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SONS DA NATUREZA E DO CORPO HUMANO DÃO O TOM DE ‘SONAR’, NA FUNARTE MG

AÇÃO É RESULTADO DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA VIVIDA POR NELSON SOARES, MARCOS MOREIRA E ROBERTO FREITAS NA SERRA DO CIPÓ, EM MINAS GERAIS

De 10 a 30 de novembro, a exposição Sonar fica em cartaz na Funarte MG, no Centro de Belo Horizonte – com ambientes sonoros e visuais distintos desenvolvidos a partir da utilização do ar como força motriz para o funcionamento de uma série de objetos, engenhocas e engrenagens. Os artistas Nelson Soares e Marcos Moreira, integrantes do grupo O Grivo, vivenciaram e trocaram experiências com o artista Roberto Freitas, por quase um ano e meio, através de uma residência artística realizada na Serra do Cipó (MG). Em Belo Horizonte, Roberto Freitas faz parte do time da dotART Galeria.

O resultado dessa integração é a instalação Sonar, que expõe sons graves que remetem ao orgânico, à respiração e ao vento. E os agudos, referentes aos elementos que circulam na natureza, como grilos e cigarras. Juntamente com a mostra foram criados instrumentos, que serão tocados no dia de abertura (10), às 18h, pelos artistas em uma performance coletiva de interação com os sons da obra e com o público presente. A entrada é gratuita.

A exposição Sonar apresenta três ambientes. O primeiro foi intitulado Casa de Máquinas ou Pulmão. Trata-se de um grande aparelho composto por seis foles de sanfona que estão interligados por um grande eixo acoplado a um potente motor. O funcionamento dos foles, por si só, já produz uma sonoridade particular. Os sopros de seis sanfonas em proposital defasagem rítmica em função do tamanho diferente das catracas e correntes, gera uma polirritmia (uso simultâneo de duas ou mais estruturas rítmicas diferentes). A grande quantidade de ar acarreta um ambiente denso e impactante.

O segundo é montado a partir de três tubos de madeira, como se fossem flautas, que produzem um som contínuo no registro grave, porém leve, vaporoso e aéreo. É um assobio do vento controlado pela intensidade do ar. No último ambiente, é o ar quem ainda impulsiona pequenas engenhocas, objetos musicais e engrenagens. Os movimentos de rodas, polias (peça que transfere força e energia cinética para a obra) e hastes em equilíbrio sugerem sonoridades, criam ritmos, estabelecem texturas. São os fios de ventos, o ar a conta-gotas, segundo os criadores. A mostra foi produzida dentro do projeto Paisagem Sonora - Instalação Performática de O Grivo + Roberto Freitas, da Rumos Itaú Cultural 2015-2016.

Além da instalação Sonar que fica até o fim do mês na Funarte MG, o Educativo Malacaxeta faz visitas guiadas mediante agendamento prévio. Crianças, jovens e adultos vinculados a qualquer instituição de ensino são conduzidas pelo grupo a conhecer e a interagir com a obra por cerca de 1h e 30 minutos, sempre de quarta-feira a domingo, em dois períodos: tarde e noite. O Malacaxeta desenvolveu uma série de ações que têm como eixo condutor provocações poéticas, a fim de potencializar a reflexão e fruição das obras expostas. As abordagens englobam as sensíveis noções que as obras refletem. Por exemplo, a música/engrenagem como elemento da obra/vida conectando as distintas ressonâncias da experiência sonora/visual: escutar, observar, movimentar, deslocar, soar, ressoar, respirar e vivenciar o ar. As visitas mediadas são gratuitas e podem ser agendadas através do e-mail: educativo.malacaxeta@gmail.com

Foto: Divulgação

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