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Primeiro restaurante especializado em culinária Napolitana é inaugurado no Vila da Serra

Sob o comando do chef napolitano Carlo Caredda, Barolio, estabelecimento no Vila da Serra, vende, em média, entre 1200 a 1500 pizzas, por mês

Barolio é a junção das palavras “bar” e “olio” que é azeite em italiano. O restaurante, dedicado à cozinha napolitana, situado no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, foi inaugurado em maio, na charmosa Alameda Oscar Niemeyer. O nome associa-se a história do chef e sócio proprietário da casa, Carlo Caredda, quando o mesmo fundou, em Dusseldorf, na Alemanha, uma venda de azeite que virou um bar.

A sociedade da casa acontece com o arquiteto Mateus Hermeto, responsável também pela decoração intimista, no estilo europeu moderno. “Nossa ideia foi criar uma cantina italiana, mas sem a tradicionalidade que já conhecemos. Queremos inovar, para isso, pesquisamos muito sobre os restaurantes europeus modernos e resolvemos unir os dois lados. Então, aqui, temos a essência de cantina, por conta do ambiente aconchegante, e a modernidade, com uso na arquitetura da madeira e do granito, por exemplo”, destaca Hermeto. Ele afirma também que, desde a inauguração, o movimento tem sido constante e os resultados superaram as expectativas.

A casa dedica-se a famosa e diversificada gastronomia napolitana, tradicional na região de Nápoles, na Itália, e é a primeira especializada neste serviço em Belo Horizonte e região. A culinária, que sofreu grande influência de diversos povos, é caracterizada, principalmente, pela abundância no uso dos frutos do mar, isso devido a proximidade com o Mar Tirreno. Além disso, Nápoles é o berço da pizza, e tem o título de fazer a melhor pizza do mundo.

Carlo Caredda, chef napolitano que comanda a cozinha do estabelecimento, conta que a culinária napolitana é muito simples, com poucos ingredientes, mas ao mesmo tempo muito rica. Ele afirma que o tomate, a mozarela de búfala, os vegetais são e os frutos do mar, são os elementos principais da cozinha de Nápoles.

Representar, da maneira mais real possível, todas as singularidades presentes nos pratos napolitanos é o intuito de Caredda: “Trazer, com fidelidade, o que representa a culinária napolitana é o nosso objetivo sempre. Tentamos seguir à risca o que Nápoles tem de mais original na gastronomia.”

O chef ainda conta que, por não termos a costa mediterrânea, muitas vezes, o acesso a determinados frutos do mar é mais difícil, mas ele tenta sempre trazer para os clientes, variedades como as ostras, por exemplo, servidas com frequência na casa. Ele afirma que todos os ingredientes utilizados são de alta qualidade, como em Nápoles. A farinha de trigo, utilizada no preparo das massas das pizzas e no pão da casa, é importada da região.

Além disso, a cidade é considerada a capital mundial da pizza, que no Barolio, é o carro chefe. Prova disso, é o grande número de produção na cozinha. Segundo Mateus Hermeto, por mês, na casa, são produzidas entre 1200 a 1500 pizzas, uma média de 300 por semana.

Cardápio

“Muito além das tradicionais pizzas”, é assim que Hermeto gosta de caracterizar o menu diverso da casa. De acordo com o sócio, os clientes quando chegam pela primeira vez, antes de olhar o cardápio, acreditam que há apenas pizzas e este é um dos nossos desafios: mostrar que a cozinha napolitana é muito rica e diversa.

Prova disso é o cardápio recheado de opções, que vão desde as redondas aos risotos e peixes. A pizza napolitana de massa fermentada natural é assada em forno 100% a lenha, com temperaturas acima de 350 graus, é o prato com mais saída no estabelecimento. No Barolio, são 14 sabores, todas de tamanho único (30 cm). Os valores variam. A Marguerita sai por R$ 42. A Napolitana, custa R$ 55 e a Amalfitana, que é feita com muçarela de búfala, parmesão, presunto parma, champignon e brie, sai no valor de R$ 62.

Em se tratando de entradas, são também muitas opções. Tem a bruschetta napoletana (R$ 19, individual), a focaccia barolio (R$38), o fritto di gamberi (R$ 48) que são camarões empanados, além de variadas saladas, como a mista, com mix de folhas frescas (R$ 27), a caprese (R$ 34) e outra feita com rúcula, presunto parma e parmesão, por R$ 38.

A casa também não deixa de lado as massas, tão famosas no país da bota. O spaghetti, pode ser servido com molho pomodoro e basílico, que é o molho de tomate frescos e manjericão (R$ 39). Há também o puttanesca, que é feito com molho de tomate fresco, alcaparras, azeitonas pretas e salsinha (R$ 42). Ou o spaghetti alle vongole, feito com alho, salsinha e vôngoles (R$ 63).

Os risotos, carnes e peixes também não ficam de fora do cardápio desenvolvido pelo napolitano Caredda. Há opção de risoto carnaroli finalizado com purê de pimentões amarelos grelhados, acompanhado de polvo e aspargos (R$ 79) e finalizado com camarões, lula, mexilhões e vôngoles (R$ 86). O Filetto alla griglia com puré e cipolla, que é o filé mignon grelhado acompanhado de purê de batata, cebola caramelizada e molho de vinho, por R$ 58, e o Bife ancho com misto di funghi, por R$ 68, são os pratos com carne. Já as versões com peixe vão desde o salmão grelhado acompanhado de nhoque artesanal ao molho de limão siciliano com aspargos e alcaparras (R$ 68) a meia lagosta, preparada seguindo a tradição napolitana, acompanhada de spaghetti de grano duro (R$ 99).

O cardápio de bebidas também é bem extenso, com mais ou menos, 50 rótulos de vinho, como a taça da casa, um Montupulciano da região de D’ Abruzzo, tanto nas versões branco, tinto e rosé, por R$ 16, cervejas artesanais da Backer, como a Belorizontina (R$ 16) e a Corleone (R$ 25), e opções de drinks, como o Aperol Spritz (R$ 24), a Gin Tônica (R$ 26) e a Caipirinha (R$ 18). Por fim, os doces, como o Tiramissù (R$ 22) e a Focaccia Dolce com Nutella (R$ 29).

Foto:  Aline Costa.

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