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12º Festival Artes Vertentes apresenta programação cinematográfica múltipla e abrangente
Com filmes de diferentes países e períodos da história do cinema, a curadoria do Festival apresenta trabalhos audiovisuais diversos, voltados para todos os públicos e idades, durante sessões gratuitas entre os dias 16 e 26 de novembro
Chegando em sua 12ª edição, o Festival Artes Vertentes se consolida como referência no país na promoção das artes de forma integrada. O evento tem sua abertura na cidade de Tiradentes no dia 16 de novembro e segue com programação gratuita ou a preços populares (R$40 - inteira, R$20 - meia) até o dia 26 do mesmo mês.
Neste ano, o tema do festival é “Paisagens Imaginárias” e busca refletir e apresentar modelos reais de integração e diálogo das mais variadas vertentes artísticas, destacando a música, a literatura, o teatro, a dança, o cinema e as artes visuais, reunindo representantes do Brasil e também do exterior.
A curadoria desta edição preparou uma programação de cinema que será exibida ao longo de todo o festival no Centro Cultural Yves Alves e no Museu Casa Padre Toledo, sempre com entrada gratuita. Integram a seleção trabalhos de alguns dos maiores diretores da história do cinema, como Werner Herzog e Glauber Rocha, entre obras de ficção, documentário e animação, incluindo curtas e longa-metragens.
No dia 17 de novembro, a animação “Kirikou e a feiticeira” (1998) terá duas exibições, às 9h e às 14h. No longa de Michel Ocelot, O minúsculo Kirikou nasce num vilarejo da África no qual uma feiticeira, Karaba, lançou um terrível feitiço: a fonte secou, os moradores devem pagar resgates, os homens são sequestrados e desaparecem misteriosamente. Kirikou, logo que sai da barriga da mãe, quer libertar o vilarejo do seu domínio maléfico e descobrir o segredo da sua maldade. No dia seguinte, 18 de novembro, mais uma sessão para todas as idades está garantida. Os curta-metragens “Yaõkwa, imagem e memória” (2020) e “A Era de Lareokotô” (2019), dirigidos por Rita Carelli e Vicent Carelli, serão exibidos às 15h30. Nesses dois curtas, a cineasta retrata alguns aspectos da cosmovisão do povo indígena Enawenê Nawê. A sessão será comentada por Rita Carelli. Ainda no dia 18, às 19h30, o público poderá conferir “Aguirre, a ira de Deus” (1972), do cineasta alemão Werner Herzog. O longa busca desvendar se foi a fome de poder e riqueza ou a pura loucura que foram supostamente as razões que levaram os espanhóis a conquistar a América do Sul. Perdido em uma balsa infestada de ratos, Aguirre ainda sonha fundar com sua filha uma nova dinastia.
Já no dia 19 de novembro, o documentário “Barcelona ou a morte” (2007), de Idrissa Guiro, terá uma exibição às 17h. De um subúrbio de Dacar, partem para Europa frágeis barcos, símbolos de uma batalha e de um povo: pescadores privados de seu ganha-pão pela globalização e levados a se comprometerem com o perigoso negócio de transporte de clandestinos para a Espanha. Dois filmes serão exibidos gratuitamente no dia 21 de novembro. Primeiro, às 17h, o público poderá assistir ao trabalho do cineasta Chris Marker, um dos mais importantes nomes da história do cinema experimental. Em “Sem sol” (1983), o diretor leva o espectador a uma jornada filosófica que questiona a representação do mundo e reflete sobre a natureza do tempo e da memória. Já às 21h, mais um filme do grande Werner Herzog ganhará exibição: “Além do infinito azul” (1983). Construída como uma ópera visual, essa fábula de ficção científica se concebe como uma metáfora do espaço. A mensagem é que se deve proteger esse bem tão precioso que possuímos: nosso planeta.
No dia 22, quarta-feira, às 18h, será exibido o filme alemão “A estrangeira” (2010), dirigido por Feo Aladag, que acompanha Umay, uma jovem mulher de descendência turca que sai de Istambul em busca de uma vida independente na Alemanha. Sua luta contra a resistência de sua família cria uma situação que chega a colocar vidas sob ameaça. No dia seguinte, 23 de novembro, o documentário brasileiro contemporâneo “Chão” (2021), dirigido por Camila Freitas, ganha sessão. Junto ao Movimento Sem Terra, um dos mais longevos movimentos populares brasileiros, o trabalho vivencia a ocupação das terras de uma usina de cana-de-açúcar em processo de falência.
