de Lorenzo sobre a música, no Jardim de Portia, do ato V, cena 1 de O Mercador de Veneza. Vaughan Williams teve a ideia de criar uma obra que incorporasse os talentos de 16 conhecidos cantores britânicos, na época, e para cada um destes cantores escreveu uma frase melódica solo. A estreia da obra foi em 5 de outubro de 1938. O Ars Nova recria esta atmosfera e os cantores do grupo alternam os solos com as partes escritas para coro, em uma interpretação absolutamente “feita em casa.”.

Solos: todos os cantores do Ars Nova

Violino solo: Lucas Nascimento

Programa:

Abertura de Ode to Santa Cecília George Frederich Handel (1685-1759)

para orquestra

Blow, Blow, Thou Winter Wind John Rutter (1945)

Madrigals (1960) Emma Lou Diemer (1927)

I – O Mistress Mine, Where Are You Roaming?

II – Take, O Take Those Lips Away

III – Sigh No More Ladies, Sigh No More!

Verone vit jadis deux famillies rivale Charles Gounod (1818-1893)

da ópera Roméo et Juliette para coro e orquestra

Seraphim (1589) Francesco Guerrero (1528-1599).

Three Shakespeare Songs (1951) Ralph Vaugham-Williams (1872-1958)

I – Full Fathom Five Thy Father

II – The Cloud-Capp’d Towers

III – Over Hill, Over Dale

Serenade to Music Ralph Vaughan-Williams

para orquestra, violino solo, solistas cantores e coro

Solos: todos os cantores do Ars Nova

Violino solo: Lucas Nascimento

Piano: Robério Molinari

Regência: Lincoln Andrade

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