Já no dia 24 de novembro, dois clássicos trabalhos poderão ser conferidos pelo público do festival. Um dos principais filmes da história do cinema brasileiro, “Deus e o diabo na terra do sol” (1964), de Glauber Rocha, será exibido às 16h30. Uma obra-prima do Cinema Novo, o filme narra a história de Manuel que, procurado pelo assassinato de seu patrão, foge com sua esposa Rosa para o sertão nordestino. O casal se junta aos seguidores do beato Sebastião , que promete o fim do sofrimento através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Mais tarde, às 21h, é a vez de “O velho e o novo” (1929), dos russos Serguei Eisenstein e Grigori Aleksandrov. No longa, em plena URSS, a camponesa Marfa Lapkina decide reforçar o movimento pela coletivização da agricultura organizando um kolkhoz (cooperativa agrícola) com seus vizinhos, provocando uma intensa luta ideológica entre as velhas e as novas concepções sociais. A exibição do clássico russo será realizada com trilha ao vivo pelo duo O Grivo em colaboração com Francisco Cesar.
Uma última sessão está reservada para o dia de encerramento do festival, 26 de novembro. “Para casa” (2019), do diretor ucraniano Nariman Aliev, será exibido às 17h. Tendo perdido o filho mais velho na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, Moustafa decide levar o corpo dele de volta à terra natal: a Crimeia. Para isso, ele pega a estrada com seu filho mais novo. Uma viagem que vai mudar a relação deles.
Interseção entre cinema, música e literatura
O público poderá conferir uma atração especial no dia 17 de novembro. Os musicistas Sofia Leandro e Bruno Santos apresentam o concerto “Visões do ontem, memórias do amanhã”, às 18h30, no Museu Casa Padre Toledo, com entrada gratuita. Na apresentação, o duo interpreta obras de dois compositores contemporâneos em diálogo com o curta-metragem “A plataforma”, de Chris Marker, a poesia de Felipe Franco Munhoz.
Sobre o Festival Artes Vertentes
Criado em 2012 por Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova, o Festival Artes Vertentes é um projeto realizado pela Ars et Vita e pela Associação dos Amigos do Festival Artes Vertentes. O evento vem apresentando, ininterruptamente, uma programação artística que estimula diálogos entre as mais diversas linguagens artísticas e propõe, por meio da arte, reflexões sobre temas de relevância para a sociedade contemporânea. Vencedor do prêmio CONCERTO 2021 e nomeado para o prêmio internacional Classic: NEXT Innovation Award 2022, durante as últimas edições, o Festival Artes Vertentes já recebeu mais de 420 artistas, originários de 40 países.
O 12º Festival Artes Vertentes é realizado com o patrocínio da Cemig, Itaú, Copasa e Minasmáquinas.
Mais informações no site www.artesvertentes.com.
Cemig: a energia da cultura
A Cemig é a maior incentivadora de cultura em Minas Gerais e uma das maiores do país. Ao longo dos seus 70 anos de fundação, a empresa investe e apoia as expressões artísticas existentes no estado, por meio das leis de dedução fiscal estadual e federal, de maneira a abraçar a cultura de Minas Gerais em toda a sua diversidade. Além de fortalecer e potencializar as diferentes formas de produção artística e cultural no estado, a Cemig se apresenta, também, como uma das grandes responsáveis por atuar na preservação do patrimônio material e imaterial, da memória e da identidade do povo mineiro. Os projetos incentivados pela Cemig objetivam chegar nas diferentes regiões do estado, beneficiando um maior número de pessoas e promovendo a democratização do acesso às práticas culturais. Assim, incentivar e impulsionar o crescimento do setor cultural em Minas Gerais reflete e reforça o compromisso e o posicionamento da Cemig em transformar vidas com a nossa energia.
Serviço: 12º Festival Artes Vertentes
De 16 a 26 de novembro, em Tiradentes/MG
Programação completa: www.artesvertentes.com
Foto: Festival Artes Vertentes/Divulgação
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